Em carta encaminhada para a revista American Journal of Infection Control, os autores relataram que, principalmente a partir do momento que os prontuários eletrônicos foram instituídos, os teclados dos computadores que ficam a beira do leito passaram a preocupar os controladores de infecção. Os profissionais de saúde, após manipularem os pacientes, podem transferir microrganismos para os teclados. Muitas vezes nem as luvas são removidas antes do registro eletrônico.

Além disso, os funcionários administrativos também acessam estes computadores, podendo transferir os microrganismos para outros teclados, favorecendo a transmissão cruzada de infecção por esta via. Mesmo com a colocação de capas plásticas sobre os teclados, os microrganismos conseguem sobreviver, principalmente as bactérias Gram positivas como o S.aureus e o Enterococcus. Entre os Gram negativos, que permanecem viáveis por menos tempo, o Acinetobacter e o Enterobacter também apresentam boa capacidade de sobrevivência.

Para controlar o problema, os autores propuseram que, além da cobertura plástica, removida e desinfetada diariamente, todos os profissionais, administrativos ou assistenciais, utilizem luvas ao manipular o teclado, removendo-as após o uso, lavando as mãos a seguir. Esta medida é facilmente monitorada quanto à sua aceitabilidade, pois as luvas são visíveis. Os profissionais de saúde habitualmente não trocavam as luvas e nem lavavam as mãos antes de manipular o teclado e alertados do problema, mudaram sua conduta. Observou-se redução importante na transmissão cruzada de infecções após a adoção destas medidas.

 

Fonte: Neely NA, Maley MP. Dealing with contaminated computer kayboards and microbial survival. Am J Infect Control 2001;29:131-132.

Resumido por: Antonio Tadeu Fernandes em 2002

 



Ficou interessado? Veja nossos cursos MBA em CCIH e CME.