A infecção do sítio cirúrgico representa uma das mais importantes complicações infecciosas no contexto hospitalar. Em face desta constatação, objetivou-se apresentar as evidências disponíveis, na literatura nacional, acerca das recomendações atuais para a indicação do uso ou não da antibioticoprofilaxia em cirurgias plásticas, assim como sua eficácia.

Para tanto, obedeceu-se às diretrizes metodológicas para a realização de uma pesquisa bibliográfica, do tipo exploratório-descritiva, nas bases de dados LILACS, SCIELO, CINAHL e MEDLINE, adotando um recorte temporal de 2015-2015. Os achados da literatura evidenciaram que a cirurgia plástica se classifica na classe de cirurgias limpas ou das potencialmente contaminadas e as recomendações para a antibioticoprofilaxia se baseiam para este grupo, ou seja, não se encontra indicada.

Entretanto, nos procedimentos com duração superior a três horas e quando há enxertos ou implante de próteses administra-se cefazolina, na dose de 2g, meia hora antes da incisão, repetindo-se 1g a quatro horas após a primeira dose, devendo-se estender por 24 a 48 horas.

A prescrição de antibióticos por tempo prolongado, isto é, além do tempo cirúrgico, não previne infecção, podendo implicar na seleção de cepas e aumento da resistência bacteriana.

 

Autora: SANDRA DIVA MATÉRIA

 

 


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