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Fatores de risco intra-operatórios associados à ocorrência de infecção de sítio cirúrgico

Fatores de risco intra-operatórios associados à ocorrência de infecção de sítio cirúrgico

A infecção de sítio cirúrgico é a complicação mais comum no pós-operatório, com significativa morbimortalidade dos pacientes. Nesta live com a infectologista Denise Marangoni, revisaremos os fatores de risco intra-operatórios que podem contribuir para a ocorrência dessas infecções. Discutiremos estratégias de prevenção e quais intervenções podem ser combinadas visando reduzir os fatores de risco. A moderação será feita por Beatriz Grion a e Tadeu Fernandes.

Principais tópicos:

10:25 importância da infecção do sítio cirúrgico

12:50 definição e classificação da infecção do sítio cirúrgico

14:00 INÍCIO DA PRIMEIRA QUEDA DE ENREGIA ELÉTRICA NA TRANSMISSÃO DA PROFESSORA

24:30 CONTINUAÇÃO DA APRESENTAÇÃO

27:25 fontes de contaminação do sítio cirúrgico

34:20 introdução às medidas de prevenção de infecção do sítio cirúrgico

38:25 fatores do paciente que influenciam a ocorrência de infecção do sítio cirúrgico

43:30 descolonização por Staphylococcus aureus

48:40 presença de artride séptica.

50:15 presença de infecção à distância durante cirurgia e bacteriúria assintomática.

54:20 tempo de internação pré-operatória

56:30 aceleração da recuperação pós-cirúrgica

57:50 tempo de jeum pré-operatório

59:50 tricotomia pré-operatória

1:02:50 banho pré-operatório

1:05:08 instrumental esterilizado

1:12:50 fatores ambientais na sala operatória

1:17:20 antibioticoprofilaxia

1:31:30 número de pessoas na sala operatória

1:33:20 paramentação cirúrgica e adornos

1:35:15 antissepsia da pele

1:40:50 glicemia peri-operatória

1:41:10 suplementação de oxigênio

1:42:20 normotermia do paciente

1:43:10 dupla luva cirúrgica

1:45:12 atividades profiláticas de eficácia questionável

Importância e prevenção de infecção do sítio cirúrgico

As infecções do sítio cirúrgico (ISC) representam complicações comuns, mas graves, que podem ocorrer após procedimentos cirúrgicos. Elas envolvem infecções que ocorrem na parte do corpo onde a cirurgia foi realizada e podem ser superficiais (envolvendo apenas a pele) ou mais profundas (afetando tecidos, órgãos ou espaços manipulados durante a cirurgia). A seguir, detalho cada aspecto desse tema:

Conceito

Uma infecção do sítio cirúrgico é definida como uma infecção que ocorre dentro de 30 dias após o procedimento cirúrgico, ou dentro de três meses se um implante foi colocado e a infecção parece estar relacionada à cirurgia. Elas se classificam em três categorias: superficial, profunda e de órgãos/espaços.

Importância

As ISC são significativas por várias razões:

Impacto Clínico: Aumentam a morbidade e mortalidade entre os pacientes, prolongando os tempos de internação hospitalar e elevando a necessidade de tratamentos adicionais, como antibióticos ou novas cirurgias.

Custo Econômico: Elas são associadas a altos custos para os sistemas de saúde devido ao tratamento prolongado e cuidados intensivos necessários.

Indicador de Qualidade: A taxa de ISC é frequentemente utilizada como um indicador da qualidade dos cuidados cirúrgicos em uma instituição.

Fatores de Risco

Os fatores de risco para ISC podem ser divididos em intrínsecos (relacionados ao paciente) e extrínsecos (relacionados ao procedimento):

Intrínsecos: Idade avançada, comorbidades como diabetes e obesidade, imunossupressão, nutrição deficiente, tabagismo e status pré-operatório do paciente.

Extrínsecos: Tipo e duração da cirurgia, técnica cirúrgica, aderência às práticas de controle de infecções e uso adequado de profilaxia antibiótica.

Medidas de Prevenção

A prevenção de ISC é multifatorial e envolve a adesão a diretrizes baseadas em evidências:

Antes da Cirurgia: Avaliação e otimização do estado de saúde do paciente, como controle glicêmico e cessação do tabagismo.

Durante a Cirurgia: Técnicas assépticas rigorosas, uso correto de antibióticos profiláticos e manutenção da normotermia do paciente.

Após a Cirurgia: Cuidados com a ferida cirúrgica, monitoramento para sinais precoces de infecção e educação do paciente sobre os cuidados pós-operatórios.

 

O manejo eficaz das ISC exige uma abordagem integrada envolvendo a equipe cirúrgica, enfermeiros, microbiologistas e, em alguns casos, especialistas em controle de infecções. Reduzir a incidência de ISC continua sendo um desafio importante em todos os ambientes cirúrgicos, enfatizando a necessidade de práticas baseadas em evidências e a adesão a protocolos rigorosos de prevenção de infecção.

 

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