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O gerenciamento do uso de antimicrobianos é uma questão atual para todos os serviços de saúde, incluindo a atenção básica e hospitais de pequeno porte. A maior parte da literatura é originária de grandes hospitais em países desenvolvidos. Países de renda per capita média ou baixa apresentam particularidades que dificultam esse gerenciamento, especialmente nos hospitais de pequeno porte.

Para a elaboração deste trabalho foi realizada busca na literatura quanto ao gerenciamento de antimicrobianos em hospitais de pequeno porte, além da apresentação dos métodos empregados e resultados obtidos em um hospital de pequeno porte no interior do Paraná. Auditoria prospectiva, restrição de antimicrobianos, formulário para solicitação de antimicrobianos de uso restrito, criação de “guidelines” baseados em dados locais foram métodos utilizados no gerenciamento de antimicrobianos.

Foi padronizada profilaxia cirúrgica com cefazolina na maior parte dos casos, restringido o uso de quinolonas e cefalosporinas de terceira geração. Foi favorecido o uso de cefalosporinas de segunda geração (cefuroxima) e quarta geração (cefepime). Foram criados protocolos para tratamento de pneumonia comunitária, infecções urinárias e abdominais. Os resultados obtidos foram: diminuição de custos e do consumo de quinolonas e das cefalosporinas de terceira geração (ceftriaxona e ceftazidima).

O reduzido número de culturas não permitiu determinar se houve melhora no perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos. Concluímos que é possível gerenciar o uso de antimicrobianos com ações simples mesmo em um hospital de pequeno porte e com poucos recursos tecnológicos.

 

Autor: LUCIANO WERLE LUNARDI

 



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