O envelhecimento rápido da população brasileira, aliado ao aumento da esperança de vida em idades avançadas e ao aumento da longevidade dos idosos, implicou não apenas o aumento do peso relativo da população idosa em relação às outras faixas etárias, mas também o aumento do número absoluto dos indivíduos de 60 anos e mais, em período de tempo bastante curto se comparado aos países desenvolvidos. Isso traz profundas consequências à estruturação das redes de atenção à saúde, com maior carga de doenças crônicas e incapacidades funcionais. O sistema de saúde brasileiro, tendo em vista seu modelo hospitalocêntrico que vigorou até há poucas décadas e o despreparo para a nova realidade populacional, ainda está mais comprometido com as condições agudas de saúde; contudo, mais recentemente, tem despertado para o enfrentamento das condições crônicas.

Nesta população, as intervenções mais eficazes para o ganho funcional são, por ordem de prioridade: redução da iatrogenia e suspensão de “drogas fúteis”; definição de metas terapêuticas individualizadas e priorização dos cuidados, com envolvimento integral do paciente e de sua família; intervenções terapêuticas nas condições de saúde subdiagnosticadas e/ou subtratadas; reabilitação; prevenção secundária; prevenção primária.

 


Ficou interessado? Veja nossos cursos MBA em CCIH e CME.