A paraplegia até os dias atuais é uma condição permanente que impõe limitações físicas e funcionais decorrentes do comprometimento dos segmentos nervosos da região dorso-lombar. A sexualidade quando negada contribui para o isolamento social, mudanças de comportamento e até mesmo agressividade. Os objetivos foram identificar como se restabelece a condição sexual do lesado medular e identificar atuação do enfermeiro na consulta de enfermagem, na reconstrução da sexualidade masculina.

Tratou-se de uma revisão bibliográfica utilizando-se o portal Bireme e as bases de dados: SCIELO, LILACS e Google Acadêmico. A busca ocorreu por meio do uso dos descritores em Saúde, que permitiu a captura de 19 artigos com corte temporal para artigos publicados entre 2000-2012. A análise dos artigos permitiu a compreensão de como a lesão medular afeta o âmbito social, psicológico e físico do paciente. Observou-se que a lesão medular é comum em indivíduos jovens, do sexo masculino, geralmente vítimas da violência urbana e quedas.

Ainda é irreversível e implica em limitações físicas permanentes que podem afetar o funcionamento do órgão reprodutor levando a problemas de ereção e até mesmo a esterilidade. Muitos pacientes se privam da sexualidade por acreditarem não serem capazes de manterem uma boa ereção. Os avanços tecnológicos permitem que muitos destes pacientes que apresentam danos em seus órgãos reprodutores possam voltar a ter  uma vida sexual normal. A enfermagem assiste o paciente com lesão medular desde o primeiro dia de internação e mesmo após a sua alta.

A intervenção deste profissional busca devolver ao paciente autonomia, superação e reintegração social, como também cabe ao enfermeiro e sua equipe esclarecer e trabalhar a sexualidade através de estratégias de enfrentamento. Concluímos que a lesão medular pode afetar o aparelho reprodutor masculino e embora seja uma condição permanente, não é uma condição para que a sexualidade seja negada, e sim para que esta seja redescoberta. O enfermeiro atua na reabilitação, nos traumas e medos, devendo este trabalhar estratégias de enfrentamento que possibilitem ao paciente compreender e superar sua nova condição.

 

Autora: VIVIAN BARBOSA MEDEIROS

 


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