No Brasil, as taxas de infecções relacionadas à assistência à saúde são apontadas como bastante elevadas. Por outro lado, a adesão dos profissionais da equipe de saúde à estratégia de higienização das mãos na prática assistencial é inferior a 50%, índice considerado como inaceitável.

Reconhecendo a complexidade dos dados apresentados, surgiu o interesse em recorrer à revisão de literatura, com o objetivo de buscar as evidências disponíveis sobre as medidas preconizadas para a prevenção e controle de infecção hospitalar em unidades de cuidados intensivos, focando especificamente a técnica de higienização de mãos. A fim de alcançar o objetivo proposto o presente estudo obedeceu às diretrizes metodológicas para a realização de uma pesquisa bibliográfica, do tipo exploratória-descritiva.

Com os resultados obtidos em pesquisa, evidencia-se que a promoção da higienização das mãos depende de estratégias multimodais baseadas nos seguintes componentes: educação permanente dos profissionais da saúde; a monitorizarão sistemática das práticas relativas a este procedimento e a realimentação deste desempenho aos profissionais da saúde; instalação de lembretes de promoção à higienização das mãos localizados em pontos estratégicos nas unidades; e adoção de um clima institucional seguro.

A conscientização da higienização das mãos e a execução plena em conformidade com as indicações preconizadas no contexto atual, são um grande desafio, mas podem contornar o problema das infecções relacionadas à assistência em saúde. Portanto, a prática de lavar as mãos continuamente deve ser considerada como hábito, antes e depois da execução de qualquer procedimento.

 

Autoras: CRISTINA VASCO SILVA e ROBERTA FERRARI

 


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