Este estudo propõe analisar os trabalhos publicados sobre síndrome de Burnout no enfermeiro, fenômeno ainda pouco conhecido na nossa realidade, contribuindo na identificação dos fatores de risco e suas conseqüências para o profissional enfermeiro e a organização hospitalar.

 

Atualmente confundido com estresse, o Burnout é uma resposta de estresse crônico, afetando diretamente o desempenho de tarefas, relacionamento interpessoal, produtividade e prejuízos tanto para o trabalhador quanto para a organização, devido a exposição direta com o paciente. Na revisão bibliográfica realizada no período compreendido entre 1999 a 2008, utilizando-se a base de dados Medline, Scielo, Lilacs, Organização Mundial da Saúde (OMS), Revista Latino-Americana de Enfermagem, Revista Brasileira de Enfermagem, bem como livros que tratam do assunto Burnout, os principais fatores causadores da síndrome de Burnout foram a insatisfação profissional, absenteísmos, doenças ocupacionais, acidentes de trabalho, dupla jornada, sobrecarga de responsabilidades e alta demanda de paciente para pouco profissional disponível.

Os resultados permitiram constatar que os enfermeiros são candidatos a apresentarem a síndrome de Burnout devido aos níveis de grande estresse contínuo, vivenciado no ambiente de trabalho predominando os sintomas psicológicos. Pesquisas sobre o tema identificaram alterações importantes que acometem os enfermeiros, levando os profissionais a exaustão emocional, despersonalização e falta de envolvimento no trabalho.

 

Autores: Tatiane Pereira Arantes e Alexandre Arouche Gomes de Souza

 

 


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