Inscreva-se já.

Embora estejamos focados na pandemia, as demais doenças infecciosas continuam preocupando, como AIDS, malária e resistência microbiana. Também apresentamos revisão do CDC sobre isolamento de pacientes Covid-19

Programação da TV CCIH: semana 07 a 11/12

A programação desta semana destaca abordagens comportamentais para o controle de infecção, cada vez mais o principal desafio que enfrentamos. Precisamos nos entender melhor e desenvolver habilidades para trabalhar a equipe motivando-a nas ações profiláticas. Além disso, vamos ver como o coronavírus saiu de um simples resfriado comum para chegar a esta terrível pandemia e o que ela muda no processamento dos produtos para saúde. Começa sempre as 20 horas.

CDC – 8 coisas para saber sobre o planejamento de vacinas

Nos Estados Unidos, ainda não existe uma vacina autorizada ou aprovada para prevenir a doença coronavírus 2019 (COVID-19). O governo federal tem trabalhado desde que a pandemia começou para disponibilizar uma ou mais vacinas para COVID-19 o mais rápido possível. Embora o CDC não tenha um papel no desenvolvimento de vacinas COVID-19, o CDC tem trabalhado em estreita colaboração com departamentos de saúde e parceiros para desenvolver planos de vacinação para quando uma vacina estiver disponível.

Com a possibilidade de uma ou mais vacinas COVID-19 estarem disponíveis antes do final do ano, aqui estão 8 coisas que você precisa saber sobre como estão esses planos atualmente:

  1. A segurança das vacinas COVID-19 é uma das principais prioridades. O sistema de segurança de vacinas dos EUA garante que todas as vacinas sejam tão seguras quanto possível.
  2. Muitas vacinas estão sendo desenvolvidas e testadas, mas algumas podem estar prontas antes de outras – o CDC está planejando muitas possibilidades. O CDC está trabalhando com parceiros em todos os níveis, incluindo associações de saúde, em programas de vacinação COVID-19 flexíveis que podem acomodar diferentes vacinas e cenários.
  3. Pelo menos no início, as vacinas COVID-19 podem ser usadas sob uma Autorização de Uso de Emergência (EUA) da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA.
  4. Haverá um fornecimento limitado de vacinas COVID-19 em dezembro de 2020, mas o fornecimento aumentará continuamente nas semanas e meses seguintes. O objetivo é que todos possam obter facilmente a vacinação COVID-19 assim que grandes quantidades estiverem disponíveis. O plano é ter vários de provedores de vacinação disponíveis, incluindo consultórios médicos, farmácias, hospitais e centros de saúde qualificados pelo governo federal.
  5. Devido ao fornecimento limitado, alguns grupos serão recomendados para receber uma vacina COVID-19 primeiro. Os profissionais de saúde e residentes de instituições de cuidados de longa duração devem receber a vacinação COVID-19 na fase inicial do programa de vacinação COVID-19 dos EUA, enquanto houver fornecimento limitado de vacina. O CDC fez essa recomendação oficialmente em 2 de dezembro de 2020, com base nas recomendações do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização (ACIP).
  6. A princípio, as vacinas COVID-19 podem não ser recomendadas para crianças. Nos primeiros ensaios clínicos para várias vacinas COVID-19, apenas participaram não grávidas adultas. No entanto, os ensaios clínicos continuam a expandir os recrutados para participar. Os grupos recomendados para receber as vacinas podem mudar no futuro.
  7. O custo não será um obstáculo para a vacinação contra COVID-19. Doses de vacinas compradas com o dinheiro do contribuinte dos EUA serão dadas ao povo americano sem nenhum custo. No entanto, os fornecedores de vacinas poderão cobrar taxas de administração para administrar a vacina a alguém. Os fornecedores de vacinas podem obter esta taxa reembolsada pela companhia de seguros pública ou privada do paciente ou, para pacientes não segurados, pelo Fundo de Ajuda ao Provedor da Administração de Recursos e Serviços de Saúde.
  8. O planejamento da vacina COVID-19 está sendo atualizado conforme novas informações se tornam disponíveis.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/vaccines/8-things.html

Opções para reduzir a quarentena para contatos de pessoas com infecção por SARS-CoV-2 usando monitoramento de sintomas e testes de diagnóstico

As autoridades locais de saúde pública determinam e estabelecem as opções de quarentena para suas jurisdições. O CDC atualmente recomenda um período de quarentena de 14 dias. No entanto, com base nas circunstâncias e recursos locais, as seguintes opções para reduzir a quarentena são alternativas aceitáveis.

  • A quarentena pode terminar após o Dia 10 sem testes e se nenhum sintoma tiver sido relatado durante o monitoramento diário.

Com esta estratégia, o risco residual de transmissão pós-quarentena é estimado em cerca de 1% com um limite superior de cerca de 10%.

  • Quando os recursos de teste de diagnóstico são suficientes e estão disponíveis, a quarentena pode terminar após o Dia 7 se um teste de amostra de diagnóstico for negativo e se nenhum sintoma foi relatado durante o monitoramento diário. A amostra pode ser coletada e testada dentro de 48 horas antes do momento da interrupção planejada da quarentena (por exemplo, em antecipação a atrasos no teste), mas a quarentena não pode ser interrompida antes do dia 7.

Com esta estratégia, o risco residual de transmissão pós-quarentena é estimado em cerca de 5% com um limite superior de cerca de 12%.

Em ambos os casos, os critérios adicionais (por exemplo, monitoramento contínuo de sintomas e mascaramento até o dia 14) devem ser atendidos.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/more/scientific-brief-options-to-reduce-quarantine.html 

Anvisa define requisitos para pedidos de uso emergencial de vacinas

A Anvisa disponibilizou nesta quarta-feira (2/12) um guia sobre os requisitos mínimos para solicitações de autorização de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra Covid-19. O documento tem como objetivo orientar as empresas desenvolvedoras de vacinas sobre os dados e as informações necessárias para apoiar a decisão da Agência na emissão de autorização temporária para vacinas experimentais.

O pedido de uso emergencial e temporário deve ser submetido pela empresa desenvolvedora da vacina contra Covid-19. Para isso, a respectiva empresa deve possuir Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) emitida pela Anvisa, com atividade de fabricar ou importar medicamento.

É necessário também que a vacina seja acompanhada de um Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) anuído pela Agência. Ademais, o ensaio clínico na fase 3 deve estar em andamento e condução no Brasil.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/anvisa-define-requisitos-para-pedidos-de-uso-emergencial-de-vacinas

Anvisa recebe quarta submissão contínua de vacina contra Covid-19

Anvisa recebeu na sexta-feira (27/11) o pedido de submissão contínua da vacina para Covid-19 AD26.COV2.S, do laboratório Janssen-Cilag.

Com a abertura do processo, o laboratório enviou também o primeiro pacote referente aos dados de qualidade do produto.

Este é o quarto laboratório a enviar dados para submissão contínua da vacina contra a Covid-19. Com isso, todos os laboratórios com pesquisa de vacinas em andamento no Brasil já iniciaram o envio de dados para a Anvisa.

É importante esclarecer que a submissão contínua ainda não é o pedido de registro da vacina, mas sim o envio antecipado de dados já prontos e consolidados, que serão necessários para o futuro pedido de registro.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/anvisa-recebe-quarta-submissao-continua-de-vacina-covid-19

ANVISA: Publicada classificação de risco de atividades econômicas

O Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM) publicou, na segunda-feira (23/11), a Resolução 62/2020, que trata da classificação de risco das atividades econômicas sujeitas à vigilância sanitária. A norma traz também as diretrizes gerais para o licenciamento sanitário pelos órgãos de vigilância sanitária dos estados, municípios e do Distrito Federal (DF).

Conforme estabelece a Resolução, os órgãos responsáveis pelo licenciamento deverão considerar três faixas de classificação do grau de risco das atividades econômicas:

1) Nível de risco I, baixo risco, “baixo risco A”, risco leve, irrelevante ou inexistente: atividades cujo início do funcionamento da empresa ocorrerá sem a realização de vistoria prévia e sem emissão de licenciamento sanitário, ficando sujeitas à fiscalização posterior.

2) Nível de risco II, médio risco, “baixo risco B” ou risco moderado: atividades que possam ser vistoriadas após o início do funcionamento da empresa. Neste caso, será emitido o licenciamento sanitário provisório.

3) Nível de risco III ou alto risco: atividades que exigem vistoria prévia e licenciamento sanitário antes do início do funcionamento da empresa.

A classificação dos níveis de risco das atividades econômicas está descrita em dois anexos, que podem ser consultados ao final do texto da Resolução. Vale ressaltar que, segundo a norma, o exercício de múltiplas atividades que sejam classificadas em níveis de risco distintos, por um mesmo estabelecimento, levará ao seu enquadramento no nível de risco mais elevado.

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/cgsim-publica-classificacao-de-risco-de-atividades-economicas 

OPAS pede melhora no acesso à saúde para populações afrodescendentes no contexto da COVID-19

A pandemia de COVID-19 “afeta desproporcionalmente os mais vulneráveis, especialmente os afrodescendentes”, disse nesta quarta-feira (2) a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, e pediu às autoridades de saúde das Américas que enfrentem este desafio, que qualificou como “urgente”.

Em coletiva de imprensa, Etienne afirmou que a OPAS considera “este um tema prioritário, por isso o integrou a seus programas”, apostando em dados para poder oferecer serviços de prevenção e cuidados melhores e mais específicos sobre a maior participação de afrodescendentes em programas de saúde voltados para esta população e no melhor acesso aos serviços de saúde.

Embora os dados para a região sejam limitados, as taxas de mortalidade entre brasileiros negros e pardos são 1,5 vezes maiores que as dos brancos. No Equador, homens afrodescendentes têm três vezes mais chances de morrer por COVID-19 do que mulheres e 50% mais do que os homens da população mestiça do país, Etienne explicou. “Nos Estados Unidos, os CDC relataram que uma pessoa negra tem 2,6 vezes mais probabilidade de contrair o vírus e duas vezes mais probabilidade de morrer por COVID-19 do que uma pessoa branca”, acrescentou.

“Esta carga desproporcional não é registrada exclusivamente com a COVID-19; na verdade, isso se reflete em todos os nossos indicadores de saúde, de doenças crônicas não transmissíveis a resultados de saúde materna, especialmente para mulheres negras, que normalmente têm mais dificuldade de acessar os serviços de saúde dos quais precisam”, disse a diretora da OPAS.

Fonte: https://www.paho.org/pt/noticias/2-12-2020-opas-pede-melhora-no-acesso-saude-para-populacoes-afrodescendentes-no-contexto

Novos casos de infecção por HIV aumentaram mais de 20% na América Latina na última década

Na América Latina, o número de novos casos de infecção por HIV registrou aumento de 21% de 2010 a 2019, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (30) pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Enquanto isso, as mortes por doenças relacionadas à aids diminuíram 8% na última década. Em comparação, no Caribe caíram 37%.

A OPAS informou que, de acordo com os dados recentes disponíveis, o número de novos casos por ano continuou aumentando, de 100 mil em 2010 para 120 mil em 2019. No mesmo período, o número de mortes anuais relacionadas à aids diminuiu ligeiramente, passando de 41 mil em 2010 para 37 mil em 2019.

“Esses dados indicam que, sem dúvida, a infecção por HIV ainda representa um sério problema de saúde pública na América Latina e que devemos enfrentar as desigualdades, o estigma e a discriminação para garantir que ninguém seja deixado para trás”, disse a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne.

Etienne explicou que “espera-se que a COVID-19 exacerbe esta situação devido a seu impacto nos serviços essenciais de saúde, especialmente em países com sistemas de saúde frágeis. Por essas razões, devemos intensificar nossos esforços para proteger esses serviços e permanecer focados em nosso objetivo final de eliminar a aids, que causa um sofrimento terrível”.

Fonte: https://www.paho.org/pt/noticias/30-11-2020-novos-casos-infeccao-por-hiv-aumentaram-mais-20-na-america-latina-na-ultima

OMS pede ação revigorada para combater a malária

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está chamando os países e parceiros globais de saúde a intensificarem a luta contra a malária, uma doença evitável e tratável que continua causando centenas de milhares de mortes a cada ano. Um melhor direcionamento das intervenções, novas ferramentas e maior financiamento são necessários para mudar a trajetória global da doença e atingir as metas acordadas internacionalmente.

De acordo com o último relatório mundial da OMS sobre a malária, o progresso contra a doença continua estagnado, particularmente em países com alto índice de incidência na África. Lacunas no acesso a ferramentas que salvam vidas estão minando os esforços globais para conter a doença e se espera que a pandemia de COVID-19 atrase essa luta ainda mais.

“É hora de os líderes de toda a África – e do mundo – enfrentarem mais uma vez o desafio da malária, assim como fizeram quando lançaram as bases para o progresso feito desde o início deste século”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Por meio da ação conjunta e do compromisso de não deixar ninguém para trás, podemos alcançar nossa visão compartilhada de um mundo livre da malária”.

Fonte: https://www.paho.org/pt/noticias/30-11-2020-oms-pede-acao-revigorada-para-combater-malaria

Aumento na infecção e colonização por Acinetobacter baumannii resistente a carbapenem em um hospital durante surto de internações por COVID-19

O Acinetobacter baumannii resistente ao carbapenem (CRAB) causa infecções associadas aos cuidados de saúde que são difíceis de conter e muitas vezes associadas a violações de prevenção e controle de infecção (PCI).

Um hospital de Nova Jersey relatou um grupo de 34 casos de CRAB que atingiu o pico durante um aumento nas hospitalizações por COVID-19. Estratégias para preservar a continuidade do atendimento geraram desvios nas práticas de PCI; os casos CRAB diminuíram quando as operações normais foram retomadas.

Os hospitais que administram surtos de pacientes com COVID-19 podem ser vulneráveis a surtos de infecções por microrganismos resistentes a múltiplas drogas (MRMD). Manter as melhores práticas do PCI (por exemplo, vigilância de MRMD e auditorias de higiene das mãos e limpeza ambiental), na medida do possível, poderia mitigar a disseminação.

Fonte: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6948e1.htm?s_cid=mm6948e1_x

OMS – Uso de máscara no contexto de COVID-19

A Organização Mundial de Saúde liberou um documento que fornece orientações atualizadas sobre o uso de máscaras em ambientes comunitários e de saúde, e durante o atendimento domiciliar para casos COVID-19. O anexo fornece conselhos sobre como fabricar máscaras não médicas. Destina-se a quem faz máscaras não médicas em casa e a fabricantes de máscaras.

Fonte: https://www.who.int/publications/i/item/advice-on-the-use-of-masks-in-the-community-during-home-care-and-in-healthcare-settings-in-the-context-of-the-novel-coronavirus-(2019-ncov)-outbreak

Governo do Rio e Fiocruz assinam escritura para maior fábrica de vacinas da AL

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), assinou com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (3/12), a escritura definitiva do terreno onde está sendo construído o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (Cibs), no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade.

O empreendimento será o maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina e um dos mais modernos do mundo. Desta forma, a Fiocruz poderá aumentar em até quatro vezes a capacidade de produção de vacinas e biofármacos para atender prioritariamente às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do PNI e do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), respectivamente. O investimento é da ordem de R$ 3,4 bilhões e prevê a geração de 5 mil empregos diretos durante a construção, e de 1,5 mil postos de trabalho para a sua operação.

Fonte: https://agencia.fiocruz.br/governo-do-rio-e-fiocruz-assinam-escritura-para-maior-fabrica-de-vacinas-da-al

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: [email protected] ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104



Ficou interessado? Veja nossos cursos MBA em CCIH, CME e EQS