Este trabalho foi motivado pelas constantes incertezas e dúvidas geradas pela prática diária de reprocessamento dos endoscópios flexíveis em hospitais e clínicas, uma vez que com tais instrumentos são realizados procedimentos complexos e invasivos sujeito a complicações imediatas, como sangramentos e perfurações; ou tardias, como a ocorrência de infecções.

Aborda qual método de desinfecção seria mais adequado para ser utilizado, levando em conta a segurança do paciente e do profissional, além da diminuição dos custos para a instituição. Descreve conceitos de limpeza, desinfecção e esterilização, além de apresentar os métodos passíveis de serem utilizados, assim como os desinfetantes a serem aplicados nos equipamentos e suas vantagens e desvantagens quando comparados. Espera-se que possa contribuir para o aprimoramento da prática assistencial, com descrição de métodos de reprocessamento eficazes, com menores riscos, prevenindo infecções relacionadas aos procedimentos endoscópios. Para tanto realiza uma pesquisa bibliográfica descritiva de natureza qualitativa apresentando uma revisão de literatura baseada em evidências atualizadas.

Conclui-se que o reprocessamento adequado dos endoscópios é imprescindível, para a prevenção e controle das infecções, em serviços de saúde, ainda que o reprocessamento seja polêmico dado a sua especificidade, estrutura e sensibilidade. Compreender como ocorre o reprocessamento, nas unidades de endoscopia, é etapa fundamental, para identificar a adesão aos protocolos, e contribuir para a qualidade do processo de desinfecção dos endoscópios.

 

Autora: LUCIANA MOMESSO DELGADO DE ASSIS e ANA CLÁUDIA MATIAS GONGALVES

 


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