Qual a importância deste artigo?

A atual pandemia de COVID-19 expôs o sistema de saúde ao seu maior risco, e as transmissões nosocomiais, especialmente os profissionais de saúde infectados com COVID-19 em estabelecimentos de saúde, foram relatados por muitos países. No entanto, a questão de “qual é o melhor momento para os profissionais de saúde infectados com COVID-19 retornarem ao trabalho” ainda não foi abordada. 

Qual o objetivo do estudo?

Identificar quais estratégias estão sendo adotadas para o retorno dos profissionais de saúde infectados com COVID-19 aos postos de trabalho, levando-se em consideração a capacidade dos serviços de saúde (ou seja, minimizando o impacto da perda de força de trabalho) e o estado de saúde do profissional.

Quais foram os principais achados?

Nos Estados Unidos, são propostos pelo Centers for Disease Control – CDC – o retorno ao trabalho com base nos sintomas (após 10 dias do início dos primeiro sintomas) e estratégias baseadas na testagem (resultados negativos para detecção de SARS-CoV-2 de pelo menos duas amostras respiratórias consecutivas coletadas com ≥24 horas de intervalo). No Canadá os profissionais de saúde devem retornar ao trabalho após 10 dias do início dos sintomas.  Na Alemanha, as recomendações incluem quarentena de 14 dias e retorno após teste negativo ou sem sintomas respiratórios, e no caso de falta de pessoal, o critério passa a ser de no mínimo 48 horas sem sintomas e 02 testes negativos consecutivos.

Porém, essas medidas permanecem um grande desafio para os países em desenvolvimento (ou seja, Brasil), especialmente quando há muitos profissionais de saúde infectados com COVID-19 em licença do trabalho, resultando no esgotamento da força de trabalho.

Idealmente, com base nas melhores evidências científicas disponíveis em relação ao período de incubação do SARS-CoV-2, a melhor estratégia de retorno ao trabalho recomendada para profissionais de saúde com COVID-19 positivo seriam 14 dias de quarentena domiciliar, juntamente com 2 testes PCR negativos consecutivos em um intervalo de 48 horas, sem sintomas clínicos respiratórios e progressão das imagens de tomografia.

No entanto, estratégias alternativas podem ser adotadas para reduzir a perda da força de trabalho, permitindo que profissionais de saúde assintomáticos e levemente sintomáticos retornem ao trabalho com apenas 8-9 dias de quarentena, juntamente com dois testes PCR negativos em 48 horas de intervalo e detecção de todos os anticorpos negativos ou IgM (-) e IgG (+) para SARS-CoV-2.

Quais foram as conclusões do estudo?

Mais pesquisas são necessárias, assim como análise e conhecimento aprofundados para compreender a eficácia e segurança de reduzir a quarentena doméstica quando combinada com outras medidas de controle de infecção, que deve levar em consideração a resposta imune e possivelmente a reinfecção. Trazendo eficiência para os serviços de saúde e proteção para os profissionais de saúde.

Fonte: Wang J, et al. What is the best timing for health care workers infected with COVID-19 to return to work?. American Journal of Infection Control, 1128-1129, 2020.

Sinopse por: Enfª. Walquiria Santana

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