Adriana de Fátima Silva dos Santos

Cristiane Nakaya Tada

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), mundialmente, é um dos maiores motivos de complicações do quadro clínico de clientes hospitalizados, causando altos índices de morbidade e mortalidade, aumento do tempo de internação e, aumento significativo dos custos, que somado ao surgimento da resistência de microrganismos a antimicrobianos, confere às IRAS especial relevância para a saúde pública. Dentre as diferentes classes de microrganismos responsáveis pelas IRAS destaca-se a Klebsiella pneumoniae produtoras de carbapenemase do tipo KPC. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo apresentar informações sobre a Klebsiella pneumoniae carbapenemase, identificar as principais ações e medidas a serem tomadas para promover a prevenção e/ ou redução dos índices de infecção em ambientes nosocomiais, além de apresentar a importância do conhecimento pelos profissionais de saúde sobre o tema abordado. A Klebsiella pneumoniae carbapenemase é um importante agente etiológico responsável por causar infecções do trato urinário, trato respiratório e da corrente sanguínea, pois no organismo de pessoas imunocomprometidas, essa bactéria encontra um ambiente adequado para seu crescimento, levando aos quadros de infecção, além disso, os surtos provocados por este microrganismo são de difícil controle, especialmente pela facilidade de disseminação destas bactérias tanto quanto pelo escasso recurso terapêutico. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada nas bases de dados PubMed, LILACS, SciELO, BDENF a partir do ano de 2000. Entre as principais práticas recomendadas para a prevenção e o controle da disseminação de microrganismos multiresistentes estão o controle do uso de antimicrobianos, higienização das mãos; instituição de precauções de contato para pacientes colonizados e/ou infectados por microrganismos multirresistentes, medidas gerais de higiene do ambiente. Conclui-se que diante da gravidade desta infecção, é importante que haja um controle maior por parte da equipe hospitalar para controle e prevenção da disseminação de microrganismos multirresistentes e o direcionamento da sistematização de condutas que previnam as IRAS. Deste modo, é fundamental o conhecimento pelos profissionais da saúde para que possam empregar de forma adequada as medidas de prevenção das IRAS, sendo a educação em saúde fator indispensável para orientar e capacitar os profissionais.

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Autoras: Adriana de Fátima Silva dos Santos e Cristiane Nakaya Tada

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