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O artigo apresenta como questionamento se a intubação precoce tem efeitos benéficos quando comparada à tardia em pacientes gravemente enfermos com COVID-19.

Qual a importância deste estudo?

Embora a COVID-19 seja uma doença relativamente nova, diversas diretrizes internacionais recomendam a intubação precoce como medida protetora aos acometidos pela doença. Há ainda controvérsias em relação ao tema, reforçando a necessidade de novos estudos que possam consolidar ou mesmo refutar tal prática. 

Quais foram os objetivos e a metodologia deste estudo?

O objetivo deste estudo foi investigar o efeito do momento da intubação sobre os resultados clínicos de pacientes gravemente enfermos com COVID-19, através de uma revisão sistemática e meta-análise. Foram investigados de forma sistemática PubMed e Scopus, além de referências e servidores de pré-impressão até 26 de dezembro de 2020, para identificar estudos que tratassem sobre mortalidade e/ou morbidade de pacientes com COVID-19 submetidos a intubação precoce (dentro de 24h da admissão à UTI)versus tardia (intubação a qualquer momento após 24 horas da admissão na UTI). Como desfechos primários foram considerados mortalidade por todas causas e duração da ventilação mecânica (VM). A razão de risco combinada (RR), a diferença média combinada (MD) e os intervalos de confiança de 95% (IC) foram calculados usando um modelo de efeitos aleatórios.

Quais foram os principais resultados verificados neste estudo?

Foram encontrados um total de 12 estudos, envolvendo 8.944 pacientes gravemente enfermos com COVID-19. Não houve diferença estatística na mortalidade por todas as causas entre os pacientes submetidos à intubação precoce e tardia, mesmo quando realizada análise de sensibilidade usando uma definição alternativa de intubação precoce / tardia (p = 0,08).

Quais foram as conclusões e as recomendações dos autores do estudo?

Os autores concluíram que o momento da intubação parece não ter efeito sobre a mortalidade e morbidade de pacientes criticamente enfermos com COVID-19. Esses resultados podem justificar a espera do momento mais oportuno para intubação, que poderá resultar numa diminuição da mesma. Os autores sugerem ainda que haja atualização das recomendaçãoes em relação ao momento da intubação.

Limitações do estudo: 

  • Heterogeneidade no que diz respeito aos resultados de duração da VM e tempo de internação na UTI, provavelmente devido à heterogeneidade clínica;
  • Não houve análise sequencial experimental;
  • Meta-análise baseada em dados de estudos observacionais, embora tenha sido feita uma análise de subgrupo de estudos com baixo risco de viés;
  • A análise de subgrupo de pacientes submetidos a intubação precoce ou tardia ou sem intubação pode ser limitada pelo viés de pacientes que não foram eventualmente intubados, provavelmente por estarem menos doentes do que os que acabaram por ser intubados.

Fonte: Papoutsi et al. (2021). Effect of timing of intubation on clinical outcomes os critically ill patients with COVID-19: a systematic review and meta-analysis of non-randomized cohort studies. Crit Care, 25: 121. https://doi.org/10.1186/s13054-021-03540-6

Autor: Maria Teresa Aparecida Pereira dos Santos Dias, Enfermeira Controladora de Infecção, MBA em Gestão Hospitalar e Controle de Infecção.

Contato: [email protected]



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