Hakko e colegas enviaram carta ao editor da revista relatando um estudo observacional realizado em 2.009 em hospital da Turquia com 209 leitos e 870 profissionais de saúde. Por um período de 3 meses, 10 enfermeiras treinadas avaliaram em enfermarias, laboratório e UTI as seguintes oportunidades para higiene das mãos: antes e após procedimentos invasivos; após contato com sangue e fluídos corpóreos; antes e após o uso de luvas; antes da preparação de medicação; entre dois pacientes; após exame físico; antes e após cuidado de feridas. Em 175 horas de trabalho foram observadas 826 oportunidades, distribuídas pelas seguintes categorias profissionais: enfermagem (49,2%); médicos (29,6%), técnicos (9,8%) e outros (11,2%).

A higiene das mãos foi realizada em 59,1% dessas oportunidades, sendo os médicos que tiveram menor aderência 40,8%. Após o exame de pacientes os médicos higienizaram as mãos 58,3% contra 93,0% dos demais profissionais, diferenças estatisticamente significativas (p < 0,001).

Em relação ao método escolhido foi observado: água e sabão (61,4%); luvas (21,2%), álcool gel (13,1%) e vários métodos (4,3%). As situações com maiores índices de inadequação foram relacionadas ao uso de luvas. A higiene antes de seu uso foi feita em 14% das oportunidades entre os não médicos e apenas 3 % entre os médicos. Após procedimentos invasivos, nas situações em que estava indicado também o uso de luvas, a adequação foi inferior a 5% em todas categorias profissionais. Segundo os autores estes dados indicam a necessidade de reforçar nas atividades educativas a importância da higiene das mãos, quando luvas são também indicadas.

Fonte: American Journal of Infection Control: vol 39, pags 82, fev 2011

Resenha elaborada por Antonio Tadeu Fernandes para CCIH Revista

 

Revisado e atualizado por Antonio Tadeu Fernandes
para Memória CCIH


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