fbpx
PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE:

MBA EM CCIH, CME, SEGURANÇA DO PACIENTE, FARMÁCIA CLÍNICA E HOSPITALAR, FARMÁCIA ONCOLÓGICA

Qualidade, segurança e vidas protegidas: O Segredo para uma Assistência Segura e Humana

A Jornada do Paciente: O Segredo para uma Assistência Segura e Humana

Este vídeo faz parte do programa “Superação” do Instituto CCIH e celebra o “Abril pela Segurança do Paciente”. A discussão central gira em torno do tema “Vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS”, contando com a participação especial de Gilvane Lolato, gerente de operações da ONA (Organização Nacional de Acreditação).

O debate foca na mudança de paradigma: sair de uma visão fragmentada de tarefas isoladas para uma visão sistêmica da Jornada do Paciente. Gilvane explica que a segurança deve transcender as paredes do hospital, considerando a experiência do usuário desde o primeiro sintoma em casa até o pós-atendimento. São discutidos os desafios das desigualdades regionais no Brasil, a importância da cultura justa (em oposição à cultura punitiva) e como a nova metodologia de acreditação da ONA prioriza a rastreabilidade da jornada e a escuta ativa, em vez de apenas conferir papéis e registros burocráticos.

FAQ — Qualidade, Segurança e Vidas Protegidas: o segredo para uma assistência segura e humana

1. Por que falar em “perspectiva do paciente” e não apenas da organização?

Porque existe um distanciamento entre como a organização imagina seus processos e como o usuário realmente vivencia o cuidado, e reduzir essa distância é condição para segurança real. Fonte: Live CCIH+.

2. O que são “vazios assistenciais”?

São regiões do Brasil, especialmente Norte e Nordeste, com acesso difícil ou inexistente a cuidados de saúde, onde a equidade e a inclusão assistencial ainda são desafios gigantescos. Fonte: Live CCIH+.

3. Qual é a diferença entre fluxo, caminho, trajetória e jornada do paciente?

Fluxo é a logística organizada; caminho envolve etapas clínicas; trajetória soma processos e etapas; jornada é o conceito mais amplo, que transcende as paredes da instituição e integra diferentes níveis de atenção. Fonte: Live CCIH+.

4. Por que a jornada do paciente é um conceito estruturante?

Porque olha a pessoa desde a sua casa, passando pela atenção primária, especialistas, hospital e continuidade do cuidado, exigindo visão sistêmica e integralidade. Fonte: Live CCIH+.

5. Como conciliar visão sistêmica com atenção à tarefa isolada?

O profissional precisa enxergar o todo sem perder o olhar para a tarefa, compreendendo que cada atividade isolada (conferir insumo, checar temperatura de medicamento) impacta diretamente na continuidade do cuidado. Fonte: Live CCIH+.

6. Quais dados de eventos adversos foram citados na live?

Segundo relatório da Anvisa referente a 2025, o Brasil registrou mais de 400.000 eventos adversos evitáveis, dos quais mais de 3.000 evoluíram para óbito. Fonte: Live CCIH+.

7. O que é a triangulação de evidências na nova metodologia da ONA?

É a avaliação que cruza como a instituição imaginou/padronizou processos, como os executa e a experiência do serviço (usuários, famílias e profissionais). Fonte: Live CCIH+.

8. O que é o “rastreamento da jornada” usado pelos avaliadores da ONA?

É uma técnica em que o avaliador percorre o caminho do paciente na instituição, combinando entrevistas, observação da prática e análise de prontuários em diferentes fases do cuidado. Fonte: Live CCIH+.

9. A avaliação de acreditação tornou-se mais qualitativa?

Sim; saiu do modelo puramente quantitativo e documental para observação participante e entrevistas, aproximando-se da pesquisa qualitativa, que estuda cultura e comportamento. Fonte: Live CCIH+.

10. A segurança do paciente é apenas intra-hospitalar?

Não; ela se aplica a qualquer lugar onde o paciente esteja, incluindo UBS, atenção primária, secundária e ambulatorial, e também à formação dos profissionais. Fonte: Live CCIH+.

11. A acreditação deveria ser obrigatória no Brasil?

Experiência internacional mostra que obrigatoriedade sem recurso não funciona; o caminho mais assertivo é o incentivo estruturado, como o Proad para Santas Casas e o programa Qualis da ANS. Fonte: Live CCIH+.

12. Quais exemplos de incentivos à acreditação foram citados?

A certificação de 100% das UBS pela Secretaria Municipal de São Paulo, a exigência do IBROS de % mínimo de unidades acreditadas e o projeto do Ministério da Saúde/Proad para Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. Fonte: Live CCIH+.

13. O que é cultura justa e por que ela ainda falha no Brasil?

Cultura justa é responsabilizar organização e profissionais sem recair na punição individual; na prática, casos midiáticos ainda reproduzem a “cultura do culpado”, gerando subnotificação de eventos adversos. Fonte: Live CCIH+.

14. Qual a lição da aviação para a saúde?

Na aviação há segurança psicológica e escuta entre líder e liderado, permitindo que qualquer profissional relate preocupações sem medo, comportamento ainda pouco presente na saúde. Fonte: Live CCIH+.

15. Por que a saúde é mais complexa que a aviação?

Porque o cuidado é direto no paciente, envolve múltiplas categorias profissionais com formações heterogêneas e opera em um sistema altamente dinâmico e adaptativo. Fonte: Live CCIH+.

16. Qual é o papel da fiscalização na segurança do paciente?

Deve atuar antes, na liberação de alvarás e no rigor da autorização de funcionamento, e não apenas depois do evento adverso para punir profissionais. Fonte: Live CCIH+.

17. Como o olhar sensível do profissional contribui para a segurança?

Percepções sutis, expressão, preocupação silenciosa do paciente, permitem antecipar riscos e personalizar cuidados, como ilustrado no caso em que uma profissional identificou receio do paciente antes de um exame. Fonte: Live CCIH+.

18. Onde aprofundar o tema após a live?

Na Jornada Imersiva em Segurança do Paciente do Instituto CCIH+, realizada em 25 de abril, com foco em organizações de alta confiabilidade, busca pelo dano zero e liderança. Fonte: Instituto CCIH+ — Jornada Imersiva 2026.

Minutagem Completa

Abaixo, os principais temas discutidos e seus respectivos tempos no vídeo:

  • [00:00] – Abertura e boas-vindas ao Programa Superação.

  • [01:03] – Apresentação do “InfectUp” e votação de artigos científicos.

  • [02:26] – Introdução ao tema “Abril pela Segurança” e apresentação da convidada Gilvane Lolato (ONA/Sobrasp).

  • [05:25] – Desafios da segurança do paciente nas diferentes regiões do Brasil e “vazios assistenciais”.

  • [06:44] – Perspectiva da Organização vs. Perspectiva do Paciente: Onde está a distância?

  • [09:15] – A necessidade do usuário na sociedade e a promoção da saúde antes da internação.

  • [11:21] – O conceito de Jornada do Paciente e a visão sistêmica contra a visão fragmentada.

  • [14:10] – Diferenças entre Fluxo, Caminho, Trajetória e Jornada do Paciente.

  • [15:58] – O papel das equipes multidisciplinares e processos de apoio na jornada.

  • [17:48] – Cuidado centrado no paciente e a importância da percepção sensível do profissional.

  • [18:55] – Dados de eventos adversos no Brasil (Anvisa) e a necessidade de barreiras preventivas.

  • [23:55] – Modelo de Avaliação da ONA: Triangulação de evidências e rastreamento da jornada.

  • [27:18] – Debate: Teoria da complexidade aplicada à saúde e visão “hologramática”.

  • [32:45] – A transição da avaliação de documentos para a observação da prática assistencial.

  • [35:05] – Segurança do paciente na Atenção Primária (UBS) e unidades ambulatoriais.

  • [40:48] – Discussão sobre acreditação obrigatória vs. modelos de incentivo e investimento.

  • [45:05] – Cultura Justa: Como lidar com erros sem cair na cultura da punição.

  • [52:15] – Comparação entre a segurança na saúde e na aviação: Segurança Psicológica.

  • [56:10] – Encerramento e convite para a Jornada Imersiva de Segurança do Paciente.

#QualidadeESegurança #VidasProtegidas #SegurançaDoPaciente #JornadaDoPaciente #CulturaDeSegurança #CulturaJusta #AcreditaçãoHospitalar #ONA #Sobrasp #ISQua #GovernançaClínica #InstitutoCCIH #CCIH #EventosAdversos #DanoZero #SUS #AssistênciaSegura #AssistênciaHumana #QualidadeAssistencial #GestãoDeRiscos #SegurançaPsicológica #RastreamentoDaJornada #TriangulaçãoDeEvidências #VaziosAssistenciais #AtençãoPrimária #ExperiênciaDoPaciente #Anvisa #ANS #ProadSantasCasas #AltaConfiabilidade #OrganizaçõesDeAltaConfiabilidade #MelhoriaContínua #PráticasBaseadasEmEvidências #SegurançaAssistencial #HumanizaçãoDoCuidado #JornadaImersiva #AbrilPelaSegurançaDoPaciente #PatientSafety #EquidadeEmSaúde #ComunicaçãoEfetiva

Avaliação dos alunos: 


Esta atividade recebeu NPS de excelência de 100%, refletindo o alto nível de satisfação dos participantes com o conteúdo da aula. 

 

Autora 

Karine Oliveira

Enfermeira | Gerente Educacional do Instituto CCIH+
Especialista em Gestão em Saúde e Controle de Infecção | Qualidade e Segurança do Paciente
Mestranda em Enfermagem com foco em Gerenciamento de Incidentes e Eventos Adversos
Presidente da AGIH (Associação Gaúcha de Profissionais em Controle de Infecção) – Gestão 2025–2027 

📍 Acompanhe nas redes:

Instagram: @karine_oliveira
LinkedIn: linkedin.com/in/karineoliveira 

Instituto CCIH+ Parceria permanente entre você e os melhores professores na sua área de atuação 

Conheça nossos cursos de especialização ou MBA: 

MBA Gestão em Saúde e Controle de Infecção 

MBA Gestão em Centro de Material e Esterilização 

MBA EQS – Gestão da Segurança do Paciente e governança clínica  

Especialização em Farmácia Clínica e Hospitalar  

Pós-graduação em Farmácia Oncológica 

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn