É reconhecida a necessidade de vigilância pós alta para identificar casos de infecção do sítio cirúrgico. A equipe do Drº Stockely realiza no Reino Unido desde 1995 um sistema de vigilância pós alta. Todos os pacientes são contatados por telefones entre o 25º e 35º dia após a cirurgia. São coletadas informações sobre a cirurgia, utilização de procedimentos invasivos, fatores de risco, febre, possível infecção da ferida e utilização de antibióticos. Os casos suspeitos são confirmados após contato com médicos ou enfermeiros distritais e na impossibilidade destes, após contato com a enfermeira da CCIH. Para os pacientes sem telefone é enviado um questionário com envelope subscrito para resposta.

De acordo com autor este método é relativamente simples, consumindo em média 30 minutos por paciente, incluído a preparação dos dados estatísticos. Nenhum paciente recusou a participar. Do total de infecção do sítio cirúrgico identificado, 48% foi detectada após a alta, em média 9,3% dias após a cirurgia, 80,5% dos casos dentro dos 15 dias do pós operatório e todos os casos dentro de 25 dias da cirurgia. Dos procedimentos estudados os maiores índices foram obtidos em cirurgia do cólon (26,4%), vascular (18,6%) e histerectomia total abdominal (13,7%). Todos os casos de infecção em cirurgia de hérnia inguinal foram identificados após a alta e 53% dos casos em cirurgia vascular. A informação destes índices para cirurgiões aumentou a adequação ao protocolo de antibioticoprofilaxia cirúrgica e foi observado uma tendência a redução na incidência de infecção.

 

Fonte: Stockley J M, Allen R M, Thomlinson D F, Constantine C E: A district general hospital´s method of post-operative infection survellance including post-discharge follow-up, developed over a five-year period. J Hosp Infect 49: 48 – 54, 2001.

Resumido por: Antonio Tadeu Fernandes.


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