O estreptococo do grupo B (EGB) é uma bactéria encontrada geralmente nos tratos gastrointestinal e geniturinário. Essa bactéria é uma das principais causas de infecção neonatal de início precoce seguida de óbito neonatal. Em 2000, uma diretriz para prevenção de infecção neonatal por EGB do CENTER FOR DISEASE (CDC) recomendava a antibioticoprofilaxia intraparto (iniciando-se 4 horas antes do parto) na presença dos seguintes fatores de risco: Recém-nascido (RN) prévio infectado pelo EGB, bacteriúria por EGB nesta gestação, parto com IG < 37 semanas, bolsa rota há mais de 18 horas e temperatura intraparto acima de 38 graus.

Em 2007, em uma auditoria de antibioticoprofilaxia, foi observado somente 30% de adequação ao protocolo do CDC em um determinado hospital municipal. Em junho de 2009 através do projeto Mãe Paulistana foi iniciada a triagem universal em gestantes para EGB, nas Unidades de Saúde Pública do Município de São Paulo. Este estudo tem como objetivo verificar e melhorar a adesão ao protocolo de antibioticoprofilaxia em gestantes portadoras de EGB ou com presença de fatores de risco para EGB de determinado hospital público. No período de janeiro a dezembro de 2010 foi realizada busca ativa nas anotações do livro de admissão do pré-parto, prontuários de puérperas e RN.

Foram consideradas as seguintes informações relacionadas à EGB: anotações de coleta de cultura, resultado de cultura, presença de fator de risco e antibioticoprofilaxia. Realizada revisão e divulgação do protocolo institucional de prevenção de EGB, com comunicação imediata ao coordenador de obstetrícia quando ocorria inadequação de antibioticoprofilaxia, para reorientação da equipe, reunião mensal da equipe de Perineonatologia, composto por Médicos e Enfermeiros de Obstetrícia, Neonatologista e o Serviço de Controle de Infecção hospitalar (SCIH) onde os dados de vigilância para EGB eram apresentados e analisados. Foram auditados 146 partos.

Dados do rastreamento para EGB nas gestantes: não colhido e ou sem informações de coleta de resultado 940 (63%) A taxa de positividade das culturas foi de 18% (98/546). Análise de adequação de antibioticoprofilaxia: ocorreu conformidade em 122 (84%) do total de 142 indicações de profilaxia. Desta forma, houve maior adesão ao protocolo durante a vigilância realizada e o feedback com a equipe obstétrica. Entretanto ainda há necessidade de melhoria de implantação plena do projeto de rastreamento Universal no Sistema de Saúde Publica do Município de São Paulo.

 

Autoras: SANDRA TERUMI YOSHINO e KÁTIA CRISTIANE CREPALDI YAMAGUTI

 


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