Os acidentes biológicos caracterizam-se hoje como uma emergência médica, necessitando desta forma de rotinas, orientação e atendimento especializado. Com os aumentos de casos de HIV/AIDS no mundo inteiro, a probabilidade de ocorrer um acidente envolvendo material biológico infectado com o vírus da Imunodeficiência Imunológica Adquirida é uma probabilidade real. Este estudo teve como objetivo geral traçar o perfil da vítima de acidente com material biológico atendida na Fundação Hospital Centenário-RS no primeiro semestre de 2012.

Trata-se de uma pesquisa exploratório-descritiva, retrospectiva, documental, com abordagem quantitativa, em que foram utilizados dados secundários. A população foi constituída pelas notificações de acidentes com material biológico, na exposição percutânea, entre janeiro de 2012 e junho de 2012. A coleta de dados foi realizada em agosto pela própria pesquisadora, que respeitou a resolução n°196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A amostra foi de 20 notificações de profissionais da área da saúde que sofreram exposição a material biológico.

Para a coleta de dados foram utilizados dois instrumentos estruturados: as fichas de notificações de acidentes com material biológico existente no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), e um questionário elaborado pelo pesquisador para a transcrição dos dados. Para a análise dos dados, utilizou-se estatística descritiva.

Os dados apontaram a maioria dos acidentes ocorrendo no ambiente hospitalar, grande número de pacientes-fonte com sorologia positiva ou ainda fonte ignorada o que aumenta a incidência de utilização da quimioprofilaxia. Fica evidente a necessidade de implantação das medidas propostas pela NR-32 no que diz respeito aos dispositivos de segurança, campanhas de informação sobre a importância de notificação destes acidentes e os riscos que envolvem os profissionais da saúde.

Autora: FERNANDA ADRIANE DE CASTRO ESTRELLA

 


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