Alteramos o título de nosso boletim semanal para InterAção SaLutar, ampliando a abordagem para tudo que se refere as ações dos profissionais e instituições de saúde no sentido de aprimorar a qualidade assistencial e a saúde coletiva. O novo nome do boletim faz menção à importância do trabalho em equipe pela saúde coletiva e destaca a luta de todos pelo bem comum.

Continuamos trazer novidades sobre a pandemia, mas traremos também informações importantes sobre controle e prevenção de infecções, centro de material e esterilização, segurança do paciente, qualidade assistencial, epidemiologia hospitalar e gestão dos serviços de saúde, além da programação de segunda a sexta-feira da nossa TV CCIH.

Manteremos sempre alto rigor científico na seleção e crítica das informações divulgadas, entendendo que num mundo pandêmico de fake News, pseudociência e de sobrecarga emocional e de informações, o tempo e a qualidade são essenciais.

Neste número falamos sobre polêmicas com a vacina de Oxford, revisão de cuidados com cadáveres, impactos do Covid-19 sobre a saúde coletiva e assistência às outras doenças, com destaque especial para segurança do paciente, suicídio e sepse, que em setembro têm datas comemorativas.

Programação da TV CCIH de 14 a 18 de setembro

Esta semana temos uma programação bem ampla voltada a temas emergentes em controle de infecção, qualidade e acreditação hospitalar e importantes encontros com professores do curso MBACME. Estas atividades começam sempre as 20:00 horas, são abertas ao público em geral e ficam disponíveis suas gravações para visualização posterior. Como inovação, adquirimos um aplicativo que aprimora as transmissões do programa SuperAção na plataforma Instagram, que juntamente com o Facebook também transmite ao vivo esse programa nas terças e quintas-feiras.

ANVISA: Suspensão e retomada dos testes da vacina da Astrazeneca / Oxford

A Anvisa recebeu, nesta terça-feira (8/9), o comunicado de suspensão dos testes da vacina do laboratório Astrazeneca contra a Covid-19, uma vez que o Brasil é um dos países que participam do estudo global.

O laboratório informou que o estudo COV002, que trata da avaliação de segurança e eficácia da vacina ChAdOx1 nCoV-19, será interrompido temporariamente, até que o evento adverso grave observado num voluntário do Reino Unido seja investigado quanto à sua relação com a vacina.

No Brasil, não há relato de eventos adversos graves em voluntários. A Anvisa já está em contato com o laboratório Astrazeneca para o acesso à totalidade das informações e interlocução com outras autoridades de medicamentos no mundo.

O objetivo é verificar se, de fato, o efeito inesperado tem relação com a vacina aplicada. Essa investigação é conduzida por um comitê independente de segurança, obrigatório para qualquer estudo clínico regulatório, composto por pesquisadores internacionais que não estejam vinculados ao estudo e que tem por função avaliar o caso e julgar a causalidade do evento adverso.

Segundo seu site oficial, “a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recebeu da empresa AstraZeneca, na tarde deste sábado (12/9), as informações necessárias para iniciar a análise de reativação do estudo clínico com a vacina da Universidade de Oxford no Brasil. Depois do anúncio de retomada do estudo no Reino Unido, feito pela Universidade de Oxford, a Anvisa vai seguir, nas próximas horas, o protocolo de análise necessário para avaliar o pedido. A Agência reitera que está comprometida com a celeridade na análise de todos os dados. Ao mesmo tempo, trabalha para garantir a segurança dos participantes do estudo clínico no Brasil.”

“Especialistas da Anvisa se reuniram na tarde deste sábado (12/9) para avaliar a retomada do estudo clínico da vacina de Oxford. A avaliação realizada considerou informações recebidas da agência reguladora britânica (Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency – MHRA), do Comitê Independente de Segurança do estudo clínico e da empresa patrocinadora do estudo, a AstraZeneca.  Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a Agência concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado.  É importante destacar que a Anvisa continuará acompanhando todos os eventos adversos observados durante o estudo e, caso seja identificada qualquer situação grave com voluntários brasileiros, irá tomar as medidas cabíveis para garantir a segurança dos participantes.”

Fontes:

http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_p_id=101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_groupId=219201&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_urlTitle=suspensao-dos-testes-da-vacina-da-astrazeneca&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_assetEntryId=6021349&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_type=content

http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/atualizacao-vacina-de-oxford-anvisa-recebe-dados-de-laboratorio/219201?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fnoticias%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D1

http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/anvisa-aprova-a-retomada-do-estudo-da-vacina-de-oxford/219201?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fnoticias%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D1%26p_r_p_564233524_tag%3Dnova%2Bvacina 

Entidades portuguesas promovem webinars sobre Covid-19

Começa nesta quinta-feira (10/9) um programa de webinars temáticos sobre a necessidade de conhecer e lidar com a Covid-19. A atividade é promovida pelo Instituto de Formação e Inovação em Saúde (Infosaúde), vinculado à Associação Nacional das Farmácias de Portugal (ANF), e realizada em parceria com a Associação de Farmacêuticos dos Países de Língua Portuguesa (AFPLP) e a Ordem dos Farmacêuticos de Portugal (OF).

Ao todo, serão quatro webinars (ver programação abaixo), realizadas sempre às 21h, no fuso de Portugal, o que corresponde às 17h, no horário de Brasília. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site da AFPLP.

O ciclo de webinars sobre Covid-19 integra a implementação do eixo de intervenção do Plano Estratégico da AFPLP, referente à formação contínua de profissionais. O objetivo é dar acesso a conteúdo técnico-científico nas áreas de intervenção do farmacêutico.

Atividade: Webinars temáticos – “Aprender a lidar com a Covid-19” 

Datas: de 10 de setembro a 12 de outubro 

Horário: sempre a partir das 21h (Portugal) – 17h (Brasil)  

Programação:

  • Dia 10/9 – Covid-19, Gripe e Doenças Pneumocócicas, com Dr. Filipe Froes 
  • Dia 17/9 – Covid-19 – Até quando?, com Dr. Ricardo Mexia 
  • 28/9 – Estado da Arte das Vacinas contra Covid-19, com Prof. João Rocha 
  • 12/10 – O que sabemos dos doentes Covid-19?, com Roberto Roncon 

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_p_id=101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_groupId=219201&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_urlTitle=entidades-portuguesas-promovem-webinars-sobre-covid-19&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_assetEntryId=6023088&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_type=content

10 de setembro: Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

Dez de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Uma data para refletirmos e falarmos sobre o tema. Afinal, são milhares de vidas perdidas nos quatro cantos do mundo. Por isso, as ações de prevenção se mostram essenciais.

Com o objetivo de orientar gestores e profissionais de saúde que atuam nos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP) e na assistência em geral, além daqueles que atuam no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), a Anvisa publica a Nota Técnica (NT) 09/2020. O documento busca a promoção de cuidados seguros e o esclarecimento sobre as principais práticas seguras de prevenção de suicídio de paciente, de tentativa de suicídio ou de dano autoinfligido que resulte em lesão séria durante a assistência dentro do serviço de saúde.

A Nota Técnica contempla, por exemplo, a identificação e a avaliação de risco de suicídio em serviços de saúde, bem como medidas gerais para minimização do risco e medidas ambientais, entre outras informações.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_p_id=101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_groupId=219201&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_urlTitle=10-de-setembro-dia-mundial-de-prevencao-ao-suicidio-&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_assetEntryId=6023379&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_type=content

OPAS: Pandemia de COVID-19 aumenta fatores de risco para suicídio

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou, nesta quinta-feira (10/9), que a pandemia da COVID-19 pode aumentar os fatores de risco para suicídio, incitando as pessoas a falarem abertamente e de forma responsável sobre o assunto. A ideia é que, mesmo com o distanciamento físico, as pessoas permaneçam conectadas com familiares e amigos e aprendam a identificar os sinais de alerta.

O coronavírus está afetando a saúde mental de muitas pessoas. Estudos recentes mostram um aumento da angústia, ansiedade e depressão, especialmente entre os profissionais de saúde. Somadas às questões de violência, transtornos por consumo de álcool, abuso de substâncias e sentimento de perda, tornam-se fatores importantes que podem aumentar o risco de uma pessoa decidir tirar a própria vida.

“Nós ainda não sabemos como o aumento da depressão, da violência doméstica e do uso de substâncias afetará as taxas de suicídio, mas é importante conversar sobre o assunto, apoiar uns aos outros nestes tempos de pandemia e conhecer os sinais de alerta de suicídio para ajudar a preveni-lo”, comentou o chefe de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OPAS, Renato Oliveira e Souza.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6277:pandemia-de-covid-19-aumenta-fatores-de-risco-para-suicidio&Itemid=839

OMS: COVID-19 pode reverter décadas de progresso em direção à eliminação de mortes infantis evitáveis, alertam agências

O número global de mortes de crianças menores de 5 anos caiu para seu ponto mais baixo registrado em 2019 – foram 5,2 milhões, versus 12,5 milhões em 1990, de acordo com novas estimativas de mortalidade divulgadas pelo UNICEF, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Divisão de População do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas e o Grupo Banco Mundial.

Desde então, no entanto, pesquisas do UNICEF e da OMS revelam que a pandemia de COVID-19 resultou em grandes interrupções nos serviços de saúde que ameaçam desfazer décadas de progresso conquistado com dificuldade.

“A comunidade global fez avanços significativos para eliminar as mortes evitáveis de crianças e não pode permitir que a pandemia de Covid-19 detenha esse progresso”, disse Henrietta Fore, diretora executiva do UNICEF. “Quando as crianças não têm acesso aos serviços de saúde porque o sistema está sobrecarregado e quando as mulheres têm medo de dar à luz no hospital por medo de infecção, elas também podem se tornar vítimas da Covid-19. Sem investimentos urgentes para reiniciar sistemas e serviços de saúde interrompidos, milhões de crianças menores de 5 anos, especialmente recém-nascidos, podem morrer”.

Nos últimos 30 anos, os serviços de saúde para prevenir ou tratar as causas da morte infantil, como prematuridade, baixo peso ao nascer, complicações durante o parto, sepse neonatal, pneumonia, diarreia e malária, bem como a vacinação, desempenharam um grande papel em salvar milhões de vidas.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6274:covid-19-pode-reverter-decadas-de-progresso-em-direcao-a-eliminacao-de-mortes-infantis-evitaveis-alertam-agencias&Itemid=820

OMS pede ação global contra a sepse – causa de uma em cada cinco mortes no mundo

O primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre sepse conclui que os esforços para combater milhões de mortes e incapacidades devido à sepse são dificultados por sérias lacunas no conhecimento, particularmente em países de baixa e média renda. Segundo estudos recentes, a sepse mata 11 milhões de pessoas a cada ano, muitas delas crianças. Também incapacita outros milhões.

Há uma urgente necessidade de dados melhores. A maioria dos estudos publicados sobre sepse foi conduzida em hospitais e unidades de terapia intensiva em países de alta renda, fornecendo poucas evidências sobre o os outros países. Além disso, o uso de diferentes definições de sepse, critérios diagnósticos e codificação de alta hospitalar torna difícil desenvolver uma compreensão clara da verdadeira carga global dessa condição.

“O mundo deve intensificar esforços urgentemente para melhorar os dados sobre a sepse para que todos os países possam detectar e tratar esta terrível condição a tempo”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Isso significa fortalecer os sistemas de informação em saúde e garantir o acesso a ferramentas de diagnóstico rápido e cuidados de qualidade, incluindo medicamentos e vacinas seguras e acessíveis.”

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6273:oms-pede-acao-global-contra-a-sepse-causa-de-uma-em-cada-cinco-mortes-no-mundo&Itemid=812

OMS: Nova ferramenta busca medir nível de maturidade das instituições de saúde para oferecer telemedicina em tempos de COVID-19

Com a pandemia de COVID-19, a maioria das consultas de saúde presenciais foi adiada e a telemedicina surgiu novamente como uma forma de manter o contato entre pacientes e médicos, minimizando o risco de transmissão do novo coronavírus e garantindo a continuidade das consultas e tratamentos para quem precisa.

Para ajudar as instituições de saúde interessadas a avaliar seu nível de maturidade antes de implementar os serviços de telemedicina, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o (BID) criaram uma ferramenta disponibilizada na América Latina e no Caribe em colaboração com outras instituições e especialistas da região e da Espanha.

“A telemedicina é fundamental para levar o atendimento a locais onde os serviços de saúde não chegam e hoje é uma forma segura e eficaz de avaliar casos suspeitos de COVID-19 e outras doenças até que os serviços voltem ao modo presencial”, afirmou Sebastián García Saiso, diretor do Departamento de Evidência e Inteligência para Ação em Saúde da OPAS. “Medir as capacidades internas é o primeiro passo para começar a implementar serviços de telemedicina e a ferramenta que desenvolvemos pode ser um guia para avançar nesse caminho.”

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6272:nova-ferramenta-busca-medir-nivel-de-maturidade-das-instituicoes-de-saude-para-oferecer-telemedicina-em-tempos-de-covid-19&Itemid=812

CDC: Antecipe-se à sepse – conheça os riscos. Descubra os sinais. Aja rápido.

Setembro é o mês da conscientização sobre a sepse. A sepse é a resposta extrema do corpo a uma infecção. A sepse acontece quando uma infecção que você já tem na pele, nos pulmões, no trato urinário ou em qualquer outro lugar – desencadeia uma reação em cadeia por todo o corpo. Sem tratamento oportuno, a sepse pode levar rapidamente a danos nos tecidos, falência de órgãos e morte.

A cada ano, pelo menos 1,7 milhão de adultos na América desenvolvem sepse, e quase 270.000 americanos morrem como resultado.

A sepse é uma emergência médica. O tempo é importante. Se você ou seu ente querido suspeita de sepse ou tem uma infecção que não está melhorando ou está piorando, pergunte ao seu profissional de saúde: “Será que esta infecção está causando sepse?”

Qualquer pessoa pode pegar uma infecção e quase qualquer infecção pode levar à sepse. Algumas pessoas correm maior risco, incluindo adultos com 65 anos ou mais; pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças pulmonares, câncer e doenças renais; pessoas com sistema imunológico enfraquecido; sobreviventes da sepse; e crianças menores de 1 ano.

Um paciente com sepse pode ter um ou mais dos seguintes sinais ou sintomas:

  • Frequência cardíaca elevada ou pressão arterial baixa
  • Febre, tremores ou sensação de muito frio
  • Confusão ou desorientação
  • Falta de ar
  • Dor ou desconforto extremo
  • Pele pegajosa ou suada

O que os pacientes podem fazer?

Os pacientes e suas famílias devem prevenir infecções, estar alertas aos sinais e sintomas de sepse e procurar atendimento médico imediato se houver suspeita de sepse ou de infecção que não está melhorando ou piorando. Como paciente, etapas específicas podem ser tomadas para reduzir o risco de sepse, como:

  • Converse com seu profissional de saúde sobre as medidas que você pode tomar para prevenir infecções que podem levar à sepse. Algumas etapas incluem cuidar bem das doenças crônicas e receber as vacinas recomendadas.
  • Pratique uma boa higiene, como lavar as mãos, e mantenha os cortes limpos e cobertos até que cicatrizem.

O que os profissionais de saúde podem fazer?

Get Ahead of Sepsis incentiva os profissionais de saúde a conhecer os sinais e sintomas da sepse, identificar e tratar os pacientes precocemente, agir rapidamente se suspeitarem de sepse, conhecer as orientações existentes em suas instalações para diagnosticar e controlar a sepse, prevenir infecções e educar os pacientes e suas famílias. Se os profissionais de saúde suspeitarem de sepse, eles devem:

  • Conheça as orientações existentes em suas instalações para diagnosticar e controlar a sepse.
  • Avise imediatamente o médico responsável se não for ele.
  • Inicie os antibióticos o mais rápido possível, além de outras terapias apropriadas para o paciente. Uma vez que a causa específica da sepse é conhecida, como um teste positivo para COVID-19, a terapia pode ser direcionada e antibióticos empíricos de amplo espectro podem não ser necessários.
  • Verifique o progresso do paciente com frequência. Lembre-se sempre de prescrever o antibiótico certo, na dose certa, na duração certa e no momento certo. Reavaliar a terapia antibiótica para interromper ou adaptar o tratamento com base na condição clínica do paciente ou residente e nos resultados dos testes de diagnóstico, conforme apropriado.
  • A sepse é uma emergência médica. Os profissionais de saúde devem proteger seus pacientes agindo rapidamente. Seu rápido reconhecimento e tratamento podem aumentar as chances de sobrevivência de seus pacientes.

Fonte: https://www.cdc.gov/patientsafety/features/get-ahead-of-sepsis.html

CDC: Implementação de práticas de segurança para trabalhadores de infraestrutura crítica que podem ter tido exposição a uma pessoa com suspeita ou confirmação de COVID-19

Para garantir a continuidade das operações das funções essenciais, o CDC informa que os trabalhadores da infraestrutura crítica podem ter permissão para continuar a trabalhar após potencial exposição ao COVID-19, desde que permaneçam assintomáticos e que precauções adicionais sejam implementadas para protegê-los e à comunidade.

Uma exposição potencial significa ser um contato domiciliar ou ter contato próximo a 2 metros de um indivíduo com COVID-19 confirmado ou suspeito. O tempo de contato com um indivíduo compreende o período de 48 horas até o indivíduo se tornar sintomático.

Trabalhadores de infraestrutura crítica que tiveram uma exposição, mas permanecem assintomáticos, devem aderir às seguintes práticas antes e durante seu turno de trabalho:

Pré-seleção: os empregadores devem medir a temperatura do funcionário e avaliar os sintomas antes de iniciar o trabalho. Idealmente, as verificações de temperatura devem ocorrer antes de o indivíduo entrar na instalação.

Monitoramento regular: Contanto que o funcionário não tenha febre ou sintomas, ele deve se auto monitorar sob a supervisão do programa de saúde ocupacional do empregador.

Usar máscara: O funcionário deve usar máscara facial em todos os momentos no local de trabalho por 14 dias após a última exposição. Os empregadores podem emitir máscaras ou aprovar as coberturas faciais de tecido fornecidas pelos funcionários em caso de escassez.

Distância Social: O empregado deve manter 6 pés e praticar o distanciamento social conforme permitido pelas obrigações laborais no local de trabalho.

Desinfetar e limpar os espaços de trabalho: Limpe e desinfete todas as áreas, como escritórios, banheiros, áreas comuns, equipamentos eletrônicos compartilhados rotineiramente.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/community/critical-workers/implementing-safety-practices.html

OMS :Dia Mundial da Segurança do Paciente 2020

Em 17 de setembro de 2020, a Organização Mundial da Saúde, parceiros internacionais e todos os países celebrarão o Dia Mundial da Segurança do Paciente.

O Dia Mundial da Segurança do Paciente foi estabelecido pela 72ª Assembleia Mundial da Saúde, em maio de 2019, com a adoção da resolução WHA72.6 sobre “Ação global sobre a segurança do paciente” e um endosso para o dia a ser marcado anualmente em 17 de setembro.

Os objetivos gerais do Dia Mundial da Segurança do Paciente são aprimorar a compreensão global da segurança do paciente, aumentar o engajamento público na segurança dos cuidados de saúde e promover ações globais para aumentar a segurança do paciente e reduzir os danos ao paciente. A origem do Dia está firmemente alicerçada no princípio fundamental da medicina – primeiro, não faça mal.

A pandemia COVID-19 está atualmente entre os maiores desafios e ameaças que o mundo e a humanidade enfrentam, e a área de saúde vive sua maior crise de segurança do paciente de todos os tempos! A pandemia exerceu pressão sem precedentes sobre os sistemas de saúde em todo o mundo. Os sistemas de saúde só podem funcionar com profissionais de saúde, e uma força de trabalho de saúde bem informada, qualificada e motivada é fundamental para a prestação de cuidados seguros aos pacientes.

Objetivos do Dia Mundial da Segurança do Paciente 2020:

  • Aumentar a consciência global sobre a importância da segurança do trabalhador de saúde e suas interligações com a segurança do paciente
  • Envolva várias partes interessadas e adote estratégias multimodais para melhorar a segurança dos profissionais de saúde e pacientes
  • Implementar ações urgentes e sustentáveis ​​por parte de todas as partes interessadas que reconheçam e invistam na segurança dos trabalhadores da saúde, como prioridade para a segurança do paciente
  • Fornecer o devido reconhecimento à dedicação e trabalho árduo dos profissionais de saúde, particularmente em meio à luta atual contra o COVID-19

Fonte: https://www.who.int/news-room/events/detail/2020/09/17/default-calendar/world-patient-safety-day-2020 

OMS: Prevenção e controle de infecção para o manejo seguro de um cadáver no contexto do COVID-19: orientação provisória

Esta orientação provisória é destinada a indivíduos que cuidam de corpos de pessoas que morreram por suspeita ou confirmação de doença por coronavírus em 2019 (COVID-19). Os usuários potenciais incluem gerentes de instituições de saúde e mortuários, bem como líderes religiosos e autoridades de saúde pública. Além disso, este documento fornece orientações para a gestão de mortos no contexto do COVID-19 em ambientes de baixa, média e alta renda. Este documento atualiza as orientações emitidas em 24 de março com o seguinte conteúdo novo ou modificado:

  • esclarecimento dos requisitos de bolsa corporal;
  • esclarecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) durante as autópsias;
  • requisitos atualizados de ventilação durante a autópsia;
  • orientação adicional para sepultamento ou cremação na comunidade, incluindo a casa.

Fonte: https://www.who.int/publications/i/item/infection-prevention-and-control-for-the-safe-management-of-a-dead-body-in-the-context-of-covid-19-interim-guidance

OMS: Detecção de antígeno no diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2 usando imunoensaios rápidos

Uma nova tecnologia para detecção de COVID-19 se tornou disponível e é muito mais simples e rápida de realizar que os testes de amplificação de ácido nucleico, atualmente recomendados, como o PCR. Este método se baseia na detecção direta de proteínas virais SARS-CoV-2 em esfregaços nasais e outras secreções respiratórias, usando um imunoensaio de fluxo lateral (também chamado de RDT) que dá resultados em <30 minutos. Embora esses RDTs de detecção de antígeno (Ag-RDTs) sejam substancialmente menos sensíveis do que o PCR, eles oferecem a possibilidade de detecção rápida, barata e precoce dos casos mais infecciosos de COVID em ambientes apropriados.

Fonte: https://www.who.int/publications/i/item/antigen-detection-in-the-diagnosis-of-sars-cov-2infection-using-rapid-immunoassays

OMS: Teste de diagnóstico para SARS-CoV-2

Este documento fornece orientação provisória para laboratórios e outras partes interessadas envolvidas no diagnóstico da síndrome respiratória aguda grave por coronavírus 2 (SARS-CoV-2). Abrange as principais considerações para a coleta de amostras, teste de amplificação de ácido nucleico (NAAT), antígeno (Ag), detecção de anticorpos (Ab) e garantia de qualidade.

Alterações da versão anterior

Fonte: https://www.who.int/publications/i/item/diagnostic-testing-for-sars-cov-2

Prevenção de pneumonia hospitalar não associada a ventilação mecânica

Este artigo aborda a experiência de uma grande rede hospitalar com 21 hospitais ao desenvolver um programa de prevenção de pneumonia adquirida no hospital (PAH), através de um sistema de vigilância eletrônica, que foi parametrizado para identificar os pacientes em alto risco de desenvolver PAH.

Fonte: https://www.ccih.med.br/prevencao-de-pneumonia-hospitalar-nao-associada-a-ventilacao-mecanica/

Detecção de Norovírus de amostras ambientais em surtos

Estudo realizado em Barcelona busca avaliar o nível de contaminação ambiental por norovírus em surtos agudos de gastroenterite em ambientes fechados ou semifechados (casas de repouso, escolas, jardins de infância, acomodações para jovens, hospitais e centros sociais de saúde) entre janeiro de 2017 e março de 2019.

Fonte: https://www.ccih.med.br/deteccao-de-norovirus-em-amostras-ambientais-em-surtos/

Comparação das reduções estimadas de risco de infecção por Norovírus após aplicação de antissépticos com e sem ação residual

O objetivo do estudo foi relacionar a redução Norovírus humano com o tipo de antisséptico empregado, sem ação residual (60% de etanol) e com ação residual (à base de amônio quaternário) para redução do risco de infecção.

Fonte: https://www.ccih.med.br/comparacao-das-reducoes-estimadas-de-risco-de-infeccao-por-norovirus-apos-aplicacao-de-antissepticos-com-e-sem-acao-residual/

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: laura_czeats@hotmail.com    ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104

 

 


Ficou interessado? Veja nossos cursos MBA em CCIH e CME.