Ultravioleta poderá ser utilizada para descontaminar celulares? Será prático e efetivo?

As equipes de controladores de infecção, estão preparadas para o uso de dispositivos tecnológicos de comunicação nos serviços de atendimento à saúde?

É notório que os dispositivos tecnológicos de comunicação estão sendo utilizados cada vez mais pelos profissionais de saúde, algo que traz agilidade as informações sobre os pacientes, a comunicação e ao aceso a bases de literatura médica. No entanto, como esses dispositivos são manuseados por diversos profissionais, são potenciais refúgio de diversos microrganismos geradores ou potenciadores de infecções, ascendendo um alerta aos controladores de infecção da importância de higienização adequada desses dispositivos.   Como sita o estudo, os insumos disponibilizados para higienização não eram compatíveis com as orientações do fabricante, podendo danificar os Smartphones/outros dispositivos portáteis ou não eram eficazes para eliminação de determinado microrganismo. Fato é, há poucos estudos abordando esse tema atualmente, bem como a sensibilização dos profissionais de saúde quanto a higiene de mãos ante e após utilizar os dispositivos.

Diante disso, há um produto ou método eficaz que não danifica os dispositivos?

O estudo aborda a utilização do um equipamento chamado de CleanSlate UV, que realiza a desinfecção por radiação ultravioleta para matar bactérias em múltiplas superfícies, que mostrou-se eficaz na diminuição de carga bacteriana, no entanto o estudo demostra necessidade de aperfeiçoamento em seus métodos.

Como foi realizado o estudo?

Eram incluídos profissionais da saúde que utilizassem smartphones e que a carga de trabalho semanal fosse superior ou igual a 16h. Foi realizado investigação da carga bacteriana dos dispositivos antes e depois da desinfecção com UV-C em laboratório.

Quais os resultados do estudo?

Nos testes pré desinfecção pelo UV-C, houve crescimento de bacteriano patogênico. Nos testes pós desinfecção pelo UV-C houve redução do crescimento bacteriano, porém sem significância estatística. Ao questionar os profissionais participantes da pesquisa, detectou-se que a maioria não havia empregado o método conforme orientação. Outro fato importante é a utilização de capas protetoras nos dispositivos. Essas capas protetoras têm fendas e portas que não podem ser alcançadas pelo UV-C.

Também foram testados os crachás e relógios inteligentes, que apresentaram uma taxa mais baixa de crescimento bacteriano pós desinfecção pelo UV-C. Vale ressaltar, que não foi utilizado dispositivos para averiguar a conformidade na utilização do UV-C pelos profissionais participantes da pesquisa.

Esse método é seguro?

Os autores do estudo concluem que, são necessárias outras pesquisas para determinar o intervalo apropriado no qual o equipamento deve ser usado para impedir o crescimento bacteriano no ambiente. É possível verificar na descrição do artigo algumas oportunidades de melhoria para uma nova pesquisa.

Fonte: S. Huffman et al. Investigation into the cleaning methods of smartphones and wearables from infectious contamination in a patient care environment (I-SWIPE). American Journal of Infection Control 48 (2020) 545 – 549.

Sinopse por: Cíntia A. Laurindo da Silva

Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K8736134P0

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