Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) é causa importante e crescente de infecção em cenários hospitalares e, mais recentemente, na comunidade. Infecções por MRSA multirresistentes constituem reais desafios ao tratamento, representando grande ônus para os recursos da saúde, além de apresentar maior morbidade e mortalidade.

O objetivo desse estudo foi descrever as características clínicas, epidemiológicas e o perfil de susceptibilidade dos isolados de Staphylococcus aureus em pacientes internados em hospital pediátrico de cuidados secundários localizado no município de Guarulhos-SP, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2013, além de avaliar a frequência de infecções por CA-MRSA e HCA-MRSA utilizando critérios epidemiológicos e microbiológicos.

Foram estudados cinquenta e dois casos de infecções por Staphylococcus aureus, sendo vinte e cinco destas infecções causadas por MRSA. Epidemiologicamente, pôde-se constatar vinte amostras de HCA-MRSA e cinco amostras de CA-MRSA. Microbiologicamente, foram encontrados nove casos de HCA-MRSA e dezesseis casos de CA-MRSA. Dos vinte casos classificados epidemiologicamente como HCA-MRSA, onze eram CA-MRSA microbiologicamente, demonstrando a disseminação desses clones no ambiente hospitalar.

Dos cinco casos classificados como CA-MRSA epidemiologicamente, todos tinham características microbiológicas também de CA-MRSA, não apresentando multirresistência.

Este trabalho evidenciou que provavelmente a epidemiologia de hospitais secundários, quanto à infecção por MRSA, se assemelha com a dos hospitais escolas ou terciários, ou seja, há disseminação dos clones de CA-MRSA no ambiente hospitalar. A vigilância constante da circulação desses novos clones não-multirresistentes na comunidade e nos hospitais, é muito importante para a instituição adequada de medidas terapêuticas, de prevenção e controle de infecção.

Autora: DANIELLA TEIXEIRA BEZERRA SANCHIS

 


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