Neste número temos sinopses principalmente sobre: vacina de RNA mensageiro, planos de vacinação, registro de vacinas pela ANVISA, Covid-19, plano nacional de operacionalização da vacinação, autoclavação da máscaras N95 para reuso, higiene hospitalar e contaminação ambiental e reflexos do emponderamento das CCIHs.

Queríamos agradecer todos que arriscaram sua vida atendendo a população, muitas vezes sob condições inseguras e desejar um 2021 de saúde e reconhecimento de sua importância essencial neste contexto pandêmico. Continuarmos com nosso papel de encaminhar informações sintéticas com qualidade, tanto em nosso boletim como nas atividades de nosso site, destacando as lives e os artigos científicos publicados, tudo pode ser facilmente acessado a partir de nosso aplicativo para celulares. Para os alunos as novidades não param, principalmente em nossa biblioteca virtual e na plataforma EAD, que continuará sendo aprimorada, incluindo a nova edição de várias aulas e novos temas. Para 2021 um novo curso estará disponível para todos, inicialmente EAD, mas com projetos para termos também presencial em todo país, assim que tivermos segurança para nossos alunos e professores.

Uma mensagem para todos nós

Um ano difícil, desafiador, como nunca poderíamos imaginar! Isolados dos entes queridos, pressionados a dar respostas, convocados a lutar contra a pandemia. Amigos, que este final de ano seja repleto de SAÚDE, solidariedade, amor e empatia para todos vocês e suas famílias. Agora vocês sabem como são capazes de vencer grandes batalhas. Feliz Natal e um excelente final de ano!

Confira o andamento da análise das vacinas na Anvisa

A Anvisa passou a divulgar o status das análises preliminares para registro e outras informações de vacinas contra Covid-19.

Acessando o link abaixo, confira a tabela com o andamento da submissão de documentos apresentados pelas empresas desenvolvedoras. Sempre que houver mudanças no cenário, os dados desta página serão atualizados.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/andamento-da-analise-das-vacinas-na-anvisa

Ministério da Saúde apresenta Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19

Pelo planejamento, o início da distribuição das doses realizada pelo Ministério da Saúde acontecerá em até cinco dias após aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As vacinas serão enviadas aos estados, que serão encarregados de distribuir aos municípios.

“Todas as vacinas produzidas pelo Brasil terão prioridade do SUS. Todos os estados brasileiros serão tratados de forma igualitária, proporcional e grátis, recebendo vacinas registradas e com garantia de sua segurança e eficácia”, disse o ministro da Saúde.

A previsão é de que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída no primeiro semestre de 2021. São eles:

– Primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena;

– Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos;

– Terceira fase: pessoas com comorbidades (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras);

Outros grupos populacionais também considerados prioritários, como professores, trabalhadores dos serviços essenciais (forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema de provação de liberdade), populações quilombolas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e outros grupos serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses a serem adquiridas.

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/presidente-da-republica-e-ministro-eduardo-pazuello-apresentam-plano-de-vacinacao-contra-a-covid-19-201ctodas-as-vacinas-produzidas-no-brasil-terao-prioridade-do-sus201d

CDC – Compreendendo as vacinas mRNA COVID-19

Dentro do mês, as vacinas de RNA mensageiro – também chamadas de vacinas de mRNA – provavelmente serão algumas das primeiras vacinas COVID-19 autorizadas para uso nos Estados Unidos.

As vacinas de mRNA são um novo tipo de vacina para proteger contra doenças infecciosas. Para desencadear uma resposta imunológica, muitas vacinas colocam um germe enfraquecido ou inativado em nosso corpo. Mas nas vacinas de mRNA, ao invés disso, eles ensinam nossas células como fazer uma proteína – ou mesmo apenas um pedaço de uma proteína – que desencadeia uma resposta imunológica dentro de nossos corpos. Essa resposta imunológica, que produz anticorpos, é o que nos protege de sermos infectados se o vírus real entrar em nosso corpo.

As vacinas de mRNA COVID-19 fornecem instruções para que nossas células façam um pedaço inofensivo do que é chamado de “proteína spike”, que é encontrada na superfície do vírus que causa COVID-19.

As vacinas de mRNA COVID-19 são administradas no músculo do braço. Uma vez que as instruções (mRNA) estão dentro das células do sistema imunológico, as células as usam para fazer o pedaço de proteína. Depois que o pedaço de proteína é feito, a célula decompõe as instruções e se livra delas.

Em seguida, a célula exibe o pedaço de proteína em sua superfície. Nosso sistema imunológico reconhece que a proteína não pertence a esse local e começa a construir uma resposta imunológica e a produzir anticorpos, como o que acontece na infecção natural contra COVID-19.

No final do processo, nossos corpos aprenderam como se proteger contra infecções futuras. O benefício das vacinas de mRNA, como todas as vacinas, é que aquelas vacinadas ganham essa proteção sem nunca ter que correr o risco das graves consequências de adoecer com COVID-19.

Atualmente não há vacinas de mRNA licenciadas definitivamente nos Estados Unidos. No entanto, os pesquisadores vêm estudando e trabalhando com eles há décadas. O interesse por essas vacinas cresceu porque podem ser desenvolvidas em um laboratório usando materiais disponíveis. Isso significa que o processo pode ser padronizado e ampliado, tornando o desenvolvimento de vacinas mais rápido do que os métodos tradicionais de produção.

As vacinas de mRNA foram estudadas antes para gripe, zika, raiva e citomegalovírus (CMV). Assim que as informações necessárias sobre o vírus que causa COVID-19 estavam disponíveis, os cientistas começaram a projetar as instruções de mRNA para as células construir a proteína spike única em uma vacina de mRNA.

A tecnologia de vacina de mRNA do futuro pode permitir que uma vacina forneça proteção para várias doenças, diminuindo assim o número de injeções necessárias para proteção contra doenças comuns evitáveis ​​por vacinas.

Além das vacinas, a pesquisa do câncer usou mRNA para acionar o sistema imunológico para atingir células cancerosas específicas.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/vaccines/different-vaccines/mrna.html

Diretora da OPAS afirma que as vacinas contra COVID-19 não serão uma solução fácil e rápida para as Américas

A pandemia de COVID-19 que teve início em 2020 “é, sem dúvida, o evento de saúde pública mais inesperado de nossas vidas”, afirmou nesta quarta-feira (16) a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne. “Esta pandemia se destaca tanto em escala quanto em impacto. E ressaltou dois dos desafios de longa data de nossa região: a desigualdade e falta de investimento em nossos sistemas de saúde”.

“Desde o início desta pandemia, há menos de um ano, a Região das Américas registrou quase 31 milhões de casos e 787 mil mortes por COVID-19. Isso representa cerca de metade de todas as infecções e mortes pela doença em todo o mundo”, disse Etienne em coletiva de imprensa.

“Embora esperemos que 2021 inaugure um novo capítulo em nossa luta contra esse vírus, proteger milhões de pessoas em nossa região com as vacinas contra a COVID-19 será um grande empreendimento. Portanto, devemos ser pacientes e realistas de que COVID-19 estará entre nós por algum tempo – portanto, nosso trabalho para controlá-lo não pode e não deve parar”, enfatizou Etienne.

A diretora da OPAS observou que 2020 foi um ano diferente de qualquer outro. “Espero que, ao olharmos para trás, nos lembremos dele não apenas como o ano que nos trouxe a COVID-19, mas o ano em que finalmente decidimos fazer da saúde nossa maior prioridade.”

O controle da pandemia, disse Etienne, “exigirá que prestemos atenção às lições que aprendemos até agora e enfrentemos os desafios de longa data que nos impediram: desigualdade generalizada e sistemas de saúde com recursos insuficientes”.

“Os sistemas de saúde em nossa região lutaram para administrar o influxo de casos de COVID-19 devido aos suprimentos, espaço e pessoal limitados. A resposta à COVID-19 também interrompeu os serviços de saúde essenciais dos quais as pessoas dependem para lidar com doenças como HIV, TB, diabetes e hipertensão. Como resultado, os pacientes correm um risco maior dessas condições tratáveis e nossa região pode perder décadas de progresso”, observou a diretora da OPAS.

https://www.paho.org/pt/noticias/16-12-2020-diretora-da-opas-afirma-que-vacinas-contra-covid-19-nao-serao-uma-solucao-facil/

OPAS atualiza funções essenciais de saúde pública para países das Américas

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) chamou nesta sexta-feira (11) os países das Américas a renovarem as funções essenciais de saúde pública para fornecer serviços e ações de qualidade, enfrentar epidemias e avançar rumo à saúde universal.

“Esta pandemia nos mostrou claramente que há necessidade de sistemas de saúde mais fortes que promovam e protejam a saúde da população”, disse a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne. “Quero chamar os países a investirem nas funções essenciais de saúde pública e em todos os setores, visto que os investimentos têm sido insuficientes no desenvolvimento das capacidades básicas de saúde pública para responder aos atuais desafios”.

Como parte do Dia Universal da Saúde, celebrado a cada 12 de dezembro para aumentar a conscientização sobre a importância do acesso à saúde como um direito humano essencial, a OPAS lançou a publicação The Essential Public Health Functions in the Americas: A Renewal for the 21st Century.

https://www.paho.org/pt/noticias/11-12-2020-opas-atualiza-funcoes-essenciais-saude-publica-para-paises-das-americas

Quando a vacina é limitada, quem é vacinado primeiro?

Como o fornecimento da vacina COVID-19 nos Estados Unidos será limitado no início, o CDC recomenda que o fornecimento inicial da vacina COVID-19 seja alocado para profissionais de saúde e residentes de instituições de cuidados de longa duração. O CDC fez esta recomendação em 3 de dezembro de 2020 e com base nas recomendações do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização (ACIP), um painel independente de especialistas médicos e de saúde pública.

As recomendações foram feitas com estes objetivos em mente:

  • Diminua a morte e as doenças graves tanto quanto possível.
  • Preserve o funcionamento da sociedade.
  • Reduza a carga extra que o COVID-19 está tendo sobre as pessoas que já enfrentam disparidades.

Conforme aumenta a disponibilidade da vacina, as recomendações de vacinação vão se expandir para incluir mais grupos

O objetivo é que todos possam obter facilmente a vacinação COVID-19 assim que grandes quantidades da vacina estiverem disponíveis.

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/vaccines/recommendations.html

São Paulo confirma o 1º caso de reinfecção por COVID-19 no estado

A Secretaria de Estado da Saúde de SP confirmou na noite desta quarta-feira (16) o primeiro caso de reinfecção pelo novo coronavírus do Estado de São Paulo.

A confirmação foi feita pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz, referência nacional e vinculado à pasta estadual, após o sequenciamento genético de duas amostras clínicas de um caso suspeito, identificadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).

A paciente é uma mulher de 41 anos, que está viva e é residente de Fernandópolis (região de São José do Rio Preto). Ela desenvolveu a doença em junho, com resultado positivo em exame laboratorial. Se curou, e teve nova detecção em novembro, 145 dias após o primeiro diagnóstico. O caso apresentou todos os critérios estabelecidos em nota técnica do Ministério da Saúde para confirmação de reinfecção.

Os dois exames foram analisados pelo laboratório regional do Lutz de São José do Rio Preto. O Laboratório Estratégico do Instituto Central, localizado na capital, fez o sequenciamento do genoma completo e identificou que se tratam de duas linhagens distintas do vírus, o que pode justificar a reinfecção.

Uma delas foi constatada exclusivamente no Brasil, e a outra já identificada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Chile, conforme sequências comparadas com o banco de dados online e mundial GISAID (na Global Initiative on Sharing All Influenza Data) – Iniciativa Global de Compartilhamento de Todos os Dados sobre Influenza, na tradução.

Fonte: https://www.saopaulo.sp.gov.br/noticias-coronavirus/sao-paulo-confirma-o-1o-caso-de-reinfeccao-por-covid-19-no-estado/

Revisão sistemática: enxaguantes bucais com peroxido de hidrogênio tem efeito virucida?

O enxágue bucal com solução de peróxido de hidrogênio a 1% foi recomendado por suposta redução no risco de contaminação pleo Sars-CoV-2. Os autores realizaram uma revisão sistemática sobre o tema com a finalidade de determinar o grau de evidência científica desta prática.

Fonte: https://www.ccih.med.br/revisao-sistematica-enxaguantes-bucais-com-peroxido-de-hidrogenio-tem-efeito-virucida/

Reprocessamento em autoclave a vapor por gravidade em instalações de saúde para reutilização de respiradores N95

O reprocessamento de máscaras N95 foi uma prática emergencial realizada muitas vezes empiricamente devido a falta e necessidade desse importante EPI, durante a pandemia. Este estudo procura validar experimentalmente esta prática, comparando vários tipos de máscaras N95.

Fonte: https://www.ccih.med.br/reprocessamento-em-autoclave-a-vapor-por-gravidade-em-instalacoes-de-saude-para-reutilizacao-de-respiradores-n95/

Contaminação ambiental de pacientes covid-19 com pneumonia grave e ventilação mecânica ou oxigenoterapia de alto fluxo

Além da transmissão comunitária, o SARS-CoV-2 também causou surtos associados a cuidados de saúde em hospitais, levando a preocupações de que seja transmitido não apenas por contato direto com gotículas, mas também por contaminação ambiental ou transmissão aérea em circunstâncias específicas, como durante procedimentos de geração de aerossóis. Identificar a extensão exata da contaminação ambiental e o risco potencial associado de transmissão viral é essencial para a prevenção e controle de infecções em hospitais e para a proteção dos profissionais de saúde.

Fonte: https://www.ccih.med.br/contaminacao-ambiental-de-pacientes-covid-19-com-pneumonia-grave-e-ventilacao-mecanica-ou-oxigenoterapia-de-alto-fluxo/

Como melhorar e emponderar o quadro de pessoal que trabalha no controle de infecção de uma organização

O campo de Prevenção e Controle de Infecções tem se desenvolvido e se tornado muito complexo, requerendo cada vez mais profissionais devidamente habilitados para resolver as necessidades desta crescente demanda. Assim como também responder as situações como surtos, epidemias globais, problemas de saúde pública que afetam a comunidade em geral e apoiar leis e regulamentos que crescem a cada dia no âmbito da Saúde de uma determinada População.

Fonte: https://www.ccih.med.br/como-melhorar-e-emponderar-o-quadro-de-pessoal-que-trabalha-no-controle-de-infeccao-de-uma-organizacao/

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: [email protected] ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104


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