O pioneirismo do controle de infecção lhe dá mais de 50 anos de experiência no trabalho em equipe multidisciplinar, revisão e padronização de condutas, uso criterioso de medicamentos, notificação de doenças e eventos adversos, investigação de episódios que fogem do normal, trabalho com indicadores e feedback aos profissionais e gestores de saúde. Esta vasta experiência, ajudou na implantação de várias outras comissões hospitalares e no processo de acreditação. A pandemia só veio reforçar sua importância para a segurança dos pacientes, profissionais de saúde e da própria humanidade, com a ampliação da abordagem epidemiológica para eventos não infecciosos e adversidades que também acometem a comunidade, como doenças emergentes e resistência microbiana.

A Programação da TV CCIH comprova esta importância na sua programação. Neste boletim trazemos importantes informações sobre a pandemia, seu tratamento e prevenção, no Brasil e no mundo, em importante estudo multicêntrico consensado pela OMS. Também falamos sobre outras doenças infecciosas, impactos do desmatamento na biodiversidade e matérias primas para produção de novos medicamentos. Na capa deste boletim mostramos foto tirada de satélite das queimadas na floresta amazônica e pantanal.
Boa leitura.

Programação da TV CCIH: de 19 a 23 de outubro

Estaremos com vocês de segunda a sexta-feira, sempre a partir das 20:00 horas trazendo nossos professores e convidados especiais com programas de qualidade sobre a pandemia, controle de infecção, segurança do paciente. Nos programas SuperAção teremos, na terça-feira, o presidente da AGIH, que realiza o tradicional Sul-encontro, um evento que além de ciência, acolhe com excelência e cordialidade participantes de todos Brasil. O infectologista, e nosso grande amigo, Carlos Starling estará na quinta-feira, com criatividade, é um exemplo da importância da solidariedade e do trabalho em equipe e faz parte da grande amizade que une os pioneiros do controle de infecção no Brasil. No encontro com professores estaremos com Victor Grabois, também presidente da SOBRASP, para falar sobre segurança além do paciente hospitalizado; Eliane Molina para falar de critérios para incorporação tecnológica e estaremos revisando a conversa com a infectologista Lessandra Michelin sobre vacinas contra a Covid.

Adenovírus, placebo, in vitro? ANVISA disponibiliza dicionário da pandemia

Entre eles, a necessidade de compreender termos que antes eram comuns apenas aos profissionais de saúde. Para que a sociedade possa acompanhar, com clareza, as etapas de desenvolvimento das vacinas e tudo relacionado ao tema, a equipe de Comunicação Social da Agência, com a apoio das áreas técnicas, elaborou um glossário, que você pode conferir no link abaixo:

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/adenovirus-placebo-in-vitro-dicionario-da-pandemia

Nota sobre suspensão dos testes de vacina

Anvisa recebeu hoje um comunicado da empresa Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. (divisão farmacêutica da Johnson & Johnson), patrocinadora do estudo clínico ENSEMBLE, que investiga a segurança e a eficácia da vacina VAC31518COV3001 contra a Covid-19. Nesse comunicado, a empresa informa que o estudo foi temporariamente interrompido devido a um evento adverso grave ocorrido em um voluntário no exterior. Maiores detalhes sobre o evento e o estado de saúde do voluntário permanecem em sigilo. O estudo continuará interrompido até que haja investigação de causalidade por parte do Comitê Independente de Segurança, como parte dos procedimentos de Boas Práticas Clínicas.

No Brasil, a inclusão do primeiro voluntário no estudo ocorreu em 9 de outubro e novas inclusões só poderão ocorrer quando houver autorização da Anvisa, que procederá com a análise dos dados da investigação e decidirá pela continuidade ou interrupção permanente do estudo clínico, com base nos dados de segurança e avaliação risco/benefício.

Até o momento, 12 voluntários no Brasil, todos do Rio de Janeiro, já haviam participado do teste, recebendo a dose da vacina ou do placebo.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/nota-sobre-suspensao-dos-testes-da-vacina 

Dia D: OPAS participa de mobilização para vacinar crianças e adolescentes no Brasil

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou neste sábado da abertura nacional do Dia D para a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, em Ceilândia, no Distrito Federal. Mais de 40 mil postos de vacinação em todo o país foram abertos.

O objetivo é mobilizar a população para manter as vacinas em dia e se proteger também de diversas doenças, como pólio, sarampo, febre amarela, rubéola, caxumba, hepatites A e B, dentre outras. A campanha de multivacinação, promovida pelo Ministério da Saúde do Brasil, segue até 30 de outubro e ocorre paralelamente à campanha contra a poliomielite. Essa doença viral pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total de crianças, podendo afetar também os adultos não vacinados.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6311:dia-d-opas-participa-de-mobilizacao-para-vacinar-criancas-e-adolescentes-no-brasi&Itemid=820

Novos testes rápidos de antígeno podem transformar resposta à COVID-19 nas Américas

Novos testes diagnósticos aprovados pela OMS – acessíveis, confiáveis e realizáveis em qualquer lugar –  podem transformar a resposta à COVID-19 na Região, permitindo que profissionais de saúde realizem testes precisos e rápidos, mesmo em comunidades remotas, afirmou nesta quarta-feira (14) a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne.

Ao contrário dos testes rápidos de anticorpos, que podem mostrar quando alguém teve COVID-19, mas que geralmente apresentam resultados negativos durante os estágios iniciais da infecção, os novos testes rápidos de antígenos são muito mais precisos para determinar se alguém está infectado.

“Ao fornecer resultados rapidamente, o novo teste capacita profissionais de saúde da linha de frente a manejar melhor os casos, isolando os pacientes para evitar uma propagação maior e para começar o tratamento imediatamente”, disse Etienne em coletiva de imprensa. “Se for amplamente distribuído, este novo teste transformará nossa resposta à COVID-19”.

Etienne disse que os testes de diagnóstico serão particularmente úteis em áreas de difícil acesso, sem fácil acesso a um laboratório, que foram desproporcionalmente afetadas pela pandemia.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6308:novos-testes-rapidos-de-antigeno-podem-transformar-resposta-a-covid-19-nas-americas&Itemid=812 

Progresso global no combate à tuberculose está em risco, afirma OMS

Antes da pandemia de COVID-19, muitos países estavam observando constantes progressos no combate à tuberculose (TB), com uma redução de 9% na incidência observada entre 2015 e 2019 e uma queda de 14% nas mortes pela doença no mesmo período. Compromissos políticos globais de alto nível estavam produzindo resultados. No entanto, um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que o acesso aos serviços de TB continua a ser um desafio e que as metas globais de prevenção e tratamento provavelmente serão perdidas sem ações e investimentos urgentes.

Aproximadamente 1,4 milhão de pessoas morreram por doenças relacionadas à tuberculose em 2019. Das cerca de 10 milhões de pessoas que desenvolveram TB naquele ano, cerca de 3 milhões não foram diagnosticados com a doença ou não foram oficialmente notificados às autoridades nacionais.

A situação é ainda mais aguda para pessoas com tuberculose multidroga resistente (TB MDR). Cerca de 465 mil pessoas foram recentemente diagnosticadas com TB resistente aos medicamentos em 2019 e, destas, menos de 40% conseguiram obter tratamento. Também houve progresso limitado na ampliação do acesso ao tratamento para prevenir a doença.

As interrupções nos serviços causadas pela pandemia de COVID-19 levaram a mais retrocessos. Em muitos países, recursos humanos, financeiros e outros recursos foram realocados da TB para a resposta à COVID-19. Os sistemas de coleta de dados e relatórios também foram impactados negativamente.

De acordo com o novo relatório, os dados coletados em mais de 200 países mostraram reduções significativas nas notificações de casos de TB, com quedas de 25%-30% notificadas em 3 países com alta carga da doença – Índia, Indonésia e Filipinas – entre janeiro e junho de 2020 em comparação com o mesmo período de 6 meses em 2019. Essas reduções nas notificações de casos podem levar a um aumento dramático nas mortes a mais por TB, de acordo com a modelagem da OMS.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6307:progresso-global-no-combate-a-tuberculose-esta-em-risco-afirma-oms&Itemid=812

CDC – Tratamentos que seu médico pode recomendar para doenças graves

Quaisquer tratamentos usados ​​para COVID-19 devem ser tomados sob os cuidados de um profissional de saúde. Pessoas foram seriamente prejudicadas e até morreram após tomarem produtos não aprovados para autotratamento.

O National Institutes of Health (NIH) desenvolveu e atualiza regularmente Diretrizes de Tratamento para ajudar a orientar os profissionais de saúde que cuidam de pacientes com COVID-19. Atualmente, existem várias abordagens para o tratamento de pacientes com COVID-19 grave que estão sendo atendidos no hospital. Em estudos, alguns medicamentos mostraram algum benefício na redução da gravidade da doença ou risco de morte, por diferentes mecanismos:

– Retardando o vírus. Os medicamentos antivirais reduzem a capacidade do vírus de se multiplicar e se espalhar pelo corpo.

Remdesivir é um medicamento antiviral recomendado nas atuais diretrizes de tratamento do NIH para pacientes hospitalizados com COVID-19 e, se os suprimentos forem limitados, precisam de oxigênio suplementar. O Remdesivir é administrado aos pacientes por perfusão nas veias.

– Reduzindo uma resposta imune hiperativa. Em pacientes com COVID-19 grave, o sistema imunológico do corpo pode reagir exageradamente à ameaça do vírus. Isso pode causar danos aos órgãos e tecidos do corpo. Alguns tratamentos podem ajudar a reduzir uma resposta imunológica hiperativa que piora a doença.

Dexametasona é um medicamento esteróide, semelhante a um hormônio natural produzido pelo corpo. As Diretrizes de Tratamento do NIH recomendam dexametasona, ou um medicamento semelhante, para alguns pacientes hospitalizados com COVID-19 grave para prevenir ou reduzir lesões no corpo. A dexametasona é recomendada para pacientes que precisam de oxigênio suplementar.

– Tratamento de complicações. O vírus que causa a COVID-19 pode danificar o coração, vasos sanguíneos, rins, cérebro, pele, olhos e órgãos gastrointestinais. Também pode causar outras complicações. Dependendo das complicações, tratamentos adicionais podem ser usados ​​para pacientes hospitalizados gravemente enfermos, como anticoagulantes para prevenir ou tratar coágulos sanguíneos.

– Apoiar a função imunológica do corpo. Os anticorpos de pacientes que se recuperaram de COVID-19 (plasma convalescente) ou anticorpos fabricados para COVID-19 (como anticorpos monoclonais) podem se anexar a partes do vírus. Isso poderia ajudar o sistema imunológico a reconhecer e responder de forma mais eficaz ao vírus, mas atualmente o documento das Diretrizes de Tratamento do NIH considera que não há evidências suficientes para recomendar esses tratamentos.

Aliviar os sintomas e promover as defesas naturais do corpo.

Tomar medicamentos, como paracetamol ou ibuprofeno, pode reduzir a febre.

Beber ou receber fluidos intravenosos pode ajudar os pacientes a se manterem hidratados.

Descansar bastante pode ajudar o corpo a combater o vírus.

Outros produtos estão sendo estudados como potenciais tratamentos para COVID-19.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/your-health/treatments-for-severe-illness.html

Dinâmica de transmissão do COVID-19 por faixa etária nos condados dos Estados Unidos, entre abril-setembro de 2020

O CDC trabalha com outras agências federais para identificar condados com incidência crescente de doença coronavírus 2019 (COVID-19) e oferece suporte aos departamentos de saúde estaduais, tribais, locais e territoriais para limitar a propagação do vírus SARS-CoV-2 que causa COVID-19. Compreender se o aumento da incidência em alguns condados está ocorrendo predominantemente em grupos de idade específicos é importante para identificar oportunidades para prevenir ou reduzir a transmissão. A porcentagem de resultados positivos do teste de reação em cadeia da polimerase-transcrição reversa SARS-CoV-2 (RT-PCR) (porcentagem de positividade) é um indicador importante de transmissão da comunidade. * O CDC analisou tendências temporais em porcentagem de positividade por faixa etária nos condados antes e depois de sua identificação como pontos de elevada transmissão. Entre 767 condados de identificados durante junho e julho de 2020, aumentos iniciais na positividade percentual entre pessoas com idade ≤24 anos foram seguidos por várias semanas de positividade crescente em pessoas com idade ≥25 anos.

Em condados de pontos críticos, particularmente aqueles no Sul e Oeste, a positividade percentual aumentou mais cedo em pessoas mais jovens, seguido por várias semanas de positividade crescente entre grupos de idade mais velhos. Um aumento na porcentagem de resultados de teste positivos em grupos de idade mais avançada provavelmente resultará em mais hospitalizações, doenças graves e mortes.¶ Esses achados corroboram os padrões regionais no sul dos Estados Unidos, onde o percentual de positividade aumentou entre adultos de 20 a 39 anos, um aumento seguido precedidos por aqueles com ≥60 anos; forneceu evidências de que entre os adultos jovens, aqueles com idade entre 18 e 24 anos demonstram os primeiros aumentos na porcentagem de positividade; e ressaltou a importância de reduzir a transmissão de populações mais jovens para aquelas com maior risco de doença grave ou morte. Há uma necessidade urgente de abordar a transmissão entre as populações de adultos jovens, especialmente devido aos aumentos recentes na incidência de COVID-19 entre adultos jovens Esses dados também demonstram a urgência da preparação para os cuidados de saúde nos condados com altas taxas de transmissão, que provavelmente experimentarão aumentos nos casos de COVID-19 e hospitalizações entre as populações mais velhas nas semanas após o aparecimentos de mais casos em jovens.

Fonte:

https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6941e1.htm?s_cid=mm6941e1_x

OMS: O Solidarity Therapeutics Trial produziu evidências conclusivas sobre a eficácia de medicamentos utilizados para COVID-19, em tempo recorde

Em apenas seis meses, o maior ensaio de controle randomizado do mundo sobre a terapêutica COVID-19 gerou evidências conclusivas sobre a eficácia de medicamentos reutilizados para o tratamento de COVID-19.

Os resultados provisórios do Solidarity Therapeutics Trial, coordenado pela Organização Mundial da Saúde, indicam que remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir / ritonavir e regimes de interferon pareceram ter pouco ou nenhum efeito na mortalidade em 28 dias ou no curso intra-hospitalar de COVID-19 entre pacientes hospitalizados.

O estudo, que abrange mais de 30 países, analisou os efeitos desses tratamentos na mortalidade geral, início da ventilação e duração da permanência hospitalar em pacientes hospitalizados. Outros usos das drogas, por exemplo no tratamento de pacientes na comunidade ou para prevenção, teriam de ser examinados por meio de diferentes ensaios.

O progresso alcançado pelo Solidarity Therapeutics Trial mostra que grandes ensaios internacionais são possíveis, mesmo durante uma pandemia, e oferecem a promessa de responder de forma rápida e confiável a questões críticas de saúde pública relativas à terapêutica.

Os resultados do ensaio estão sob revisão para publicação em um jornal médico. A plataforma global do Solidarity Trial está pronta para avaliar rapidamente novas opções de tratamento promissoras, com quase 500 hospitais abertos como locais de teste. Novos medicamentos antivirais, imunomoduladores e anticorpos monoclonais anti-SARS COV-2 estão sendo considerados para avaliação.

Fonte: https://www.who.int/news/item/15-10-2020-solidarity-therapeutics-trial-produces-conclusive-evidence-on-the-effectiveness-of-repurposed-drugs-for-covid-19-in-record-time

Acesso a medicamentos é ameaçado com perda da biodiversidade

Para o professor aposentado de Farmacologia e diretor do Centro de Inovação e Ensaios Pré-clínicos (CIEnP), João Calixto, as plantas medicinais e os fungos são fundamentais para a farmacologia moderna. “Se olharmos para a história do desenvolvimento da medicina moderna, ela foi quase inteiramente baseada no estudo de plantas medicinais e microrganismos, especialmente para a fabricação de agentes anti-infecciosos”, salientou Calixto à DW.

Isso não é difícil de constatar. Os analgésicos mais consumidos do mundo, morfina e codeína, derivam da flor da papoula; o paclitaxel (taxol) é um medicamento quimioterápico comumente usado e obtido a partir da casca do teixo do Pacífico; a penicilina, um dos primeiros antibióticos, deriva de um mofo; e remédios para reduzir o colesterol se baseiam nas propriedades encontradas em fungos.

Ao danificar os ecossistemas e as espécies de plantas medicinais que vivem neles, não apenas diminui-se o acesso às matérias-primas para a descoberta de drogas, biotecnologia e modelos médicos, mas também são criadas as condições para a propagação de vírus a partir de animais selvagens para humanos.

Proteger ambientes saudáveis é “absolutamente essencial” para a descoberta de medicamentos em potencial, disse à DW a presidente da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), Danna Leaman. “De onde virá o próximo tratamento para leucemia? E o tratamento para Covid-19?”, questionou.

“Isso determina a nossa capacidade de ter acesso não apenas às fontes de medicamentos nas quais confiamos e conhecemos, mas também às fontes que ainda desconhecemos”, argumentou a presidente da IUCN. “A perda de habitat é a principal ameaça que as espécies enfrentam”.

O desmatamento, visando abrir espaço para a agricultura, e a expansão das cidades em áreas ricas em biodiversidade, como Brasil, Etiópia, Índia e América do Norte, dizimaram grandes áreas de floresta e habitats selvagens onde plantas e fungos são encontrados.

Fonte: https://www.ictq.com.br/farmacia-clinica/2155-acesso-a-medicamentos-e-ameacado-com-perda-da-biodiversidade?fbclid=IwAR1DtXPn0R5ruPX1bw0b0EzCNHKCyn6J-zBaQEAo_qJx5xYD-rbo0w5CmRA

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: [email protected]      ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104



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