Este é um trabalho de pesquisa quantitativa, exploratória e bibliográfica. Tem como objeto de estudo os microrganismos isolados em culturas de pacientes com diagnóstico de infecção de sítio cirúrgico, em um hospital-escola privado especializado em cirurgia ortopédica. Entre a maioria dos autores citados neste trabalho, as infecções de sítio cirúrgico em cirurgias ortopédicas exibem taxas entre 0,3 e 5%, nos casos de infecções de próteses.

Em relação a estas infecções, destacamos que esta é uma das complicações mais temidas em cirurgia ortopédica, pois o tratamento é de difícil manejo, restando ao médico, muitas vezes, apenas a opção pela retirada da prótese. A patogênese da infecção dos implantes ortopédicos tem sido entendida sob a ótica da formação do biofilme, um envoltório orgânico, que além de proteger o microrganismo do sistema imunológico do hospedeiro também promove nutrição ao microrganismo aderido à superfície da prótese ortopédica ou do material implantado.

A osteomielite associada ao implante tem como principal agente etiológico o Staphylococcus aureus, que por um eficiente mecanismo de adesão associado a vários e complexos eventos bioquímicos, consegue colonizar a superfície óssea e, uma vez instalado, internaliza-se nas células do osso promovendo a destruição do tecido e a ineficácia do sistema imunológico do hospedeiro e da antibioticoterapia no tocante ao seu combate.

Sendo assim, observamos que os microrganismos Gram-positivos são os principais agentes etiológicos isolados nos casos de infecção de sítio cirúrgico em cirurgias ortopédicas, sendo representados majoritariamente pelo Staphylococcus aureus e pelo Staphylococcus epidermidis, mas podemos encontrar também bactérias Gram-negativas, embora representem um percentual bem menos expressivo.

Autores: Alan Lira da Anunciação e Rita de Cássia Golim

 


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