Inscreva-se já.

A Organização Mundial de Saúde (WHO) publicou no segundo semestre de 2022 o documento “Framework and toolkit for Infection Prevention and Control in outbreak Preparedness, Readiness and Response at the Health Care Facility level”, que fornece importantes orientações sobre como agir durante um surto de infecção.

Qual o contexto desta publicação?

Surtos e epidemias de doenças infecciosas representam um grande risco para a saúde global, segurança e estabilidade socioeconômica. Os surtos estão aumentando em frequência, escala e impacto; e as instalações de saúde podem amplificar a transmissão de doenças infecciosas emergentes ou organismos multirresistentes (MDRO) dentro de suas configurações e comunidades.

Medidas de prevenção e controle de infecções (IPC) baseadas em evidências em estabelecimentos de saúde são fundamentais para prevenir e conter surtos, e garantir a oferta de cuidados de saúde seguros, eficazes e de qualidade. Investir na capacidade de IPC e fortalecer a preparação e prontidão para IPC no nível das instalações reduz o risco de transmissão associado à assistência em saúde, contribui para a resposta e contenção oportunas de surtos e evita a sobrecarga dos sistemas de saúde.

Este documento foi desenvolvido de forma a complementar um documento mais amplo publicado anteriormente e que tinha como foco o nível nacional. Neste documento a estrutura de resolução de problemas (framework) apresentada foi adaptada especificamente para o nível das unidades de cuidados de saúde.

A estrutura apresentada fornece os princípios gerais e uma abordagem sistemática para cada fase do gerenciamento de surtos de doenças transmissíveis. Ela visa dar suporte aos estabelecimentos de cuidados de saude no desenvolvimento das ações necessárias para a preparação e resposta a surtos.  Além disso o documento traz um kit de ferramentas (toolkit) que reúne os links de documento que podem ser uteis para orientar ações mais especificas e relevantes para cada fase.

 

Qual foi a metodologia de desenvolvimento do documento?

O documento é fruto de uma revisão de literatura realizada no início de 2020. Os autores revisaram o texto completo de 495 artigos, dos quais 98 foram selecionados como base para o desenvolvimento do documento. Antes de sua publicação houve também a revisão por um grupo global de especialistas em IPC.

Durante a revisão de literatura foi constatada uma escassez de literatura específica sobre os esforços de IPC na prontidão e resposta a surtos. Sendo assim o primeiro passo foi a elaboração de uma estrutura nacional e kit de ferramentas (https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/345251/9789240032729-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y) para apoiar as ações de IPC nas três fases de gerenciamento de emergências (preparação, prontidão e resposta). Esse documento inicial foi então adaptado as necessidades especificas das unidades de saude nesse novo documento.

Qual o objetivo da publicação?

O principal objetivo do documento é fornecer às partes interessadas nas unidades de saúde uma estrutura de trabalho e um conjunto de ferramentas uteis para a preparação, prontidão e resposta a surtos de doenças infecciosas e de organismos multirresistentes (MDRO).

A publicação apresenta uma estrutura pratica de ações para fortalecer a preparação, prontidão e respostas a surtos; assim como recursos que auxiliam no desenvolvimento de planos de ação. O material em questão não foi projetado para ser um guia de implementação; mas destina-se a apoiar melhorias de IPC para o gerenciamento adequado de surtos, tanto no setor publico quanto no privado. 

Como o documento é organizado?

A estrutura e o kit de ferramentas abordam as 3 fases críticas do gerenciamento de surtos:

  • Fase 1: Preparação

A primeira fase abrange o desenvolvimento de planos de resposta a possíveis emergências de saúde pública relevantes ao contexto e a preparação da capacidade de apoio a operações em emergências de saude comunitária. O tempo das atividades dessa fase pode variar de 6 meses a 2 anos.

Na unidade de saúde, essa fase se refere especificamente ao desenvolvimento de planos para lidar com surtos nosocomiais de doenças transmissíveis, abrangendo tópicos como o mapeamento de riscos e preparação de recursos.

  • Fase 2: Prontidão

A segunda fase alia a preparação efetiva a uma resposta eficiente; é uma declaração da capacidade de resposta de um serviço de saúde. As atividades dessa fase podem levar até 6 meses para garantir a prontidão para uma ameaça definida e específica (i.e., uma doença transmissível com potencial para causar um surto na instalação nos próximos 6 meses)

  • Fase 3: Resposta

A terceira fase trata das ações de emergência em resposta a uma ameaça de saúde pública presente e definida. No nível das instalações, a ameaça à saúde pública refere-se especificamente a um surto de doença transmissível no ambiente de saúde.

Essas fases de gerenciamento de surtos representam um ciclo contínuo que inclui um elemento de feedback (tópico não abordado no documento – link útil https://www.cdc.gov/infectioncontrol/pdf/strive/CBT103-508.pdf) e, embora seja proposta uma estrutura geral, ela é flexível e adaptável ao contexto local.

A estrutura também fornece ações e atividades prioritárias para cada fase de gerenciamento de surtos, sendo essas ações divididas em ações “iniciais” e “avançadas”. As ações de tipo “inicial” são um primeiro conjunto de ações necessárias pertinentes a cada fase; aqui o foco está na operacionalização de atividades-chave, delineando papéis, responsabilidades e os recursos necessários. Já as ações de tipo “avançadas” são o conjunto de ações a serem iniciadas quando as ações anteriores estiverem já em andamento; seu foco está em uma auditoria e testagem do sistema.

Antes de entrar no framework, é necessário destacar algumas considerações ressaltadas pelos autores do material.

1º. A estrutura e o kit de ferramentas devem ser usados na fase apropriada de gerenciamento de surtos, refletindo a realidade local.

2º. A estrutura é generalizável para surtos e pandemias, independentemente do patógeno ou via de transmissão.

3º. O kit de ferramentas fornece recursos que podem ser adaptados para informar ações no contexto local em cada fase de gerenciamento de emergência.

4º. Se os componentes de IPC estiverem ausentes ou forem limitados, isso não deve impedir ou atrasar o uso desta estrutura e kit de ferramentas.

5º. A repetição é usada deliberadamente nesta estrutura e kit de ferramentas para garantir que os principais conceitos ou práticas sejam implementados, fortalecidos e refinados em várias fases.

Por fim, a estrutura aborda as prioridades iniciais, prioridades avançadas e recursos básicos de cada fase. Demais recursos são apresentados no kit de ferramentas para todas as fases, que apresenta instrumentos adicionais para o estabelecimento dos componentes de resposta a surtos e toca os seguintes tópicos:

  • Cuidado ambulatorial
  • Resistência antimicrobiana
  • Ferramentas específicas para Staphylococcus aureus resistente à meticilina e outros organismos gram-positivos
  • Ferramentas específicas para organismos resistentes a carbapenêmico e outros organismos gram-negativos resistentes
  • Ferramentas de avaliação
  • COVID-19
  • Comunicação de crise
  • Engajamento da comunidade
  • Descontaminação e esterilização
  • Declarando um surto
  • Doenças do vírus Ebola
  • Preparação para emergências
  • Financiamento de surtos
  • Higiene das mãos
  • Prontidão do laboratório de cuidados de saúde
  • Hierarquia de controles
  • Sistema de gerenciamento de incidentes
  • Gripe
  • Prevenção e controle de infecções em ambientes de recursos limitados
  • Fundamentos do programa de prevenção e controle de infecções
  • Treinamento e avaliação de prevenção e controle de infecções
  • Estruturas/frameworks Nacionais para Prevenção e Controle de Infecções
  • Investigações de surtos
  • Equipamentos de proteção individual e planejamento de suprimentos
  • Lista de verificação de avaliação rápida
  • Revisão da resposta
  • Infecção respiratória aguda grave e outras infecções respiratórias
  • Capacidade de pico
  • Vigilância
  • Tuberculose
  • Saneamento e higiene da água

Estrutura da Fase 1: preparação para surtos 

Panorama geral da fase 1 – preparação

“Preparação” é o estágio que inclui o desenvolvimento de planos de resposta a emergências de saúde pública para perigos relevantes – incluindo o mapeamento de perigos potenciais e locais de risco, identificação de recursos disponíveis, desenvolvimento de estoques nacionais apropriados de recursos, bem como a capacidade de apoiar operações nos diversos níveis de resposta durante uma emergência de saúde pública. Essas atividades podem levar de 6 meses a 2 anos para serem totalmente preparadas e garantem que as atividades de IPC de base sejam adequadas no caso de futuras ameaças de doenças transmissíveis.

A estrutura para a ‘fase 1 – preparação’ fornece um método de preparação geral para qualquer surto que possa surgir no nível da instalação. Na fase 1, não há surto identificado ocorrendo e os esforços são voltados ao estabelecimento de IPC de base.

Idealmente, as ações descritas devem ser executadas de forma ordenada; no entanto, se os componentes de IPC estiverem ausentes ou forem limitados, isso não deve impedir ou atrasar o uso da estrutura. Em tais casos, a estrutura deve ser usada simultaneamente durante o desenvolvimento de áreas críticas de IPC.

1a. Prioridade inicial: desenvolver uma base de IPC

  1. Avaliação da capacidade de IPC: Avaliar a função e a capacidade atuais de IPC da estrutura. Identificar as áreas de IPC que precisam ser fortalecidas.

Objetivos:

  • Conduzir uma avaliação de IPC de base utilizando as ferramentas apropriadas para identificar os principais problemas que requerem atenção e melhoria. Os resultados devem ser usados para desenvolver um plano de ação e servir como um indicador das medidas em vigor. Uma compreensão mínima dos princípios de transmissão de doenças infecciosas deve ser reforçada.
  • Identificar áreas em que requisitos mínimos de IPC precisam ser fortalecidos para garantir a melhor resposta a surtos.
  1. Programa de IPC: Desenvolver ou fortalecer o programa de IPC da unidade de saúde com base na avaliação realizada na etapa anterior.

Objetivos:

  • Com base na avaliação geral na etapa 1 (acima), considerar as lacunas em quaisquer áreas e definir aquelas a serem desenvolvidas.
    • Certificar que os objetivos, funções e atividades do programa sejam claramente delineados.
    • Certificar que a equipe de funcionários de IPC seja adequada, com base no tipo de instalação.
    • Garantir que um orçamento de IPC dedicado esteja disponível e possua provisão para surtos.
    • Assegurar que haja um comitê funcional de IPC com papéis e funções claros.
    • Certificar que o programa de IPC esteja vinculado a outros programas relevantes.
  1. Diretrizes de IPC: Assegurar que as diretrizes de IPC estejam sendo referenciadas e utilizadas adequadamente.

Objetivos:

  • Considerar as lacunas nas orientações existentes de IPC e definir as áreas a serem desenvolvidas.
    • Certificar que as diretrizes de IPC baseadas em evidências e adaptadas ao contexto local estejam disponíveis, bem como procedimentos operacionais padrão sobre precauções padrão e baseados em transmissão.
    • Garantir a presença de um sistema que inclua um comitê de IPC ativo para monitorar a adesão às recomendações das diretrizes.
  • Se forem necessários materiais adicionais, adaptar a partir de quaisquer documentos nacionais ou subnacionais disponíveis ou considerar a adaptação de documentos de fontes internacionais ou de outros países, conforme viável.
  1. Plano para surtos: Reforçar os componentes de IPC dos planos de preparação para surtos existentes; ou desenvolver planos de surto, se nenhum existir.

Objetivos:

  • Revisar as orientações de gestão de surtos específicas de IPC nacionais ou regionais disponíveis. Se a orientação nacional ou regional não estiver disponível, considere adaptar a orientação internacional ao contexto local.
    • Usar as orientações de gestão de surtos e incorporá-las as diretrizes de IPC existentes. Assegurar especificamente de que as seguintes áreas foram abordadas:
      • Visão geral da meta e objetivos de IPC em surtos;
      • Capacidade de aumento e formas de monitorar suprimentos de IPC (EPI e suprimentos de higiene e desinfecção) em colaboração com parceiros de operação e logística.
    • Rever orientações nacionais que abranjam as seguintes áreas e adaptá-las ou consultá-las ao nível do estabelecimento de saúde.
      • Rápida identificação e isolamento de casos suspeitos entre pacientes e profissionais de saúde.
      • Processo seguro para coleta, transporte e análise laboratorial de amostras.
      • Rastreamento rápido de contatos no ambiente de saúde e identificação/gestão de contatos de saúde.
      • Processo de avaliação e otimização de EPIs e outros suprimentos, bem como desenvolvimento de planos de contingência em caso de desabastecimento.
    • Criar funções/responsabilidades para os membros de IPC como parte de uma equipe de resposta a surtos.
  1. Programas de treinamento: Identificar ou adaptar programas externos de treinamento para surtos que possam ser usados pela unidade de saúde.

Objetivos:

  • Avaliar programas de treinamento em IPC existentes a nível nacional ou subnacional que possam ser usados na unidade de saúde.
    • Disponibilizar esses materiais de treinamento para o pessoal-chave da unidade de saúde.
    • Incentivar e facilitar maneiras para que o pessoal-chave participe desse treinamento de forma contínua.
  • Treinar uma equipe de IPC de resposta a surtos em preparação para o futuro gerenciamento de surtos utilizando quaisquer materiais nacionais ou subnacionais disponíveis.
    • Usar a equipe de resposta de IPC para desempenhar o papel de instrutores mestres para o treinamento de outros profissionais de saúde.
  • Desenvolver orientação para funcionários e treinamento contínuo em serviço sobre IPC, com apoio do departamento responsável pela organização de programas de treinamento de funcionários.
    • Garantir que todos os profissionais de saúde atendam às competências básicas nas práticas de IPC por meio de treinamento em serviço, incluindo (mas não limitado a) higiene das mãos e colocação e retirada de EPI.
    • Garantir verificações e testes regulares de ajuste de EPI para garantir o funcionamento correto dos dispositivos.
    • Garantir os princípios gerais de IPC e treinamento específico para precauções padrão e baseadas em transmissão.
    • Utilizar os seguintes recursos, de acordo com a adequação ao local:
      • Master trainers (“treinar-os-treinadores”)
      • Técnicas de treinamento interativas e práticas
      • Formatos de ensino multimodal
  1. Vigilância e notificação: Assegurar que existe um sistema de vigilância funcional para doenças com potencial de surto – usando vigilância sindrómica e microbiológica, e de acordo com as prioridades distritais e nacionais. Vigilância e notificação de infecções entre pacientes hospitalizados e profissionais de saúde devem ser considerados como uma importante função de suporte usada para orientar as atividades apropriadas de IPC.

Objetivos:

  • Avaliar os sistemas de vigilância e notificação existentes na unidade de saúde. Considerar as lacunas nos seguintes âmbitos e definir aquelas a serem desenvolvidas.
    • Objetivos e métodos claros
    • Definições de caso padronizadas para doenças com potencial de surto/pandemia
    • Processo para análise de dados e avaliação da qualidade dos dados
    • Processo para relatar dados à liderança do estabelecimento de saúde ou agências externas
    • Relações com laboratórios de saúde pública nacionais ou subnacionais
  • Garantir recursos humanos e financeiros, incluindo a designação de uma equipe técnica de vigilância e monitoramento de indicadores de IPC
  • Garantir o apoio e o envolvimento da liderança do hospital
  • Desenvolver microbiologia adequada e capacidade laboratorial na instalação ou desenvolver relacionamentos com laboratórios externos para apoiar as necessidades da instalação
  • Garantir capacidade adequada de surto para vigilância e notificação no caso de um evento de grande escala
  1. Equipe de resposta a surtos: Estabelecer uma equipe de resposta a surtos de IPC (como parte da equipe de IPC já existente) para revisar, adaptar e divulgar políticas, diretrizes, treinamentos e outras atividades relacionadas a surtos.
  • Avaliar a existência de uma equipe de resposta a surtos de IPC
    • Estabeleça funções e responsabilidades dos membros
      • Incluir membros de vários setores
      • Revisar o escopo do trabalho, bem como o modo de operação
      • Criar uma estrutura para disseminar informações da força-tarefa para a equipe do hospital em cada departamento
    • Identificar as funções e responsabilidades de todos os parceiros e garantir a existência de uma estrutura coordenada para garantir uma linha de comando clara e evitar a duplicação de esforços 

1b. Prioridade avançada: auditar e testar o sistema

  1. Avaliar a preparação do IPC para surtos: Avaliar o estado de preparação para surtos após o início das ações iniciais. Definir áreas a serem adaptadas ou modificadas com base em ameaças futuras.

Objetivos:

  • Avaliar o status das práticas de IPC
    • Garantir que os protocolos de IPC com procedimentos padronizados estejam disponíveis e funcionais, incluindo mecanismos para monitoramento periódico e feedback
    • Usar uma estratégia para avaliar e revisar diretrizes, planos e atividades de IPC de acordo com as descobertas da auditoria
    • Identificar lacunas e deficiências no desempenho em áreas específicas:
      • Rever a capacidade de surto para a gestão de doenças com potencial pandémico
      • Considerar exercícios para desenvolver planos de backup ou sistemas alternativos de resposta.

Estrutura da fase 2: prontidão para surtos 

Panorama geral da fase 2 – prontidão

“Prontidão” é a fase que liga a preparação eficaz a resposta eficiente; é uma declaração da capacidade de ação de um serviço de saúde. As atividades realizadas nesta fase podem levar até 6 meses para garantir a prontidão para uma ameaça definida específica. No nível do estabelecimento, a ameaça específica é uma doença transmissível com potencial para causar um surto no estabelecimento de saúde nos próximos 6 meses.

A estrutura e o kit de ferramentas na ‘fase 2 – prontidão’ devem ser usados assim que uma ameaça de doença transmissível com potencial para causar um surto for identificada. Concluir a ‘fase 1 – a preparação’ em sua totalidade não é um pré-requisito; mas deve-se tentar. As ações da fase 2 devem ser executadas de forma ordenada.

A estrutura para a fase 2 fornece um método para se preparar mais especificamente para um possível surto a nível da instalação.

2a. Prioridade inicial: adaptar as ferramentas existentes de IPC para surtos

  1. Plano de surto: Atualizar planos de surto existentes para focar nas estratégias de IPC específicas para a ameaça em questão. Onde não existem planos, definir as áreas prioritárias a serem abordadas.

Objetivos:

  • Identificar áreas prioritárias de IPC para fortalecer com base na ameaça em mãos, de forma a mitigar os riscos de transmissão e em preparação para a possibilidade de transmissão comunitária.
  • Avaliar os planos de resposta existentes. Considerar lacunas e definir aquelas a serem atualizadas ou modificadas. Adaptar e utilizar materiais nacionais e subnacionais para complementar e atualizar qualquer orientação existente abordando os seguintes aspectos
    • Definições de vigilância para doenças com potencial de surto.
    • Precauções padrão e precauções baseadas na transmissão para pacientes com doenças infecciosas suspeitas ou confirmadas com potencial de surto.
    • Rápida identificação e isolamento de casos suspeitos entre pacientes e profissionais de saúde.
    • Rastreamento rápido de contatos no ambiente de saúde, identificação e quarentena de contatos:
      • Uma política para testar e isolar (se positivo) profissionais de saúde expostos
    • Um plano para alocação, transporte e encaminhamento de pacientes
    • Adaptações de protocolos operacionais padrão para gerenciamento de visitantes e controle de multidões.
    • Revisar qualquer orientação nacional relevante em coordenação com a força-tarefa do laboratório.
    • Avaliar e otimizar EPI e outros suprimentos, bem como planos de contingência para distribuição.
  • Criar funções/responsabilidades para membros responsáveis de IPC das equipes de resposta rápida.
  • Usar simulações ou exercícios para testar o plano de surto da unidade de saúde.
  • Certificar que os planos estejam em vigor para estoques de EPI e antecipar as taxas de substituição de EPI.
  • Revisar os itens do orçamento para os aspectos de resposta de IPC em coordenação com os gerentes financeiros.
  • Revisar os planos para o treinamento de atualização de IPC
  1. Vigilância e notificação: Assegurar que existe um sistema de vigilância funcional para doenças com potencial de surto – com vigilância sindrômica e microbiológica e em consonância com as prioridades distritais e nacionais.

Vigilância e notificação de infecções em pacientes hospitalizados e profissionais de saúde devem ser considerados como uma importante função de apoio usada para orientar as atividades apropriadas de IPC. Os programas de vigilância a nível de unidade de saúde são cruciais (especialmente para unidades de atenção terciária e secundária) para a detecção precoce de surtos.

Objetivos:

  • Revisar os sistemas existentes de vigilância e notificação de unidades de saúde. Considerar lacunas e definir aquelas a serem adaptadas ou modificadas com base na ameaça em mãos, usando recursos nacionais ou subnacionais.
    • Objetivos e métodos claros
    • Microbiologia adequada e capacidade laboratorial ou relacionamentos com laboratórios externos que possam atender às necessidades da unidade de saúde.
    • Definições de caso padronizadas para doenças com potencial de surto/pandemia
    • Processo para análise de dados e avaliação da qualidade dos dados
    • Processo para relatar dados relevantes à liderança do estabelecimento de saúde ou agências externas
    • Relações com laboratórios de saúde pública nacionais ou subnacionais
  • Adaptar a estrutura existente para analisar e rastrear a situação epidemiológica específica em questão e implementar atividades de resposta.
    • Gerar relatórios regulares ao nível da unidade de saúde; analisar os relatórios disponíveis nos níveis local, nacional e internacional, e divulgar aos líderes das unidades de saúde/principais interessados.
    • Desenvolver indicadores de IPC relevantes para um possível surto
    • Desenvolver e/ou estabelecer uma rede local entre unidades de saúde para previsões epidemiológicas e projeções de resposta para informar o planejamento estratégico e operacional no nível da unidade
    • Planejar a comunicação das descobertas para a liderança da unidade de saúde.
  • Garantir a disponibilidade de recursos humanos e financeiros, incluindo a designação de uma equipe ou indivíduos para supervisionar a vigilância de doenças com potencial de surto/pandemia e monitoramento dos indicadores de IPC
    • Garantir a existência de apoio e envolvimento da liderança do hospital
    • Garantir a existência de capacidade microbiológica e laboratorial adequada na unidade de saúde ou desenvolver relacionamentos com laboratórios externos que possam atender às necessidades da unidade
  1. Equipe de surtos: Coordenar a equipe de IPC de resposta a surtos existente para revisar, adaptar e disseminar políticas, diretrizes, treinamentos e outras atividades relacionadas, conforme necessário. Se uma equipe de IPC de resposta a surtos não existir, estabeleça uma com a inclusão de membros-chave do comitê de IPC. Certifique-se de que as funções estejam bem definidas para minimizar a duplicação de esforços.

Objetivos:

  • Coordenar qualquer equipe de surto de IPC existente e, se uma equipe de resposta a surtos não existir, designar indivíduos da equipe de IPC para realizar as atividades de resposta a surtos. Considerar as lacunas e definir aquelas a serem adaptadas ou modificadas com base na ameaça em questão.
    • Preparar a equipe de resposta a surtos para adaptar políticas, diretrizes, treinamentos e outras atividades relacionadas ao IPC específicas a qualquer ameaça em mãos, com o apoio de fontes nacionais e subnacionais, e disseminar esses recursos em toda a unidade de saúde.
    • Identificar as funções e responsabilidades dos parceiros dentro da unidade de saúde e garantir que exista uma estrutura de coordenação para evitar a duplicação de esforços.
  1. Aumento de capacidade: Adaptar os planos para o aumento de capacidade e de recursos de IPC específicos para o surto em questão em colaboração e parceria com agências e redes de nível subnacional e nacional.

Objetivos:

  • Revisar os planos de capacidade de pico existentes e aproveitar os documentos de orientação subnacionais ou nacionais existentes. Considerar as lacunas e definir aquelas a serem adaptadas ou modificadas com base na ameaça em questão, incluindo a consideração de recursos humanos, auxílio financeiro e questões logísticas.
    • Mapeamento de inventário detalhado da capacidade existente
    • Considerar estabelecer um estoque de suprimentos e equipamentos
      • Antecipar a escassez de suprimentos e coordenar com os fornecedores e a unidade de saúde sobre a disponibilidade e priorização de suprimentos
      • Fornecer planos de contingência para responder a recursos limitados de IPC ou falta de estoque
    • Determinar modelos alternativos de prestação de serviços que serão usados (telessaúde, locais alternativos de atendimento) para conservar os EPI disponíveis e reduzir a carga sobre o sistema de saúde
    • Desenvolver planos de emergência para lidar com um número maior de pacientes que necessitam de isolamento e/ou um número maior do que o normal de funcionários em licença médica
    • Desenvolver planos para proteger e expandir a força de trabalho
    • Refinar os planos de IPC para lidar com um número maior de mortes do que o normal
    • Refinar os planos para escalação de capacidade juntamente com a liderança da unidade de saúde
  1. Estratégia de comunicação: Adaptar as estratégias de comunicação existentes para o surto específico em questão e garantir que ela se integre à estratégia de comunicação de surto mais ampla estabelecida a nível nacional ou subnacional

Objetivos:

  • Adaptar a estrutura de comunicação existente à ameaça em questão. Para ameaças generalizadas, adaptar a orientação nacional; para surtos locais podem ser usados materiais subnacionais.
    • Disseminar informações de IPC para vários grupos (trabalhadores de saúde, lideranças locais, comunidade, redes sociais etc.)
    • Se apropriado, adaptar e utilizar sistemas de mensagens nacionais para descrever quando os pacientes devem ir às unidades de saúde para receber cuidados e outras informações relevantes.
    • Garantir que a liderança e a administração do hospital apoiem e estejam envolvidas na tomada de decisões em relação às comunicações internas e externas.

2b. Prioridade avançada: auditar e testar o sistema

  1. Avaliação: Avaliar o estado de prontidão para surtos após o início das ações iniciais.

Objetivos:

  • Avaliar a situação atual das práticas de IPC. Utilizar ferramentas padronizadas para identificar lacunas e informar ações prioritárias. Considerar lacunas e definir aquelas a serem adaptadas ou modificadas com base na ameaça em questão.
    • Garantir que protocolos de IPC com procedimentos padronizados estejam disponíveis e funcionais, incluindo um mecanismo para monitoramento periódico.
    • Utilizar uma estratégia para avaliar e revisar diretrizes, planos e atividades de IPC de acordo com os resultados da auditoria, conforme necessário.
    • Identificar lacunas e deficiências no desempenho do IPC em áreas específicas:
      • Rever a capacidade de manejo de surto para a gestão de doenças com potencial pandémico
      • Considerar o uso de exercícios para desenvolver planos de backup ou sistemas alternativos de resposta.

Estrutura da fase 3: resposta ao surto 

Panorama geral da fase 3 – resposta

A estrutura e o conjunto de ferramentas da ‘fase 3 – resposta’ a surtos devem ser usados quando uma ameaça de doença infecciosa está causando um surto em uma unidade de saúde ou impactando a comunidade, com potencial para ser amplificada no ambiente de saúde.

A equipe do IPC do estabelecimento de saúde, em consulta com o presidente do comitê de IPC, pode determinar se um surto está ocorrendo no nível do estabelecimento de saúde, com base em uma comparação com a incidência inicial da doença.

Concluir a ‘fase 1 – preparação’ e ‘fase 2 – prontidão’ não são pré-requisitos para iniciar a ‘fase 3 – resposta’; no entanto, deve haver uma tentativa de concluir a fase 1, prioridade A, etapa 1 “avaliar a capacidade do IPC” ao mesmo tempo em que se inicia a fase 3. As ações descritas na fase 3 devem ser executadas em etapas ordenadas.

3a. Prioridade inicial: ativar ferramentas existentes e adaptadas para IPC com base no contexto do surto

  1. Equipe de resposta a surtos: Ativar a equipe de IPC de resposta a surtos para revisar, adaptar e disseminar informações relacionadas ao IPC em toda a unidade de saúde.

Objetivos:

  • Ativar qualquer equipe de resposta a surtos de IPC existente; se não existir, designar indivíduos do comitê de IPC para a resposta ao surto. Certificar que as funções estejam bem definidas para minimizar a duplicação de esforços.
  • Concentrar os esforços na identificação e adaptação rápida de material nacional ou subnacional específico para o surto em questão, levando em consideração os seguintes elementos
    • Diretrizes, treinamentos e outras informações relacionadas ao IPC – em todos os níveis do sistema de saúde – que sejam específicos para a ameaça em questão
    • Estabelecer funções e responsabilidades dos parceiros em outros departamentos, bem como garantir a existência de uma estrutura de coordenação para evitar a duplicação de esforços.
  • Se o surto for grande, certificar que existe coordenação entre a equipe de resposta ao surto e qualquer força-tarefa local ou subnacional ou estrutura de comando, que por sua vez deve coordenar com agências nacionais e internacionais.
  1. Plano de surto: Ativar quaisquer planos de surto existentes na fase de resposta com foco nas estratégias de IPC específicas para a ameaça em questão. Onde não existem planos, definir as áreas prioritárias a serem abordadas.

Objetivos:

  • Identificar áreas prioritárias de IPC para fortalecer com base na ameaça em questão, a fim de mitigar os riscos de transmissão e em preparação para a possibilidade de transmissão comunitária.
  • Ativar os planos de resposta existentes. Considerar lacunas e atualizar os planos e protocolos operacionais padrão à medida que novas informações e evidências científicas são disponibilizadas.
  • Adaptar e utilizar materiais nacionais e subnacionais para atualizar diretrizes existentes de IPC com base no que se sabe sobre modos de transmissão, período de incubação, duração da doença, imunização e população em risco.
  • Considerar as questões de uma perspectiva de hierarquia de controles, incluindo os seguintes aspectos
    • Precauções baseadas na transmissão para pacientes com suspeita ou confirmação de doenças transmissíveis com potencial de surto ou pandemia
    • Limpeza e desinfecção
    • Gestão de resíduos
    • Plano de alocação de pacientes, transferências internas, transporte e encaminhamento
    • Requisitos de EPI para profissionais de saúde, outros funcionários e visitantes
    • Controles para limitar o número de visitantes na unidade de saúde
    • Política para testar e gerenciar profissionais de saúde expostos
    • Estratégia para lidar com pacientes expostos a casos confirmados
    • Estratégia para fornecer pessoal para apoiar a força de trabalho
    • Estratégia para treinar voluntários (força de trabalho não relacionada à saúde)
  • Avaliar os estoques de EPI e calcular as taxas de queima de EPI
  • Consultar os colegas de finanças/orçamento sobre a ativação de planos financeiros de resposta a surtos.
  1. Vigilância e relatórios: Coordenar com as redes de vigilância subnacionais e nacionais existentes, quando relevante, e garantir que a vigilância sindrômica e microbiológica esteja em andamento para o surto específico em questão. Se faltar vigilância, utilizar quaisquer sistemas existentes e adaptar as definições de vigilância de outras fontes conforme necessário.

Objetivos:

  • Adaptar a estrutura existente para analisar e rastrear a situação epidemiológica e implementar atividades de IPC de resposta
    • Fortalecer a microbiologia e a capacidade laboratorial na unidade de saúde ou desenvolver relacionamentos com laboratórios externos, que possam atender às necessidades da unidade
    • Gerar relatórios regulares ao nível da unidade de saúde; analisar os relatórios disponíveis nos níveis local, nacional e internacional e divulgar informações importantes para a liderança da instalação/partes interessadas principais
    • Garantir que os indicadores IPC corretos estejam sendo usados para o surto atual
    • Utilizar previsões epidemiológicas nacionais ou subnacionais e projeções de resposta para informar o planejamento estratégico e operacional na unidade de saúde
    • Usar os dados disponíveis sobre os modos de transmissão para informar as políticas do IPC
    • Planejar a comunicação das descobertas e seu encaminhamento para a liderança da unidade de saúde
  • Acessar materiais subnacionais e nacionais para compilar um kit de ferramentas específico para surtos com base no modo de transmissão e na necessidade específica. Por exemplo:
    • Formulários de investigação/notificação de casos para infecções associadas à assistência à saúde
    • Fluxos de trabalho de avaliação e gerenciamento de risco para profissionais de saúde expostos
    • Coleta de dados e modelos de lista de linhas (tabelas que contêm informações importantes sobre cada caso em um surto) para grupos de saúde suspeitos
    • Protocolos ativos de investigação de casos em unidades de saúde para identificar fontes de transmissão
  • Ativar o plano para vigilância contínua e monitoramento de tendências de casos; permanecer vigilante para surtos
    • Se um surto for detectado ou antecipado, retornar à etapa 2 acima para refinar e adaptar melhor o plano de surto.
  1. Aumento de capacidade: Ativar os planos existentes para aumento de capacidade e garantia de recursos de IPC específicos para o surto em questão, em colaboração e parceria com agências/redes de nível subnacional e nacional.

Objetivos:

  • Ativar os planos relacionados a capacidade de pico existentes. Considerar quaisquer lacunas e definir aquelas a serem adaptadas ou modificadas com base na ameaça em questão, incluindo considerações de recursos humanos, questões financeiras e logísticas.
    • Atualizar qualquer mapeamento de inventário existente referente à ameaça em questão
    • Identificar pessoal adicional que pode ser implantado em áreas de alta prioridade, incluindo unidades de terapia intensiva, instalações de isolamento e departamentos de emergência
    • Antecipar a escassez de suprimentos e coordenar com os fornecedores e a unidade de saúde sobre a disponibilidade e priorização de suprimentos
    • Fornecer planos de contingência para responder a recursos limitados de IPC, incluindo EPI ou falta de estoque
    • Determinar modelos alternativos de prestação de serviços que serão usados (telessaúde, locais alternativos de atendimento) para conservar o estoque de EPI e reduzir a carga sobre o sistema de saúde
    • Considere estratégias para otimizar a disponibilidade de EPI
    • Ativar planos IPC para lidar com maior número de mortes, se necessário
    • Ativar planos para a escalada de necessidades juntamente a liderança da unidade de saúde
  1. Estratégia de comunicação: Ativar estratégias de comunicação específicas para a ameaça em questão, que se integrem à estratégia mais ampla de comunicação de surtos em nível nacional e subnacional

Objetivos:

  • Adaptar qualquer estrutura de comunicação existente à ameaça em questão. Para ameaças generalizadas, adaptar a orientação nacional; para surtos locais podem ser utilizados materiais subnacionais.
    • Resumir e treinar os provedores nos tópicos específicos necessários para abordar a resposta ao surto
    • Fornecer treinamento específico para o surto em questão e levar em consideração as informações disponíveis sobre modos de transmissão e epidemiologia de doenças. Isso inclui treinamento para pessoal não clínico que pode ter funções especializadas.
    • Fornecer recursos para cursos de atualização de EPI
    • Adaptar mensagens nacionais ou subnacionais para o público, em particular, descrevendo quando os membros da comunidade devem procurar testes, cuidados médicos, tratamento e vacinação
    • Garantir que a liderança e a administração do hospital apoiem e estejam envolvidas na tomada de decisões em relação às comunicações internas e externas
  • Ativar as comunicações e preparar para mensagens adicionais (se necessário). Utilizar materiais dos níveis subnacional e nacional, se disponíveis. Considerar os seguintes modos de comunicação, dependendo do cenário e das necessidades específicas:
    • Webinars e outras plataformas de transmissão ao vivo
    • Colaboração com times de IPC ou sociedades profissionais clínicas relevantes
    • E-mail “ likstserv ” (um software usado para executar uma lista de discussão de e-mail em grupo) que inclui todas as unidades de saúde na área local
    • Plataformas de mídia social
    • Aplicativos de mensagens em grupo

 

3b. Prioridade avançada: auditar e testar o sistema

  1. Avaliar a resposta ao surto de IPC: Avaliar o status da resposta ao surto de IPC após o início das ações imediatas.

Objetivos:

  • Realizar uma revisão das práticas de IPC, com foco específico naquelas consideradas críticas para controlar o surto em questão.
    • Utilizar estratégias para avaliar e revisar diretrizes, planos e atividades de IPC de acordo com as constatações da auditoria, conforme necessário.
    • Definir uma estratégia de revisão contínua que inclua revisões intra-ação e pós-ação para identificar lacunas e deficiências no desempenho de quaisquer áreas
  • Permanecer vigilante para novos surtos de infecção, mesmo após a conclusão da fase de resposta inicial. Continuar a vigilância e monitoramento das tendências dos casos.
    • Se os números de casos ou dados locais/regionais indicarem que um surto é iminente, retorne à fase 3, prioridade A, etapa 2 e reativar o plano de resposta ao surto.

Fonte: Framework and toolkit for Infection Prevention and Control in outbreak Preparedness, Readiness and Response at the Health Care Facility level

Link: https://www.who.int/publications/i/item/9789240051027

Sinopse por: Maria Julia Ricci

E-mail: [email protected]

Instagram: https://www.instagram.com/sonojuju/

Linkedin: www.linkedin.com/in/mariajuliaricci/

Links relacionados:

Antecipação de epidemias de doenças infecciosas emergentes –

https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/252646/WHO-OHE-PED-2016.2-eng.pdf

Ações críticas de preparação, prontidão e resposta para o COVID-19. Orientação provisória. 16 de março de 2021. Genebra: Organização Mundial da Saúde; 2020 –

https://www.who.int/publications/i/item/critical-preparednessreadiness-and-response-actions-for-covid-19

Estudo brasileiro mostra importância do treinamento para a enfermagem das precauções contra transmissão de infecções –

https://www.ccih.med.br/estudo-brasileiro-mostra-importancia-do-treinamento-para-a-enfermagem-das-precaucoes-contra-transmissao-de-infeccoes/

O modelo médico de transição: uma metodologia inovadora para um surto de doença em uma comunidade e um plano de preparação e resposta a uma pandemia

https://www.wmpllc.org/ojs/index.php/ajdm/article/view/2766

O que aprendemos com a nova pandemia de influenza A (H1N1) em 2009 para fortalecer a preparação para pandemia de influenza?

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7132479/

Vigilância epidemiológica em saúde –

https://www.ccih.med.br/vigilancia-epidemiologica-em-saude/

TAGS: Organização Mundial de Saúde, surtos, epidemias, doenças infecciosas, multirresistentes, prevenção e controle de infecções, unidades de cuidados de saúde, Resistência antimicrobiana, Staphylococcus aureus resistente à meticilina, resistentes a carbapenêmicos, COVID-19, Descontaminação e esterilização, vírus Ebola, Higiene das mãos, Gripe, Infecção respiratória aguda grave, Vigilância, Tuberculose, Saneamento e higiene da água, notificação, Microbiologia, Estratégia de comunicação, Precauções, Limpeza, desinfecção, resíduos, EPI

 



Ficou interessado? Conheça nossos cursos MBA's e Express