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PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE:

MBA EM CCIH, CME, SEGURANÇA DO PACIENTE, FARMÁCIA CLÍNICA E HOSPITALAR, FARMÁCIA ONCOLÓGICA

Novas Notas Técnicas da ANVISA 2026: o que mudou na vigilância de IRAS

Atualize-se sobre as novas Notas Técnicas da ANVISA 2026. Entenda as mudanças na vigilância de IRAS, novos critérios e impactos na segurança do paciente.

👩‍🏫 Professor convidado: Enf. Thaís Faber

🎙️ Moderação: Prof. Tadeu Fernandes e Enf. Karine Oliveira

📌 Tema: Novas Notas Técnicas da ANVISA 2026: o que mudou na vigilância de IRAS

🔎 Vamos discutir:

✔️ Principais atualizações publicadas pela ANVISA em 2026

✔️ Mudanças na vigilância das IRAS

✔️ Impactos práticos para CCIH, CME e segurança do paciente

✔️ O que os serviços de saúde precisam revisar imediatamente

👉 Atualização essencial para quem atua em prevenção e controle de infecções.

Introdução

O vídeo é uma aula estratégica do Instituto CCIH focada nas atualizações regulatórias da ANVISA publicadas no início de 2026. A convidada, enfermeira Thaís Faber, explica que o objetivo central das novas notas é a padronização nacional, permitindo que os dados de infecção sejam comparáveis entre diferentes estados e instituições (benchmark). A discussão detalha os critérios para notificação obrigatória em UTIs (Adulto, Pediátrica e Neonatal) e procedimentos cirúrgicos específicos, como cesarianas e artroplastias. O ponto alto da apresentação é a análise das mudanças na vigilância de Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC), onde houve as maiores atualizações. O vídeo também aborda a distinção crítica entre diagnóstico clínico e vigilância epidemiológica, reforçando que o foco da CCIH deve ser a aplicação rigorosa dos critérios da ANVISA para garantir a fidedignidade dos indicadores nacionais.

FAQ – Novas Notas Técnicas da ANVISA 2026 e vigilância das IRAS

  1. Quais são as principais Notas Técnicas da ANVISA de 2026 relacionadas à vigilância de IRAS e RAM que os serviços de saúde precisam conhecer?

Em 2026, os pilares normativos da vigilância de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) e resistência aos antimicrobianos (RAM) são, principalmente, a Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA nº 01/2026, que atualiza e orienta a vigilância das IRAS de forma geral; a Nota Técnica nº 02/2026, que redefine a notificação de IRAS e RAM com foco especial nas unidades de terapia intensiva (UTI), estratificando por tipo de UTI e qualificando os dados; a Nota Técnica nº 03/2026, que consolida critérios diagnósticos brasileiros de IRAS, com grande impacto nas infecções de sítio cirúrgico e de dispositivos; e a Nota Técnica nº 04/2026, direcionada à vigilância de IRAS em serviços de diálise, conectando indicadores às ações de segurança do paciente em nefrologia. Essas notas se articulam com protocolos clínicos e programas nacionais de segurança, exigindo das instituições uma revisão ampla de seus processos de vigilância, notificação, análise de indicadores e uso de antimicrobianos. Referências: https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-01-2026-vigilancia-estrategica-de-iras-um-novo-papel-da-ccih/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-02-2026-como-a-estratificacao-das-utis-redefine-a-vigilancia-nacional-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-03-2026-por-que-os-criterios-diagnosticos-de-iras-mudam-a-vigilancia-cirurgica-no-brasil/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-04-2026-como-a-vigilancia-epidemiologica-redefine-a-seguranca-na-dialise/ https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/notas-tecnicas-vigentes/nota-tecnica-gvims-ggtes-dire3-anvisa-no-01-2026 https://www.ccih.med.br/category/legislacao-e-informativos-controle-infeccao-hospitalar/

  1. Qual é a principal mudança conceitual da Nota Técnica 01/2026 em relação à vigilância de IRAS?

A Nota Técnica 01/2026 desloca a vigilância de IRAS de um modelo predominantemente burocrático, centrado em exigência regulatória e simples notificação de taxas, para uma vigilância estratégica integrada à governança clínica e à gestão de risco. Na prática, isso significa que os dados de IRAS deixam de ser vistos apenas como números enviados ao sistema nacional e passam a ser utilizados como ferramenta de decisão gerencial, subsidiando alocação de recursos, priorização de áreas críticas, avaliação de efetividade de bundles de prevenção e auditoria clínica. Para a CCIH, consolida-se o papel de liderança analítica e consultiva, aproximando vigilância epidemiológica, protocolos assistenciais, uso racional de antimicrobianos e cultura de segurança do paciente. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-01-2026-vigilancia-estrategica-de-iras-um-novo-papel-da-ccih/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ https://www.ccih.med.br/novo-plano-da-anvisa-2026-2030-metas-indicadores-e-impactos-na-gestao-da-seguranca-do-paciente/ https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/notas-tecnicas-vigentes/nota-tecnica-gvims-ggtes-dire3-anvisa-no-01-2026

  1. Como a Nota Técnica 02/2026 muda a forma de notificar IRAS e RAM nas UTIs?

A Nota Técnica 02/2026 introduz a estratificação obrigatória das UTIs por perfil (por exemplo, geral, cirúrgica, cardiológica), exigindo que os dados de IRAS e RAM sejam notificados de forma separada para cada tipo de unidade, e não mais de maneira agregada. Essa mudança qualifica o benchmarking, pois permite comparar taxas e perfis de resistência entre UTIs com gravidade e complexidade semelhantes, além de reduzir distorções decorrentes de misturar realidades epidemiológicas diferentes. O documento também enfatiza o preenchimento correto dos formulários, a atenção à duplicidade de notificações, o uso adequado de campos como “retomar mais tarde” e a coerência entre indicadores de dispositivos (PAV, IPCSL, ITU-AC, ISC) e exposição a risco. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-02-2026-como-a-estratificacao-das-utis-redefine-a-vigilancia-nacional-de-iras/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/notas-tecnicas-vigentes/nota-tecnica-gvims-ggtes-dire3-anvisa-no-02-2026 Vídeo: “What Has Changed in the Notification of Healthcare-Associated Infections in Brazil? – Nota Técnica 02/2026” – canal Instituto CCIH+ no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=uLpJ1nkjr5A Short: “Nota técnica 02/2026” – https://www.youtube.com/shorts/H1MqrrIApzg

  1. Que impacto os novos critérios diagnósticos de IRAS (Nota Técnica 03/2026) têm sobre as taxas e a interpretação dos indicadores?

A Nota Técnica 03/2026, ao consolidar e atualizar critérios diagnósticos brasileiros de IRAS, principalmente para infecção de sítio cirúrgico e infecções associadas a dispositivos, tende a tornar as definições de caso mais específicas, com maior exigência clínica e laboratorial. Como consequência, muitos serviços observarão redução em algumas taxas, não necessariamente por diminuição real de risco, mas pela exclusão de quadros que antes eram classificados como infecção e que, pelos novos critérios, passam a ser colonização ou bacteriúria assintomática, com destaque para infecção do trato urinário associada a cateter. Cabe à CCIH e à gestão explicar essa transição a comissões, direção e equipes assistenciais, contextualizando variações de indicadores e reforçando o vínculo com a prescrição racional de antimicrobianos e a prevenção de overtreatment. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-03-2026-por-que-os-criterios-diagnosticos-de-iras-mudam-a-vigilancia-cirurgica-no-brasil/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA nº 03/2026 (critérios diagnósticos de IRAS) – link pelo portal ANVISA: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/controle-de-infeccoes/notas-tecnicas

  1. O que a Nota Técnica 04/2026 traz de específico para a vigilância de IRAS em serviços de diálise?

A Nota Técnica 04/2026 reforça a vigilância epidemiológica como eixo central da segurança do paciente em serviços de diálise, tornando mais explícita a relação entre indicadores de infecção e a gestão de processos críticos, como o manuseio de cateteres, reprocessamento de equipamentos e qualidade da água. O documento orienta a notificação de eventos infecciosos relacionados às diferentes modalidades de diálise, enfatiza a necessidade de revisão periódica de surtos e agravos e vincula o cumprimento das exigências à responsabilização sanitária dos serviços. Para o gestor, isso implica integrar vigilância de diálise ao plano de segurança do paciente, às políticas de antimicrobianos e às auditorias de qualidade, evitando que esse cenário seja tratado como “setor à parte” em relação às demais IRAS. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-04-2026-como-a-vigilancia-epidemiologica-redefine-a-seguranca-na-dialise/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA nº 04/2026 – notificação de IRAS na diálise (link via portal ANVISA): https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas

  1. Como as Notas Técnicas 01, 02, 03 e 04/2026 dialogam com o Plano da ANVISA 2026–2030 para segurança do paciente?

As Notas Técnicas 01 a 04/2026 operam como instrumentos táticos do Plano da ANVISA 2026–2030, traduzindo metas macro (como redução de IRAS prioritárias, enfrentamento da RAM e fortalecimento da cultura de segurança) em exigências concretas de vigilância, notificação e uso de indicadores. Ao redefinir critérios diagnósticos, estratificar UTIs, qualificar a vigilância em diálise e reposicionar a vigilância de IRAS como estratégica, a ANVISA alinha a CCIH à gestão de risco, à governança clínica e às instâncias de qualidade e segurança, quebrando a lógica de um trabalho restrito a coleta de dados. Para o hospital, isso significa que o não cumprimento dessas notas pode comprometer não apenas conformidade regulatória, mas também metas contratuais, acreditação, indicadores de desfecho e a sustentabilidade do cuidado em médio prazo. Referências: https://www.ccih.med.br/novo-plano-da-anvisa-2026-2030-metas-indicadores-e-impactos-na-gestao-da-seguranca-do-paciente/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ Plano de Ação Nacional para Prevenção e Controle de IRAS e RAM – portal ANVISA/MS: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/seguranca-do-paciente

  1. Qual é o novo papel da CCIH diante da vigilância estratégica de IRAS proposta para 2026?

A CCIH passa de um papel centrado em registros e relatórios para um protagonismo na interpretação dos dados, identificação de riscos e recomendação de intervenções assistenciais e gerenciais baseadas em evidências. Espera-se que a comissão participe de fóruns de governança clínica, discuta indicadores com coordenações de UTI, centro cirúrgico, diálise e oftalmologia, e se envolva diretamente na construção e monitoramento de bundles e planos de ação. Além disso, a CCIH deve liderar a transição da vigilância passiva para a vigilância ativa e informatizada, apoiar a educação permanente das equipes e dialogar com núcleos de segurança do paciente, farmácia clínica e comitês de antimicrobianos. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-01-2026-vigilancia-estrategica-de-iras-um-novo-papel-da-ccih/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ https://www.ccih.med.br/novo-plano-da-anvisa-2026-2030-metas-indicadores-e-impactos-na-gestao-da-seguranca-do-paciente/

  1. De que forma a estratificação das UTIs exigida na Nota Técnica 02/2026 impacta os gestores hospitalares?

Para gestores hospitalares, a estratificação de UTIs implica, inicialmente, reorganizar cadastros e fluxos de notificação, garantindo que cada unidade esteja corretamente identificada quanto ao perfil e à complexidade. Em seguida, torna-se possível (e obrigatório) analisar taxas e indicadores de IRAS por tipo de UTI, identificando unidades com desempenho fora do esperado, direcionando recursos, reforçando equipe e qualificando o cuidado onde o risco é maior. Esse detalhamento também torna mais transparente a performance institucional perante órgãos reguladores, operadoras, acreditadoras e a própria sociedade, exigindo coerência entre a estrutura ofertada e os resultados assistenciais. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-02-2026-como-a-estratificacao-das-utis-redefine-a-vigilancia-nacional-de-iras/ https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/notas-tecnicas-vigentes/nota-tecnica-gvims-ggtes-dire3-anvisa-no-02-2026 Vídeo Instituto CCIH+ – Nota Técnica 02/2026: https://www.youtube.com/watch?v=uLpJ1nkjr5A

  1. Quais são os principais desafios para enfermeiros da CCIH e da vigilância epidemiológica com as mudanças de 2026?

Os enfermeiros da CCIH enfrentarão maior complexidade na aplicação de critérios diagnósticos (especialmente em ISC e infecções de dispositivo), maior demanda de análise por caso e necessidade de atualização contínua para evitar classificações equivocadas. Além disso, a estratificação de UTIs e a ampliação de cenários (oftalmologia, diálise, centro cirúrgico) exigem olhar mais abrangente, integração com setores assistenciais e domínio de ferramentas informatizadas de vigilância. O desafio humano inclui lidar com equipes enxutas, alto volume de demandas e a pressão por dados confiáveis que subsidiem decisões institucionais e respondam a exigências legais. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-03-2026-por-que-os-criterios-diagnosticos-de-iras-mudam-a-vigilancia-cirurgica-no-brasil/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-01-2026-vigilancia-estrategica-de-iras-um-novo-papel-da-ccih/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/

  1. Como os médicos devem adaptar sua prática clínica frente aos novos critérios diagnósticos de IRAS e às exigências de vigilância?

Os médicos precisam conhecer os critérios diagnósticos vigentes de IRAS para alinhar suas decisões diagnósticas e terapêuticas às definições utilizadas pela vigilância, evitando o registro de infecções não compatíveis com os critérios e o uso indiscriminado de antimicrobianos em colonizações ou bacteriúrias assintomáticas. Devem ainda compreender que variações nas taxas de IRAS podem decorrer de mudanças de critério, e não apenas de alteração real de risco, participando ativamente da discussão de indicadores com a CCIH e da construção de protocolos assistenciais. A integração com programas de stewardship de antimicrobianos, com a farmácia clínica e com o núcleo de segurança do paciente é fundamental para que a resposta às novas Notas Técnicas se traduza em cuidado mais seguro e racional. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-03-2026-por-que-os-criterios-diagnosticos-de-iras-mudam-a-vigilancia-cirurgica-no-brasil/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA nº 03/2026 – critérios diagnósticos: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/controle-de-infeccoes/notas-tecnicas

  1. Qual o impacto das mudanças na vigilância de IRAS para farmacêuticos e programas de stewardship de antimicrobianos?

Para farmacêuticos clínicos e equipes de stewardship, a maior especificidade dos critérios diagnósticos e a reorganização dos indicadores por tipo de UTI oferecem base mais sólida para avaliar adequação de prescrição, duração de tratamentos e oportunidades de descalonamento ou suspensão de antimicrobianos. A integração entre dados de vigilância (por exemplo, incidência de ITU-AC verdadeira, perfil de PAV e IPCSL) e consumo de antimicrobianos permite identificar áreas de sobreuso, delinear protocolos de profilaxia cirúrgica alinhados às novas definições e monitorar impacto de intervenções. A vigilância da RAM ganha robustez ao articular isolados microbiológicos de maior relevância clínica com cenários específicos (UTI estratificadas, diálise), orientando políticas de uso racional e revisão de guias terapêuticos. Referências: https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-02-2026-como-a-estratificacao-das-utis-redefine-a-vigilancia-nacional-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-03-2026-por-que-os-criterios-diagnosticos-de-iras-mudam-a-vigilancia-cirurgica-no-brasil/

  1. O que muda para enfermeiros assistenciais de UTI, centro cirúrgico, diálise e outras áreas críticas com as novas Notas Técnicas?

Enfermeiros assistenciais passam a ser ainda mais centrais na identificação precoce de sinais e sintomas compatíveis com critérios de IRAS, no registro adequado de informações em prontuário e na aplicação rigorosa de bundles de prevenção. Nas UTIs, a estratificação e a vigilância mais refinada reforçam a necessidade de adesão a práticas como higiene de mãos, cuidado com dispositivos invasivos, perfil de sedação e mobilização precoce. Em diálise, centro cirúrgico e oftalmologia, ganham importância o manejo estéril de cateteres, o controle de processos de esterilização e desinfecção e a rastreabilidade dos materiais e pacientes, integrando a equipe assistencial à lógica de vigilância estratégica proposta pela ANVISA. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-02-2026-como-a-estratificacao-das-utis-redefine-a-vigilancia-nacional-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-04-2026-como-a-vigilancia-epidemiologica-redefine-a-seguranca-na-dialise/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-03-2026-por-que-os-criterios-diagnosticos-de-iras-mudam-a-vigilancia-cirurgica-no-brasil/

  1. Como integrar a vigilância de IRAS e RAM à governança clínica e à cultura de segurança do paciente?

A integração se dá quando indicadores de IRAS e RAM deixam de circular apenas dentro da CCIH e passam a compor painéis de governança clínica, reuniões de diretoria, comitês de segurança do paciente e qualidade. É fundamental que os dados sejam discutidos com foco em processos (falhas em bundles, lacunas de estrutura, problemas de dimensionamento), e não apenas em culpabilização individual, favorecendo uma cultura justa e orientada à melhoria contínua. A articulação com planos de ação do núcleo de segurança do paciente, com comitês de risco, com a educação permanente e com as metas do Plano ANVISA 2026–2030 consolida a vigilância de IRAS como espinha dorsal de políticas de segurança. Referências: https://www.ccih.med.br/novo-plano-da-anvisa-2026-2030-metas-indicadores-e-impactos-na-gestao-da-seguranca-do-paciente/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-01-2026-vigilancia-estrategica-de-iras-um-novo-papel-da-ccih/ https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/

  1. Qual é o papel da tecnologia da informação e da inteligência artificial na nova vigilância de IRAS proposta pela ANVISA?

As Notas Técnicas de 2026 incentivam a adoção de sistemas informatizados que permitam busca ativa automatizada, cruzamento de dados clínicos, microbiológicos e de procedimentos, bem como análise em tempo quase real dos indicadores. A inteligência artificial pode apoiar a identificação de pacientes de maior risco, detecção precoce de surtos, sugestão de casos suspeitos de IRAS com base em padrões de exames, prescrições e sinais vitais, reduzindo o trabalho manual de triagem. Para que isso seja efetivo, é necessário garantir qualidade de dados, interoperabilidade entre sistemas (prontuário eletrônico, laboratório, farmácia, vigilância) e manter a decisão final sob responsabilidade da equipe de CCIH e da governança clínica. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-01-2026-vigilancia-estrategica-de-iras-um-novo-papel-da-ccih/ https://www.ccih.med.br/novo-plano-da-anvisa-2026-2030-metas-indicadores-e-impactos-na-gestao-da-seguranca-do-paciente/ Vídeo Instituto CCIH+ – temas de governança clínica e dados em vigilância de IRAS, disponível em: https://www.youtube.com/@InstitutoCCIH

  1. Como interpretar variações nas taxas de IRAS em 2026 sem incorrer em análises equivocadas?

Ao comparar taxas de IRAS entre 2025 e 2026, ou entre serviços, é imprescindível considerar mudanças de critérios diagnósticos (Nota Técnica 03/2026), estratificação de UTIs (Nota Técnica 02/2026) e melhorias na qualidade da notificação (como correção de duplicidades). Reduções ou elevações abruptas podem refletir, em parte, a adoção destes novos parâmetros, e não apenas mudanças reais no risco ou na adesão a medidas de prevenção. A recomendação é documentar a data de implementação dos novos critérios, revisar séries históricas com espírito crítico e utilizar indicadores complementares (densidade de utilização de dispositivos, consumo de antimicrobianos, adesão a bundles) para contextualizar os resultados. Referências: https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-02-2026-como-a-estratificacao-das-utis-redefine-a-vigilancia-nacional-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-03-2026-por-que-os-criterios-diagnosticos-de-iras-mudam-a-vigilancia-cirurgica-no-brasil/

  1. Quais são as implicações legais das falhas de notificação e da não conformidade com as Notas Técnicas de 2026?

A não conformidade com as Notas Técnicas de 2026, incluindo a omissão ou subnotificação de IRAS, preenchimento inadequado de formulários, não estratificação de UTIs ou descumprimento de orientações para diálise e outros cenários, pode caracterizar infração sanitária. Dependendo da gravidade, frequência e impacto sobre a segurança do paciente, podem ser aplicadas sanções previstas em legislações como a Lei nº 6.437/1977, que dispõe sobre infrações à legislação sanitária federal, variando de advertências a multas e, em casos extremos, interdição de serviços. Por isso, gestores, membros da CCIH e equipes assistenciais devem encarar a vigilância de IRAS como responsabilidade legal compartilhada, documentando processos, capacitações e evidências de esforço de conformidade. Referências: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-02-2026-como-a-estratificacao-das-utis-redefine-a-vigilancia-nacional-de-iras/ Vídeo Instituto CCIH+ – Nota Técnica 02/2026, com discussão sobre Lei 6.437/1977: https://www.youtube.com/watch?v=uLpJ1nkjr5A Lei nº 6.437/1977 – infrações sanitárias: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6437.htm

  1. Como organizar um plano de transição institucional para adequação às novas Notas Técnicas de 2026?

Um plano de transição deve iniciar com o mapeamento das diferenças entre a prática atual e as exigências das Notas Técnicas 01, 02, 03 e 04/2026, identificando lacunas em critérios diagnósticos, estratificação de UTIs, vigilância de diálise, estrutura de dados e fluxos de notificação. Em seguida, é recomendável constituir um grupo de trabalho multidisciplinar (CCIH, TI, enfermagem, corpo clínico, farmácia, qualidade, jurídico) para definir cronograma, revisar protocolos e formulários internos, atualizar sistemas informatizados e planejar capacitações. Por fim, deve-se prever período de dupla checagem e auditorias internas, documentando ajustes necessários e comunicando, de forma transparente, variações esperadas em indicadores para direção, equipes e, quando aplicável, para operadoras e órgãos externos. Referências: https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-01-2026-vigilancia-estrategica-de-iras-um-novo-papel-da-ccih/ https://www.ccih.med.br/novo-plano-da-anvisa-2026-2030-metas-indicadores-e-impactos-na-gestao-da-seguranca-do-paciente/

  1. Quais são as recomendações práticas para formação e capacitação de equipes sobre as novas Notas Técnicas?

A formação deve contemplar, em módulos distintos, o entendimento global das Notas Técnicas e do Plano ANVISA 2026–2030, a aplicação dos novos critérios diagnósticos de IRAS, a estratificação de UTIs e a vigilância em diálise, articulando conceitos com casos reais. É útil combinar aulas teóricas, discussão de estudos de caso, simulações de classificação de infecções, exercícios de preenchimento de formulários e análise crítica de indicadores institucionais, favorecendo a aprendizagem ativa. O uso de conteúdos multimídia, como vídeos do Instituto CCIH+ sobre as Notas Técnicas de 2026, webinars e materiais do site ccih.med.br, pode otimizar a atualização de diferentes categorias profissionais, respeitando suas atribuições. Referências: https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ https://www.ccih.med.br/category/legislacao-e-informativos-controle-infeccao-hospitalar/ Canal Instituto CCIH+ no YouTube – playlist sobre Notas Técnicas ANVISA 2025–2026: https://www.youtube.com/@InstitutoCCIH

  1. Como alinhar os indicadores de IRAS com metas institucionais e contratos (operadoras, acreditação, programas de qualidade)?

A partir das Notas Técnicas de 2026, os indicadores de IRAS ganham maior robustez metodológica e podem ser usados com mais segurança em contratos de gestão, metas com operadoras, programas de qualidade e acreditação, desde que se respeitem os períodos de transição de critérios. O alinhamento deve considerar a estratificação de UTIs, as especificações de diálise, os critérios revisados de ISC e outros agravos, definindo metas realistas, escalonadas e contextualizadas na maturidade do serviço. Recomenda-se pactuar indicadores que reflitam não apenas desfechos (taxas de IRAS), mas também processos (adesão a bundles, consumo de antimicrobianos, qualidade da notificação), aproximando o acompanhamento contratual da lógica da vigilância estratégica proposta pela ANVISA. Referências: https://www.ccih.med.br/novo-plano-da-anvisa-2026-2030-metas-indicadores-e-impactos-na-gestao-da-seguranca-do-paciente/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-02-2026-como-a-estratificacao-das-utis-redefine-a-vigilancia-nacional-de-iras/ https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-anvisa-no-03-2026-por-que-os-criterios-diagnosticos-de-iras-mudam-a-vigilancia-cirurgica-no-brasil/

  1. Onde encontrar materiais complementares e atualizações contínuas sobre as Notas Técnicas de 2026 e vigilância de IRAS?

Além dos textos oficiais disponíveis no portal da ANVISA, o Instituto CCIH disponibiliza no site ccih.med.br análises detalhadas das Notas Técnicas 01, 02, 03 e 04/2026, artigos sobre o Plano 2026–2030, legislações correlatas e conteúdos educativos em formato de perguntas e respostas. O canal do Instituto CCIH+ no YouTube oferece vídeos explicativos sobre cada Nota Técnica, debates com especialistas e materiais de apoio para capacitações internas de serviços de saúde. A combinação desses recursos com publicações científicas nacionais e internacionais sobre vigilância de IRAS, resistência antimicrobiana e segurança do paciente permite manter equipes atualizadas frente à rápida evolução normativa e epidemiológica. Referências: Artigo “Novas Notas Técnicas da ANVISA 2026: o que mudou na vigilância de IRAS?”: https://www.ccih.med.br/novas-notas-tecnicas-da-anvisa-2026-o-que-mudou-na-vigilancia-de-iras/ Página de legislação e informativos do Instituto CCIH: https://www.ccih.med.br/category/legislacao-e-informativos-controle-infeccao-hospitalar/ Portal ANVISA – Notas Técnicas vigentes em serviços de saúde: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas Canal Instituto CCIH+ no YouTube: https://www.youtube.com/@InstitutoCCIH

Minutagem Completa

[00:00:27] – Abertura e boas-vindas: Retomada das atividades pós-carnaval na TV CCIH.

[00:01:21] – Introdução do tema: As 5 novas Notas Técnicas da ANVISA publicadas em 2026.

[00:03:32] – Apresentação da convidada: Perfil profissional da Enf. Thaís Faber.

[00:05:03] – Início da aula: Foco na Nota Técnica nº 03/2026 (Critérios Diagnósticos de IRAS).

[00:05:40] – Estrutura da apresentação: Tópicos sobre vigilância, critérios e impactos.

[00:06:58] – Objetivo da atualização: Uniformizar critérios e eliminar a subjetividade diagnóstica.

[00:07:33] – IRAS de notificação obrigatória: Critérios para IPCS, PAV e ITU em UTIs.

[00:08:07] – Vigilância em procedimentos cirúrgicos: Lista de cirurgias com notificação nacional (Cesariana, Artroplastias, etc.).

[00:08:30] – Diagnóstico Clínico vs. Vigilância Epidemiológica: Entendendo as diferenças na prática.

[00:10:00] – Detalhamento das mudanças: Foco especial em Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC).

[01:29:15] – Considerações finais: Discussão sobre o impacto nos serviços de saúde e importância do retorno dos dados para a instituição.

[01:31:51] – Encerramento e anúncios: Próximos programas e convite para interação com alunos.

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