Promoção Juho Azul Celeste - Inscrição por apenas R$ 50,00 e mensalidades por apenas R$ 200,00

Apresentamos para vocês em seis partes o recente documento da OMS sobre os componentes centrais para o controle de infecções lançado pela OMS em 2020, aprimorando publicação anterior de 2016. Este documento reforça a importância essencial do controle de infecções para as nações e instituições de saúde. E, com satisfação, informamos que todos seus componentes, incluindo os relacionados à gestão, comunicação e comportamento dos profissionais de saúde, já discutimos em nossos cursos desde 2.003, justificando o sucesso profissional de nossos ex-alunos

O presente documento possui como objetivo sintetizar as informações contidas no documento “Core Competencies for Infection Prevention and Control Professionals” (em tradução livre: Competências Essenciais para profissionais de Prevenção e Controle de Infecção), publicado pela Organização Mundial da Saúde (World Health Organization – WHO) no ano de 2020 em língua inglesa. O documento contém as seguintes partes:

  • Parte 1 – Introdução
  • Parte 2 – Propósito e audiência do documento, metodologia de desenvolvimento, definição e papel do profissional de prevenção e controle de infecção
  • Parte 3 – competências centrais
  • Anexos – inventario de documentos sobre competências em prevenção e controle de infecção disponíveis

Parte 1 – Introdução

O documento inicia reiterando o caráter fundamental da prevenção de danos causados por infecções associadas aos cuidados de saúde (Healthcare Associated Infections – HAIs) para alcançar cuidados seguros de qualidade e reduzir a resistência antimicrobiana (Antimicrobial Resistance – AMR).  Ressalta também que a prevenção de HAIs nunca foi tão importante.

A prevenção e controle de infecção (Infection Prevention and Control – IPC) é uma abordagem prática baseada em evidências que evita que pacientes e profissionais da saúde (Healthcare Workers – HWs) sejam prejudicados por infecções evitáveis e passiveis de prevenção. A WHO, em colaboração com diversos atores no campo de IPC, publicou recomendações e especificações identificadas como componentes essenciais para programas de IPC eficientes. Contudo, nenhum país ou sistema de saúde, mesmo o mais desenvolvido ou sofisticado, pode alegar estar livre de HAIs.

Programa de controle de infecção

O componente essencial nº1 (Core Component 1) estabelece a base para todos os outros componentes; estabelece a necessidade de ter programas de IPC funcionais – em nível nacional e nas instituições de saúde/unidades – para prevenir HAIs, promover a segurança do paciente e combater AMR.

O programa de IPC deve ser liderado por um ponto focal de IPC treinado e dedicado, que idealmente lidera uma equipe multidisciplinar treinada e se reporta ao mais alto nível na instituição de saúde. Tal nível de especialização e de organização hierárquica tem como intuito garantir suporte adequado para implementação e execução de um programa de IPC que, além de monitorar e mitigar o risco continuo de HAIs e AMR, seja capaz também de proteger os HWs e a organização no momento de um surto em grande escala ou mesmo uma pandemia. O programa deve estar também intimamente ligado às estruturas nacionais, subnacionais e das unidades de saúde para garantir que IPC seja considerado de forma adequada em todo o planejamento e processos de implementação.

Políticas de apoio à implementação e monitoramento de programas de treinamento em IPC devem estar em vigor, com a exigência de que pelo menos todos os profissionais de saúde da linha de frente e as equipes de limpeza tenham treinamento básico em IPC. Os programas de treinamento devem incluir treinamento pré e pós-graduação, orientação para novos funcionários, treinamento em serviço, bem como oportunidades de educação contínua.

O componente essencial nº3 (core componente 3) recomenda apoio em nível nacional para que os profissionais de IPC recebam educação e treinamento, visando atingir um nível de conhecimento especializado e que cubra todas as áreas relevantes para IPC. É essencial que todos os indivíduos responsáveis e trabalhando em IPC em nível nacional, subnacional ou de unidade sejam competentes; isso inclui conhecimentos, habilidades e atitudes para a prática profissional segura e ética.

Para manter um conhecimento de alto nível, é importante que todos os profissionais de IPC busquem educação continuada para atingir um nível mais alto de conhecimento, desenvolver novas habilidades e se manter atualizados com as práticas atuais de IPC.

Atualmente, pacotes de educação e treinamento sobre tópicos relevantes em IPC – incluindo recursos gerais, higiene das mãos, ferramentas de avaliação, entre outros – estão disponíveis no site da OMS. É importante que ambos os requisitos mínimos e, progressivamente, os requisitos completos dos componentes essenciais 1 e 3 sejam alcançados em nível nacional e de instalação.

Parte 2 – Propósito e objetivos do documento, metodologia de desenvolvimento, definição e papel do profissional de prevenção e controle de infecção

Propósito do documento:

O objetivo principal do documento é apoiar a obtenção de conhecimentos e competências especificas dos profissionais de IPC. Ele define quem é o profissional de IPC e identifica as competências essenciais de um profissional qualificado.

Sugere-se a utilização como um guia para:

  • identificar as necessidades das organizações de saúde com relação à equipe de IPC
  • avaliar as necessidades de treinamento dos profissionais de IPC e desenvolver currículos institucionais para cursos/certificações/diplomas de pós graduação em IPC
  • avaliar/autoavaliar o desempenho; desenvolver ferramentas para avaliação de conhecimento e de atividades de desenvolvimento profissional
  • desenvolver um plano de carreira, identificando as habilidades necessárias para um profissional de IPC júnior versus um profissional de IPC sênior.

Público alvo

O principal público-alvo deste documento são os responsáveis por programas de IPC em nível nacional, subnacional ou de instituições de saúde; e.g. pontos focais de IPC e AMR, profissionais de IPC, pessoas, links e diversos profissionais que participam das atividades do programa do IPC.

Os públicos-alvo críticos também são os responsáveis pela educação e treinamento de pós-graduação em IPC em nível nacional, subnacional e de unidades de saúde, e os responsáveis pelos recursos humanos para a saúde.

Papel do profissional de IPC e introdução as competências essenciais:

IPC é uma disciplina baseada em evidências e, portanto, as práticas de IPC devem ser compreendidas e implementadas referindo-se a princípios padronizados e validados que estão enraizados em evidências.

O profissional de IPC é definido pela WHO como um “profissional de saúde (médico, enfermeiro ou outro profissional relacionado à saúde) que concluiu um curso de treinamento de pós-graduação em IPC certificado, ou um curso de pós-graduação reconhecido nacional ou internacionalmente em IPC, ou outra disciplina básica incluindo IPC como uma parte central do currículo, bem como o treinamento prático e clínico em IPC ”.

Definição de dois níveis de profissionais de IPC:

Profissional de IPC de nível I (IPCP I-junior) é definido como um profissional de IPC recém-nomeado com até 3 anos de experiência prática em IPC:

A expectativa de um IPCP I-junior é demonstrar habilidades de escuta e aprendizado e adquirir compreensão sobre cada departamento e equipe com quem ele deve interagir para apoiá-los. O IPCP I-junior deve ser capaz de contribuir para o desenvolvimento do plano anual de IPC com base em recomendações nacionais ou internacionais.

Com orientação contínua, ele se tornará mais independente na colaboração com os principais interessados.

Profissional de IPC de nível II (IPCP II-sênior) é definido como um profissional com mais de 3 anos de experiência prática em IPC, incluindo níveis mais altos de educação em áreas críticas, como epidemiologia, doenças infecciosas, saúde pública e melhoria da qualidade, e que demonstra capacidade para assumir funções e responsabilidades de liderança sênior:

Além das expectativas listadas acima para o IPCP júnior, espera-se que um IPCP II sênior sugira ativamente e busque ideias para melhorar a qualidade, eficiência e eficácia das atividades e programas de IPC

O profissional sênior de IPCP II é capaz de avaliar e interpretar criticamente as evidências científicas, incluindo dados de vigilância, e traduzi-las em estratégias de redução de risco e abordagens de implementação inovadoras para desenvolver intervenções de melhoria de qualidade direcionadas, envolvendo também o uso de soluções propostas por uma equipe multidisciplinar, onde apropriado.

O IPCP II também tem uma função crítica de mentor para outros profissionais de IPC e para a equipe clínica.

Comportamentos essenciais de qualquer profissional de IPC: ser apaixonado, defensor e persuasivo sobre IPC; ser responsável por suas próprias ações; acessível; comunicativo; minucioso; e perceptivo.

Objetivos finais:

O documento vise estabelecer e/ou apoiar uma estrutura organizacional para prevenir eficazmente HAIs, reduzir AMR e melhorar a segurança dos pacientes, HWs e visitantes a fim de obter cuidados de saúde sem infecções evitáveis.

Parte 3 – Competências centrais

As competências centrais foram divididas de acordo com a área a que fazem referência e foram classificadas em:

  • Gerenciamento e liderança de programa de IPC
  • Microbiologia e vigilância
  • IPC na prática clínica
  • Educação
  • Qualidade, segurança do paciente e saúde ocupacional

 

Continua no próximo artigo

Sinopse por: Maria Julia Ricci

Instagram: @mariajuliaricci_

E-mail: [email protected]

 



Ficou interessado? Veja nossos cursos MBA em CCIH e CME.