O Departamento de Saúde da Inglaterra publicou em janeiro a nova edição de guia de prevenção de infecção baseado em evidências, que são classificadas em 4 níveis em ordem decrescente: classe A (meta análise); classe B (revisão sistemática ou estudo controlado); classe C (estudos sem grupo controle) e classe D (opinião dos especialistas ou legislação). Sua qualidade e importância refletem o rigor científico empregado na sua elaboração.

Como nos guias anteriores foram desenvolvidos os seguintes tópicos: higiene ambiental, higiene das mãos, uso de EPI, cuidados com pérfuro -cortantes, cuidados com sonda vesical e cateter vascular. Ele pode ser acessado na íntegra no seguinte endereço: . Neste artigo vamos comentar as principais alterações em relação a edição anterior (o nível de evidência é apresentado entre parêntesis após a recomendação):

  1. Realizar programas educativos, estratégias de marketing, auditoria e feedback para a equipe sobre higiene das mãos (classe C).
  2. Orientar pacientes e familiares sobre higiene das mãos (classe D).
  3. Oferecer condições para os pacientes realizarem a higiene das mãos antes das refeições e após necessidades fisiológicas (classe D).
  4. Remoção de EPI na seguinte sequência: luvas, avental, óculos de proteção e máscara. Descontaminar as mãos após a remoção (classe D).
  5. Treinar os profissionais de saúde em técnicas assépticas (classe D).
  6. Avaliar no paciente previamente à sondagem vesical: alergia a látex, tipo de sonda e de bolsa coletora mais adequados, conforto e dignidade (classe C).
  7. Trocar a sonda vesical e bolsa coletora por indicação clínica ou recomendação do fabricante (classe D).
  8. Elaborar protocolo para redução do risco e ITU em pacientes sondados incluindo recomendações referentes a: inserção de sonda vesical, ultrassom de bexiga para manejo de retenção urinária, rever continuamente a necessidade de sondagem, implantar e realizar feedback para a equipe indicadores de processo em relação a adesão às medidas recomendadas e educação profissional continuada (classe D).
  9. Não dar alta ou transferir pacientes sondados sem informar: indicação da sonda, motivo da sua manutenção e data programada para sua remoção ou reavaliação do caso. (classe D).
  10. Atender as recomendações dos fabricantes dos cateteres, conexões, sistemas de infusão, compatibilidade dos antissépticos e fluídos, para o uso seguro dos dispositivos vasculares(classe D).
  11. Utilizar cateter central inserido perifericamente em casos de acesso intermitente de média duração (classe D).
  12. Antissepsia do sítio de inserção com aplicadores de uso único com clorexidina a 2% em álcool isopropílico a 70%, reservando PVPI alcoólico para os casos de alergia (classe D).
  13. Considerar o uso de curativos com esponja impregnada com clorexidina em pacientes com CVC para reduzir infeçcão da corrente sanguínea (classe B).
  14. Considerar o banho  diário com clorexidina em pacientes com CVC para reduzir infecção da corrente sanguínea (classe B).
  15. Antissepsia com clorexidina 2% em álcool isopropílico 70% (PVPI em alérgicos) durante curativo de cateter periférico (classe D).
  16. Inspecionar a inserção do cateter periférico que deve ser removido na ocorrência de complicações ou quando não for necessário (classe D).
  17. Trocar cateter periférico apenas por indicação clínica ou por recomendação do fabricante (classe B).
  18. Elaborar protocolos para o manejo dos acessos vasculares contendo: protocolos para inserção e manutenção, revisão diária da necessidade com pronta remoção, indicadores de processo para avaliar conformidade com recomendações dando feedback para equipe, educação profissional continuada (classe C).

 

Fonte: The Journal of Hospital Infection 86 (2014): suplemento 1

Comentado por Antonio Tadeu Fernandes para CCIH Cursos de Controle de Infecção (CCIH REVISTA)


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