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O artigo apresenta como questionamento a real necessidade do isolamento de contato para pacientes colonizados por microrganismos produtores de betalactamase de espectro estendido (ESBL), uma vez que estes organismos têm sido encontrados na comunidade.

Qual a importância deste estudo?

Sabe-se, por diversos estudos, que o isolamento de contato aumenta os custos, diminui as oportunidades de higiene das mãos e de cuidado direto, além de estar relacionado a maior  chance de eventos adversos. Embora haja recomendação por guidelines para isolar pacientes colonizados por microrganismos ESBL, há necessidade de novos estudos que possam reforçar ou refutar tal prática. 

Quais foram os objetivos e a metodologia deste estudo?

O objetivo deste estudo foi revisar a incidência de infecção hospitalar e colonização de pacientes por microrganismos ESBL antes e após descontinuar o uso de precauções de contato.  A metodologia de vigilância da Rede de Segurança foi usada para medir a incidência. Infecções do sítio cirúrgico e enterobacterias resistentes a carbapenêmicos foram excluídas da incidência de vigilância. Além disso, as taxas de incidência de organismos ESBL associados aos cuidados de saúde foram medidos antes e depois da descontinuação do uso das precauções de contato e análises estatísticas foram empregadas para reforçar a evidência.

Quais foram os principais resultados verificados neste estudo?

Esses achados não demonstraram aumento da taxa de transmissão de microrganismos ESBL-positivos após a descontinuação das precauções de contato. A prevalência na comunidade aumentou durante o período de estudo. Além disso, fomos capazes de evitar potencialmente riscos e custos adversos associado a precauções de contato na população que, anteriormente, teria sido colocada em precauções.

Quais foram as conclusões e as recomendações dos autores do estudo?

Os autores concluíram que não houve aumento da colonização e infecção por microorganismos ESBL após a descontinuação da precaução de contato, mesmo tendo havido aumento na comunidade. Contudo, mais estudos são necessários para avaliar quaisquer efeitos potenciais sobre a transmissão na comunidade e ambientes de saúde não hospitalares.

Fonte: P. Thompson et al. (2020). Incidence of health care−associated extended-spectrum b-lactamasepositive patients before and after discontinuation of contact. American Journal of Infection Control, 48, 52-55. https://doi.org/10.1016/j.ajic.2019.06.016

Autor: Maria Teresa Aparecida Pereira dos Santos Dias, Enfermeira Controladora de Infecção, MBA em Gestão Hospitalar e Controle de Infecção.

Contato: [email protected]



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