Estamos na green week dando descontos especiais para os matriculados durante a promoção. Neste boletim destacamos o novo documentos da OMS sobre os componentes centrais de um programa de controle de infecção,  estudos sobre reinfecção com Covid-19, controle de antibióticos e da resistência microbiana, como usar embalagens seguras após liberação geral pela ANVISA e sugestões sobre viagens e festividades no final de ano.

Programação da TV CCIH: 30/11 a 04/12

Uma programação diversificada espera vocês esta semana na TV CCIH. Veja, abaixo nossa programação, sempre iniciando as 20 horas, de segunda à sexta-feira vamos debater esses temas super atuais e importantíssimos.

ANVISA: Confira dados sobre gerenciamento do uso de antimicrobianos

Pesquisa realizada pelo Projeto Stewardship Brasil, lançado em 2019 pela Anvisa em parceria com a Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (ABIH), apontou que quase 50% dos hospitais com UTI adulto possuem um Programa de Gerenciamento do Uso de Antimicrobianos.

As principais ações adotadas para o uso racional dos antimicrobianos foram: a readequação de terapias, conforme resultados laboratoriais microbiológicos (371 hospitais); a utilização de protocolos clínicos para as principais síndromes presentes na unidade (293); e o monitoramento periódico de indicadores de uso de antimicrobianos (290).

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/confira-dados-sobre-gerenciamento-do-uso-de-antimicrobianos

Pandemia pode aumentar o risco de resistência microbiana

O novo coronavírus (Sars-CoV-2) provocou uma situação global conhecida como pandemia, caracterizada pela disseminação e ocorrência de uma doença em todos os continentes do planeta. Neste cenário, que levou ao adoecimento de uma boa parte da população e à internação hospitalar de milhares de pacientes em todo o Brasil, muitos deles com quadros graves de infecções pulmonares e outras complicações, existe uma grande preocupação com a automedicação e o uso indevido ou inadequado de medicamentos, especialmente os antimicrobianos.

De acordo com a OMS, o uso indevido de antibióticos durante a pandemia de Covid-19 pode levar à aceleração do surgimento e da disseminação da resistência microbiana. A doença é causada por um vírus (Sars-CoV-2) e não por uma bactéria. Por esse motivo, os antibióticos não devem ser usados para prevenir ou tratar a Covid-19, ou mesmo outras infecções virais, a menos que doenças bacterianas também sejam diagnosticadas.

Mas, segundo a OMS, evidências mostram que apenas uma pequena proporção de pacientes infectados com o novo coronavírus precisa de antibióticos para tratar infecções bacterianas que se desenvolveram no momento de baixa imunidade.

Portanto, assim como ocorre em outras infecções virais, notadamente as gripes e resfriados, prescrições incorretas de antibióticos para tratar os vírus ou até mesmo a automedicação podem favorecer o surgimento acelerado e a disseminação da resistência microbiana, criando superbactérias que não respondem aos tratamentos disponíveis atualmente.

Além disso, a pandemia de Covid-19 acarreta um aumento das internações hospitalares de pacientes graves, principalmente nas unidades de terapia intensiva (UTIs), onde o risco de infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras) é ainda maior. Isso ocorre devido à necessidade de um maior número de procedimentos e à utilização de dispositivos invasivos como cateteres e ventilação mecânica, favorecendo a transmissão de microrganismos multirresistentes e o aumento do uso de antimicrobianos.

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/pandemia-pode-aumentar-o-risco-de-resistencia-microbiana

Anvisa interrompe estudo de tratamento para Covid-19

Após a identificação de um evento adverso grave, a Anvisa determinou a suspensão da aplicação intravenosa de plasma do sangue do cordão umbilical e placentário humano (Plasmacord®️) em estudo de tratamento da Covid-19, a fim de avaliar a sua segurança e tolerabilidade. O estudo é patrocinado pela Cryopraxis Criobiologia Ltda. Já o centro que o realiza é o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo.

Ocorrido no dia 17/11, o evento foi comunicado à Agência, que decidiu interromper o procedimento de infusão para a avaliação dos dados observados até o momento, a fim de avaliar a relação causal e julgar o risco/benefício da continuidade do estudo.

Esse tipo de interrupção faz parte dos procedimentos de boas práticas clínicas esperadas para os estudos clínicos conduzidos no Brasil. Com a decisão, estão suspensas novas aplicações do produto. É necessário esclarecer que não se trata de uma vacina.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/anvisa-interrompe-estudo-de-tratamento-para-covid-19

OPAS: Líderes mundiais unem forças para lutar contra crise cada vez maior de resistência aos antimicrobianos

Os chefes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram nesta sexta-feira (20) o One Health Global Leaders Group (Grupo de Líderes Mundiais Saúde Única, em tradução livre para o português) para a resistência antimicrobiana.

Entre os membros do grupo estão chefes de Estado, ministros de governos e líderes do setor privado e da sociedade civil. O grupo é copresidido por Mia Mottley, primeira-ministra de Barbados, e Sheikh Hasina Wazed, primeira-ministra de Bangladesh.

O grupo contará com a liderança e influência dessas figuras de renome mundial com o intuito de catalisar a atenção e as ações globais para preservar os medicamentos antimicrobianos e evitar as consequências desastrosas da resistência antimicrobiana.

Organizações Tripartite lançaram o grupo durante a Semana Mundial de Conscientização Antimicrobiana 2020 (celebrada entre 18 e 24 de novembro) como parte de seu apelo compartilhado a uma ação unida para preservar e proteger os medicamentos antimicrobianos. O grupo foi criado em resposta a uma recomendação do Grupo de Coordenação Interinstitucional sobre Resistência aos Antimicrobianos e apoiado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas.

O diretor-geral descreveu o rápido aumento da resistência antimicrobiana como uma das ameaças mais urgentes do mundo à saúde humana, animal, vegetal e ambiental – colocando em risco a segurança alimentar, o comércio internacional, o desenvolvimento econômico e minando o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A resistência antimicrobiana também leva ao aumento dos custos de saúde, internações hospitalares, falhas no tratamento, doenças graves e morte.

Fonte: https://www.paho.org/pt/noticias/20-11-2020-lideres-mundiais-unem-forcas-para-lutar-contra-crise-cada-vez-maior-resistencia

OPAS recomenda evitar viagens e grandes reuniões durante celebrações de fim de ano

Viagens e festas de fim de ano envolvem riscos e, para torná-las o mais seguras possível durante a pandemia de COVID-19, as pessoas devem seguir as orientações das autoridades de saúde nacionais, afirmou nesta quarta-feira (25) o subdiretor da  Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa.

“Durante uma pandemia, não existe época de festas sem riscos. Cada encontro, cada viagem de compras e cada plano de viagem aumentam as chances de propagação do vírus”, ressaltou Barbosa em entrevista coletiva em Washington. “É fundamental que todos continuem praticando as medidas de saúde pública que sabemos serem eficazes no controle da propagação do vírus”, como usar uma máscara em público, inclusive na presença de pessoas de outras famílias, e manter uma distância segura de outras pessoas.

As pessoas também devem evitar espaços que fechados, lotados ou que envolvem contato próximo com outras pessoas, bem como lavar as mãos com frequência. “Essas medidas são especialmente importantes agora que entramos no período de festas de fim de ano, quando as comunidades se reúnem para marcar as celebrações religiosas e gerações de famílias se encontram para dar graças”, disse Barbosa.

“A OPAS e a OMS recomendam que os países com transmissão generalizada do vírus considerem seriamente o adiamento ou redução das reuniões em massa. Este não é o momento de realizar nenhuma grande reunião. Cada país, cidade e comunidade deve basear as decisões sobre a realização de eventos públicos nos últimos dados disponíveis – especialmente os que mostram onde o vírus está se espalhando e se os sistemas de saúde têm capacidade suficiente para lidar com os casos”, acrescentou o subdiretor da OPAS.

Fonte: https://www.paho.org/pt/noticias/25-11-2020-opas-recomenda-evitar-viagens-e-grandes-reunioes-durante-celebracoes-fim-ano

CDC em Relato de Caso: Declínio nos anticorpos para SARS-CoV-2 após infecção leve entre profissionais de saúde da linha de frente em uma rede de hospitais multiestaduais nos EUA

O que já se sabe sobre esse assunto?

A maioria das pessoas desenvolve anticorpos específicos de vírus para SARS-CoV-2 após a infecção. No entanto, o cronograma do declínio de anticorpos ao longo do tempo é incerto.

O que é adicionado por este relato?

Entre 156 profissionais de saúde da linha de frente que tiveram resultados positivos no teste de anticorpos contra SARS-CoV-2 entre abril e agosto de 2020, 94% experimentaram um declínio na repetição do teste aproximadamente 60 dias depois, e 28% soroconverteram abaixo do limite de detecção da positividade. Os participantes com respostas iniciais de anticorpos mais altas eram mais propensos a terem anticorpos detectados no teste de acompanhamento do que aqueles que tinham uma resposta inicial de anticorpos mais baixa.

Quais são as implicações para a prática de saúde pública?

Os anticorpos SARS-CoV-2 diminuem ao longo das semanas após a infecção aguda. Os resultados sorológicos negativos da SARS-CoV-2 não excluem a infecção anterior, que tem impactos significativos sobre como os estudos sorológicos são interpretados.

Fonte: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6947a2.htm?s_cid=mm6947a2_x

Como o CDC está fazendo recomendações de vacinas COVID-19

O CDC está fazendo recomendações de vacinação contra a doença coronavírus 2019 (COVID-19) para os Estados Unidos com base em informações do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização (ACIP). O ACIP é um comitê consultivo federal formado por especialistas médicos e de saúde pública que desenvolvem recomendações sobre o uso de vacinas no público dos Estados Unidos.

Desde o início da pandemia, o ACIP tem realizado reuniões especiais para revisar dados sobre COVID-19 e as vacinas em desenvolvimento. Antes de fazer recomendações, o ACIP planeja revisar todas as informações dos ensaios clínicos disponíveis, incluindo descrições de:

– Quem está recebendo cada vacina candidata (idade, raça, etnia, condições médicas subjacentes)

– Como diferentes grupos respondem à vacina

– Efeitos colaterais experimentados.

Se a Food and Drug Administration (FDA) autorizar ou aprovar uma vacina COVID-19, o ACIP realizará rapidamente uma reunião pública para revisar todos os dados disponíveis sobre essa vacina (inscreva-se para receber atualizações por e-mail sempre que as informações da reunião do ACIP forem atualizadas). A partir desses dados, o ACIP votará se recomendará a vacina e, em caso afirmativo, quem deve recebê-la. Incluído nas recomendações do ACIP estará a orientação sobre quem deve receber as vacinas COVID-19 se o fornecimento for limitado. As recomendações devem ser enviadas ao diretor do CDC para aprovação antes de se tornarem a política oficial do CDC.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/vaccines/recommendations-process.html 

OMS – Principais competências para profissionais de prevenção e controle de infecções

A Organização Mundial de Saúde disponibilizou um documento onde o órgão identificou oito componentes principais devem ser estabelecidos nos países para garantir programas de prevenção e controle de infecção (PPCI) eficazes.

Prevenir danos aos pacientes, profissionais de saúde e visitantes devido a infecções associadas aos cuidados de saúde (IRAS) é fundamental para alcançar cuidados de qualidade seguros e reduzir a resistência aos antimicrobianos (RA). Da mesma forma, prevenir e reduzir a transmissão de doenças infecciosas que podem representar ameaças, como gripe pandêmica ou infecção semelhante à influenza, coronavírus, doença pelo vírus Ebola e outros patógenos emergentes com tendência a epidemias, é fundamental. Apoiado por muitas partes interessadas no campo de prevenção e controle de infecção, a OMS emitiu recomendações e especificações para programas eficazes de PPCI e a abordagem para sua implementação.

Link: https://www.ccih.med.br/who-core-competencies-2020/

Artigo – Evidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave por Reinfecção por Coronavírus 2 Após Recuperação de Doença de Coronavírus Leve 2019

Jee-Soo Lee, 1,a So Yeon Kim, 2,a Taek Soo Kim, 1,a Ki Ho Hong, 3 Nam-Hee Ryoo, 4 Jaehyeon Lee, 5 Jae Hyeon Park, 1 Sung Im Cho, 1 Man Jin Kim, 1 Young-gon Kim, 1 Boram Kim, 1 Ho Seob Shin, 1 Hyeon Sae Oh, 1 Myoung-Seock Seo, 1 Tae-Rin Gwon, 1 Yeonjae Kim, 6 Jun-Sun Park, 7 Bum Sik Chin, 6 Wan Beom Park, 8 Sung Sup Park, 1 and Moon-Woo Seong1 1 Department of Laboratory Medicine, Seoul National University Hospital, Seo

Resultados positivos da reação em cadeia da polimerase de transcrição reversa em tempo real (rRT-PCR) em pacientes recuperados levantam a preocupação de que os pacientes que se recuperam da doença coronavírus 2019 (COVID-19) podem estar em risco de reinfecção. Atualmente, no entanto, não foram relatadas evidências que apoiam a reinfecção com síndrome respiratória aguda grave por coronavírus 2 (SARS-CoV-2).

Este grupo de pesquisa realizou o sequenciamento do genoma completo do RNA viral de amostras clínicas na infecção inicial e no segundo teste positivo de 6 pacientes que haviam se recuperado de COVID-19.

Um total de 13 RNAs virais das amostras respiratórias dos pacientes foram obtidos consecutivamente, o que permitiu caracterizar a diferença nos genomas virais entre a infecção inicial e o segundo teste positivo. No momento desta segunda testagem, eles foram capazes de adquirir uma sequência completa do genoma do paciente 1, uma jovem de 21 anos previamente saudável. Nesta paciente, por meio da análise filogenética, constataram que o RNA viral do re-teste positivo foi distinto daquele da infecção inicial, sugerindo que houve uma reinfecção do SARS-CoV-2 com um subtipo que era diferente daquele da cepa primária.

Assim, a reinfecção com uma cepa SARS-CoV-2 geneticamente distinta pode ocorrer em um paciente imunocompetente após recuperação de COVID-19 leve. A infecção por SARS-CoV-2 pode não conferir imunidade contra uma cepa diferente de SARS-CoV-2.

Link: https://www.ccih.med.br/ciaa1421/ 

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: [email protected] ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104


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