Aqui está um resumo critérios diagnósticos das IRAS mudanças em relação à versão anterior e impactos para os serviços de saúde:
FAQ: Novos Critérios Diagnósticos de IRAS (Nota Técnica 03/2025 Anvisa)
Esta seção de Perguntas Frequentes (FAQ) foi desenvolvida para orientar de forma aprofundada gestores hospitalares, membros da CCIH, médicos, farmacêuticos e enfermeiros sobre a implementação e o impacto da Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA nº 03/2025, que atualiza e padroniza os critérios para o diagnóstico e notificação das principais IRAS no Brasil.
Seção 1: Visão Geral e Mudanças Principais
1. Qual é o objetivo principal da Nota Técnica 03/2025 da Anvisa?
O objetivo é harmonizar e padronizar os critérios diagnósticos para as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) de notificação obrigatória em todo o território nacional, alinhando as práticas do Brasil com as melhores evidências científicas e referências internacionais, como o CDC/NHSN.
- Referências:
2. Por que a padronização dos critérios diagnósticos de IRAS é tão importante?
A padronização permite que os dados coletados em diferentes hospitais e regiões do país sejam comparáveis. Isso é essencial para criar um panorama epidemiológico nacional fidedigno, realizar benchmarking entre instituições, avaliar a eficácia de políticas públicas e direcionar recursos para a prevenção.
3. Quais são as IRAS de notificação nacional obrigatória abordadas nesta NT?
A notificação é obrigatória para hospitais que possuam leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, Pediátrica ou Neonatal. As principais IRAS são:
- Infecção Primária da Corrente Sanguínea (IPCSL)
- Pneumonia (PAV e não ventilado)
- Infecção do Trato Urinário (ITU)
- Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC)
- Referência:
4. Quais as mudanças mais impactantes em relação aos critérios anteriores?
As mudanças buscam maior objetividade, com maior valorização de achados laboratoriais e radiológicos. Destaques incluem a revisão dos critérios de PAV com base em achados de imagem, a maior especificidade para diferenciar IPCSL de contaminação de hemoculturas, e a atualização dos critérios de ITU associada a cateter.
5. A quem se aplica esta Nota Técnica? Apenas hospitais com UTI?
A notificação dos indicadores nacionais de IRAS é obrigatória para todos os hospitais que possuem leitos de UTI. No entanto, os critérios diagnósticos estabelecidos na NT são uma referência de boa prática para a vigilância epidemiológica em qualquer serviço de saúde, mesmo aqueles sem UTI.
6. A partir de quando estes novos critérios devem ser implementados?
Os serviços de saúde devem se adequar e implementar os novos critérios a partir de janeiro de 2025. É fundamental que as CCIHs promovam treinamentos para as equipes clínicas e de laboratório durante o período de transição.
Seção 2: Para a CCIH – Detalhes Técnicos e Vigilância
7. O que mudou nos critérios para Infecção Primária da Corrente Sanguínea Laboratorialmente Comprovada (IPCSL)?
Os critérios foram refinados para aumentar a especificidade. Há maior ênfase na diferenciação entre infecção e contaminação, com regras mais claras para microrganismos comensais da pele (ex: Staphylococcus coagulase-negativo), que agora exigem a detecção em duas ou mais hemoculturas coletadas em momentos diferentes.
- Referência:
- CDC/NHSN – Bloodstream Infection Event (BSI) Definition (Referência internacional)
8. A NT modifica o conceito de “Infecção da Corrente Sanguínea Associada a Mucosite” (MBI-LCBI)?
Sim, a NT alinha o conceito ao do CDC/NHSN. A MBI-LCBI é uma IPCSL em paciente neutropênico com mucosite, causada por bactérias da microbiota gastrointestinal. Seu critério exige hemocultura positiva para apenas um microrganismo específico (ex: enterococos) e exclui a necessidade de outros focos infecciosos, reconhecendo a translocação bacteriana pela mucosa danificada.
9. Quais as principais alterações nos critérios diagnósticos de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV)?
Os novos critérios para adultos valorizam mais os achados objetivos. Para o diagnóstico, é necessário um achado radiológico de pneumonia (infiltrado novo ou progressivo) associado a pelo menos dois outros sinais (febre, leucocitose/leucopenia, secreção purulenta), com suporte de cultura de secreção traqueal.
- Referência:
- CCIH Brasil (YouTube) – Novos Critérios Diagnósticos de PAV (Link ilustrativo para o conceito)
10. A NT traz critérios específicos para o diagnóstico de PAV em populações pediátricas e neonatais?
Sim. A NT reconhece as particularidades dessas populações e apresenta critérios diagnósticos específicos e estratificados por faixa etária (neonatal, pediátrica), considerando as diferenças na resposta inflamatória, nos achados clínicos e nos patógenos mais comuns.
- Referência:
- Anvisa – Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA nº 03/2025 (Consulte a NT na íntegra para os detalhes)
11. Quais são os novos critérios para o diagnóstico de Infecção do Trato Urinário Associada a Cateter Vesical (ITU-AC)?
Os critérios foram tornados mais rigorosos. O diagnóstico exige a presença de pelo menos um sinal ou sintoma (febre, dor suprapúbica, urgência/frequência miccional após a retirada do cateter) E uma urocultura positiva com ≥10^5 UFC/mL, com no máximo 2 espécies de microrganismos.
12. A bacteriúria assintomática em paciente com cateter vesical continua não sendo notificada como ITU-AC?
Correto. A NT reforça que a presença de bacteriúria (urocultura positiva) em um paciente assintomático com cateter vesical de demora é classificada como bacteriúria assintomática e não deve ser notificada como ITU-AC, nem tratada com antimicrobianos.
- Referência:
13. O que mudou na vigilância de Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC)? A vigilância pós-alta continua sendo um requisito?
A metodologia geral foi mantida, mas os critérios para definir um órgão/espaço específico foram detalhados. A vigilância pós-alta é fundamental e continua sendo um requisito obrigatório, pois uma parcela significativa das ISCs se manifesta após a alta hospitalar. Os hospitais devem ter métodos ativos para detectar essas infecções (ex: contato telefônico, busca em registros de reinternação).
14. Como os novos critérios impactam o uso de dados do laboratório de microbiologia?
O laboratório torna-se ainda mais central. A correta identificação do microrganismo, a quantificação de colônias (no caso da urocultura) e a diferenciação de patógenos de contaminantes são informações essenciais para que a CCIH possa aplicar os critérios de forma precisa.
- Referência:
- CCIH Brasil (YouTube) – O Papel do Laboratório na CCIH (Link ilustrativo para o conceito)
15. Como a CCIH deve proceder em casos limítrofes, onde o paciente não preenche 100% dos critérios?
Para fins de vigilância epidemiológica e notificação nacional, o caso só deve ser contabilizado se preencher todos os critérios definidos na NT. Casos que não se enquadram, mesmo que tratados clinicamente como infecção, não entram na estatística oficial. Isso garante a comparabilidade dos dados.
16. De que forma esta NT afeta o cálculo dos indicadores de densidade de incidência?
A NT não altera a fórmula dos indicadores (ex: nº de infecções / nº de pacientes-dia x 1000), mas afeta o numerador (o número de infecções). Com critérios mais específicos, pode haver uma variação (aumento ou diminuição) no número de casos notificados em comparação com os critérios antigos, o que deve ser considerado ao analisar as tendências históricas do hospital.
Seção 3: Para Gestores Hospitalares e Lideranças
17. Como a implementação destes critérios pode impactar os indicadores de IRAS publicamente divulgados?
Pode haver uma flutuação inicial nos indicadores. É crucial que a gestão, junto com a CCIH, comunique de forma transparente que essa variação se deve a uma mudança na metodologia de classificação, e não necessariamente a uma mudança na qualidade da assistência.
18. Quais recursos a gestão deve prover à CCIH para a correta aplicação desta NT?
A gestão deve garantir que a CCIH tenha acesso a sistemas de informação adequados (prontuário eletrônico, dados laboratoriais), tempo protegido para a vigilância ativa e análise de dados, e apoio para realizar treinamentos abrangentes para todas as equipes.
19. Qual a responsabilidade legal da instituição em caso de notificação incorreta ou omissão de casos?
A notificação correta das IRAS é uma exigência legal. A omissão ou a notificação deliberadamente incorreta constitui uma infração sanitária, sujeitando a instituição e seus responsáveis a sanções que podem incluir multas e outras penalidades.
- Referência:
20. Como os gestores podem usar os dados gerados a partir destes critérios para planejar melhorias?
Dados padronizados e confiáveis permitem identificar com precisão os principais problemas infecciosos da instituição. Com isso, os gestores podem priorizar investimentos, direcionar programas de melhoria de qualidade (ex: bundles de prevenção), e avaliar o impacto real dessas intervenções.
21. A adoção destes critérios facilita o benchmarking com outras instituições?
Sim, este é um dos principais benefícios. Quando todos os hospitais usam a mesma “régua” para medir suas infecções, a comparação de desempenho se torna justa e significativa, permitindo que cada instituição saiba onde está em relação às outras e identifique oportunidades de melhoria.
- Referência:
- CCIH Brasil (YouTube) – Benchmarking em CCIH: Como se comparar? (Link ilustrativo para o conceito)
Seção 4: Para Equipes Clínicas – Médicos e Enfermeiros
22. Qual a diferença entre o diagnóstico clínico (tratamento) e o diagnóstico epidemiológico (vigilância)?
O diagnóstico clínico é feito pelo médico para decidir o tratamento do paciente, podendo ser mais sensível e baseado em suspeitas. O diagnóstico epidemiológico é feito pela CCIH para a vigilância, seguindo critérios rígidos e padronizados da Anvisa. Um paciente pode ser tratado para uma infecção (diagnóstico clínico) sem necessariamente preencher os critérios para ser notificado (diagnóstico epidemiológico).
23. Como a equipe de enfermagem pode contribuir para a precisão do diagnóstico de IRAS?
Através de registros precisos e detalhados no prontuário. Anotações sobre a presença de febre, aspecto de feridas operatórias, características da secreção traqueal, queixas urinárias do paciente e datas de inserção/retirada de dispositivos são informações vitais que a CCIH utiliza para aplicar os critérios.
24. Qual o papel do médico na descrição precisa dos achados no prontuário?
É fundamental. A descrição clara da evolução clínica, a justificativa para a solicitação de exames (como culturas) e, especialmente, a interpretação e o registro detalhado dos achados em exames de imagem (raio-x, tomografia) são indispensáveis para a correta classificação de infecções como PAV e ISC de órgão/espaço.
25. A nova NT altera como o médico deve solicitar hemoculturas?
A NT não dita a prática clínica, mas reforça a importância da técnica correta. Para que a CCIH possa aplicar os critérios de IPCSL, é essencial que as hemoculturas sejam coletadas com técnica asséptica rigorosa, em pares (aeróbio/anaeróbio) e, se possível, de sítios de punção diferentes, para ajudar a diferenciar infecção de contaminação.
26. Como a discussão de casos entre a equipe clínica e a CCIH ajuda na aplicação dos critérios?
Essa interação é vital. A CCIH depende das informações da equipe clínica, e a equipe clínica se beneficia do conhecimento epidemiológico da CCIH. Reuniões periódicas para discutir casos complexos garantem que os critérios sejam aplicados de forma consistente e que todos compreendam as nuances da vigilância.
Seção 5: Para Farmacêuticos, Laboratório e Outros
27. Qual o papel do laboratório de microbiologia para atender os critérios da NT?
O laboratório deve seguir protocolos padronizados para o processamento de amostras e a identificação de microrganismos. É essencial que o laboratório comunique à CCIH os resultados de forma clara, incluindo a contagem de colônias para uroculturas e observações sobre possíveis contaminantes em hemoculturas.
28. Como a farmácia clínica pode usar os dados de IRAS gerados por esta NT?
Os dados de vigilância, agora mais padronizados, são uma fonte riquíssima para o programa de Antimicrobial Stewardship. Ao saber quais são as principais infecções e os patógenos mais prevalentes, a farmácia clínica pode ajudar a desenvolver protocolos de antibioticoterapia empírica mais assertivos e monitorar o consumo de antimicrobianos.
29. A NT aborda infecções em outros sítios além dos quatro principais?
O foco da notificação nacional obrigatória são os quatro sítios principais (corrente sanguínea, trato respiratório, trato urinário e sítio cirúrgico) em pacientes de UTI, pois são os de maior impacto e mais associados a dispositivos. No entanto, os princípios de vigilância podem e devem ser aplicados a outros sítios, conforme a realidade epidemiológica de cada hospital.
30. Onde encontrar a Nota Técnica na íntegra e materiais de treinamento?
A fonte primária é sempre o portal da Anvisa. Além disso, portais especializados como o CCIH.med.br, canais como o CCIH Brasil no YouTube, e as sociedades de especialidade (ABI, AMIB, APECIH) são excelentes fontes para encontrar a NT comentada, webinars, cursos e outros materiais de treinamento.
Objetivos da Nota Técnica 03/2025
- Padronizar os critérios diagnósticos epidemiológicos das IRAS para garantir comparabilidade entre os serviços de saúde no Brasil.
- Definir parâmetros claros para vigilância e notificação dessas infecções, evitando subjetividades na interpretação dos casos.
- Diferenciar critérios epidemiológicos e clínicos, garantindo que a vigilância e a notificação sigam padrões nacionais estabelecidos.
- Orientar os profissionais responsáveis pelo controle de infecção hospitalar (CCIH/SCIH) na aplicação dos critérios e no monitoramento das IRAS.
Principais Recomendações
- Definição detalhada de critérios diagnósticos para as IRAS associadas a dispositivos invasivos, como:
- Infecção primária de corrente sanguínea (IPCS) associada a cateter central.
- Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV).
- Infecção do trato urinário associada a cateter vesical de demora (ITU-AC).
- Padronização do “período de janela da infecção” para identificação precisa da data da infecção.
- Diferenciação entre infecção presente na admissão e IRAS adquirida no serviço de saúde.
- Critérios para definir a atribuição da infecção ao setor/unidade de internação do paciente.
- Estabelecimento de prazos para infecções de repetição (PIR), evitando duplicidade de notificações dentro de um período de 14 dias.
- Inclusão de testes microbiológicos não baseados em cultura (como PCR multiplex e sequenciamento de DNA) para auxiliar no diagnóstico de infecções primárias de corrente sanguínea.
Mudanças em Relação à Nota Técnica de 2024
- Alteração no critério de hipotermia: A temperatura <35ºC foi alterada para <36ºC.
- Mudanças extensivas nos critérios das Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC), o que exige uma leitura detalhada desse capítulo, diferenciando as infecções de parede (antes divididas em superficiais e profundas) e de órgãos e espaços.
- Maior detalhamento sobre os critérios para infecções relacionadas a dispositivos invasivos, incluindo melhor definição sobre o tempo de uso dos dispositivos e sua relação com a infecção.
- Inclusão de novas abordagens para exames laboratoriais, como a aceitação de testes microbiológicos automatizados para diagnóstico de IPCS, desde que não haja resultado conflitante com hemocultura.
Impactos das Mudanças para os Serviços de Saúde
- Comissões de Controle de Infecção (CCIH)
- Necessidade de atualizar os protocolos internos conforme os novos critérios, principalmente para Infecções de Sítio Cirúrgico.
- Maior rigor na definição do período de janela da infecção, exigindo melhor documentação clínica para garantir a correta notificação dos casos.
- Adaptação às novas recomendações de testes diagnósticos para IPCS, incluindo o uso de testes moleculares.
- Maior interação com equipes assistenciais para garantir a correta aplicação dos critérios na vigilância epidemiológica.
- Segurança do Paciente
- Maior clareza nos critérios permitirá uma melhor identificação de IRAS evitáveis, auxiliando na implementação de medidas preventivas.
- Padronização reduz possíveis erros de diagnóstico e subnotificação, melhorando a resposta dos serviços de saúde na contenção de surtos.
- Mudanças nos critérios de infecção de sítio cirúrgico podem levar a ajustes nas práticas de prevenção e controle de infecção perioperatória.
- Serviços de Saúde como um Todo
- Necessidade de treinamento e capacitação das equipes de controle de infecção para aplicação correta dos novos critérios.
- Impacto na vigilância epidemiológica nacional, com dados mais uniformes e maior precisão na análise de surtos e tendências de resistência microbiana.
- Mudanças na notificação de IPCS podem levar a um aumento na detecção de casos, exigindo ajustes nas práticas de prevenção, especialmente no uso de cateteres centrais.
- Possível aumento do uso de testes moleculares para diagnóstico de infecções de corrente sanguínea, demandando adaptação dos laboratórios hospitalares.
Conclusão
A Nota Técnica 03/2025 representa um aprimoramento na padronização dos critérios diagnósticos das IRAS, reduzindo subjetividades e melhorando a vigilância epidemiológica. No entanto, essas mudanças exigirão ajustes nos protocolos internos dos serviços de saúde, treinamento das equipes assistenciais e um monitoramento mais rigoroso por parte das CCIHs.
Link:
Links relacionados:
Prevenção e controle de infecção: https://www.ccih.med.br/como-e-por-que-controlar-as-infeccoes-hospitalares/
Stewardship de antibióticos e resistência antimicrobiana: https://www.ccih.med.br/stewardship-de-antimicrobianos-gerenciando-o-uso-dos-antimicrobianos-para-salvar-vidas/
Segurança do paciente por que implantar: https://www.ccih.med.br/seguranca-do-paciente-por-que-implantar/
MBA Gestão em Saúde e Controle de Infecção: https://www.ccih.med.br/cursos-mba/mba-ccih-gestao-em-saude-e-controle-de-infeccao/
Autor:
Antonio Tadeu Fernandes:
https://www.linkedin.com/in/mba-gest%C3%A3o-ccih-a-tadeu-fernandes-11275529/
https://www.instagram.com/tadeuccih/
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