Em março de 2010, o departamento de saúde do Texas observou dois casos de hepatite B em residentes de instituições de longa permanência, motivando o início de uma investigação epidemiológica, incluindo revisão de prontuário e pesquisa sorológica,  quando foram detectados 21 casos novos.

Por biologia molecular observou-se que havia uma cepa que predominava com destaque, fazendo pensar numa fonte comum. Embora os casos estivessem distribuídos em 10 instituições distintas eles se concentravam em duas delas. Na investigação dos fatores de risco foi observada significância estatística para pacientes diabéticos e atendimento por uma equipe específica que trabalhava em ambas instituições. A observação das práticas para o atendimento dos pacientes diabéticos não identificou grandes quebras de técnicas, porém durante entrevista os profissionais relataram que durante um período anterior tiveram que compartilhar glicosímetros entre pacientes diferentes, embora a agulha fosse individualizada. Além disso, eles falaram que estes equipamentos eram transportados em uma maleta, sem qualquer separação em relação aos restante do seu conteúdo. Várias recomendações foram enfatizadas a partir da investigação deste surto: uso de glicosímetros individuais, ou no caso de compartilhamento padronizar técnica de limpeza e desinfecção; implantação e difusão de normas relacionadas à prevenção e controle de infecção nessas instituições; criar normas para o transporte de artigos e medicamento entre pacientes; imunização contra hepatite B dos residentes nessas instituições.

 

Fonte: American Journal of Infection Control 42 (2014): 77-81.

Resenha realizada por Antonio Tadeu Fernandes para CCIH revista.


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