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Mylman e colaboradores avaliaram o custo da pesquisa de MRSA  por swab nasal em pacientes de UTI e seu posterior isolamento em hospital de Mineápolis nos Estados Unidos. Foram analisados três métodos laboratoriais distintos: cultura, agar cromogênico e PCR, incluindo custo de insumos, tempo do técnico do laboratório e da enfermagem, equipamentos e gerenciamento do programa.

O modelo de Markov foi empregado para simular os possíveis resultados relativos à transmissão, colonização, infecção, alta ou óbito. Para os custos decorrentes destas possibilidades foram empregados dados históricos institucionais. Os custos relativos às precauções foram obtidos somando materiais (aventais, luvas e máscaras) tempo extra disponibilizados pelos profissionais de saúde. Os custos totais anuais calculados foram: programa de triagem de U$ 126.788,00 (cultura) a U$ 192.709,00 (PCR) o das práticas de isolamento foi U$ 56.908,00.

O custo por paciente sem qualquer intervenção foi calculado em U$ 18.051,00 e a economia por paciente considerando o valor dos diferentes métodos laboratoriais e as probabilidades obtidas, variou de U$ 208,00 a U$ 507,00. Segundo os autores, este estudo provou que a pesquisa de MRSA e as medidas implantadas trouxeram uma economia, além de aprimorar a qualidade assistencial.

Meu comentário é que embora a metodologia seja complexa, vale fazer estudos semelhantes em outras realidades, inclusive em nosso meio.

Fonte: American Journal of Infection Control: vol 39, pags 27-34, fev 2011

Resenha elaborada por Antonio Tadeu Fernandes para CCIH Revista

 

Revisado e atualizado por Antonio Tadeu Fernandes
para Memória CCIH



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