Descrever as atividades de avaliação e treinamento realizado com o serviço de higiene hospitalar através do método de marca de luminescência sob luz negra. Estudo descritivo acerca de um relato de experiência vivenciado em um hospital do sul catarinense. Foram avaliados 10 quartos após a alta, transferência ou óbito do paciente, antes da limpeza terminal.

Foi aplicado pigmento luminescente em 15 pontos em cada quarto, sem o conhecimento do serviço de higiene. O pigmento só pode ser visualizado com luz negra. Após a limpeza terminal foi realizada a avaliação com uma lanterna de luz negra. Foram considerados limpos os pontos com ausência de pigmento luminescente e não limpos os pontos com presença do pigmento.

Após a avaliação, foi realizado treinamento no quarto com o serviço de higiene. Os resultados foram: lixeiras, grades do leito e cabeceira do leito, limpos em 90% dos quartos. Painéis de gases medicinais, frigobares e telefones, limpos em 80% dos quartos.

Puxador do criado mudo em 70% dos quartos, e interruptores e suportes de álcool gel limpos em 60% dos quartos. Pontos menos lembrados: cortina do banheiro, limpas em 20% dos quartos, controle do ar condicionado e campainha de enfermagem limpos em 30% dos quartos e controle da televisão limpos em 40%. Maçanetas limpas em 50% dos quartos avaliados.

Conclui-se que há falhas graves no processo de higiene hospitalar. Treinamentos teóricos e práticos, além da avaliação e da frequente higienização das mãos são imprescindíveis para a prevenção e controle da contaminação ambiental e infecções no ambiente hospitalar.

 

Autora: DAIANE GABRIEL MANENTI

 


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