Novo boletim redigido por nossa colaboradora Laura Czekster com orientações da ANVISA para instituições de longa permanência, como está a dengue nas Américas, orientações da OMS para amamentação, número de farmacêuticos afetados pela pandemia e antivirais potenciais para combate ao novo coronavírus

ANVISA: Atualização NT 05/2020: Orientações para a prevenção e o controle de infecções pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) em instituições de longa permanência para idosos (ILPI)

A ANVISA liberou em 24/06 uma atualização sobre cuidados em ILPI durante a pandemia. Seguem as atualizações compiladas no documento:

  • Recomendações para o uso de máscaras faciais por todas as pessoas, enquanto estiverem na ILPI.
  • Foi adicionada uma recomendação para designar um responsável ou uma equipe, a depender do tamanho da instituição, para elaborar, implementar e acompanhar as medidas de prevenção e controle da disseminação do SARSCoV-2 na instituição. Devendo o gestor ou responsável legal pela ILPI apoiar todas as etapas dessas medidas.
  • Inclusão de orientação para a notificação dos casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 à Secretaria de Saúde local.
  • Inclusão de recomendação para o monitoramento de sintomas em profissionais/cuidadores.
  • Inclusão de sinais e sintomas de gravidade para Síndrome Gripal, conforme definição do Ministério da Saúde.
  • Adicionado um tópico específico com orientações para a realização do isolamento dos residentes dentro da ILPI.

Fonte: https://www.ccih.med.br/nota-tecnica-no-05-2/

OPAS: Luta contra o COVID-19 e a dengue nas Américas

Mais de 1,6 milhão de casos de dengue foram registrados nas Américas nos primeiros cinco meses de 2020, chamando a atenção para a necessidade de continuar eliminando os mosquitos vetores de doenças mesmo em meio à pandemia de COVID-19.

“Enquanto as medidas de distanciamento social estão em vigor, as famílias devem ser incentivadas a trabalhar juntas em suas casas e ao redor delas para se livrar da água parada, reduzir e descartar resíduos sólidos e garantir a cobertura adequada de todos os recipientes de armazenamento de água. Essas medidas podem ser tomadas como uma atividade familiar”, recomenda uma recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre dengue e outras arboviroses.

A atualização epidemiológica da OPAS também revela que “a pandemia de COVID-19 está pressionando imensamente os sistemas de saúde e gestão em todo o mundo. Não obstante o impacto da COVID-19, há uma necessidade crucial de sustentar os esforços para combater a dengue” e outras doenças transmitidas por mosquitos usando a Estratégia de Gestão Integrada para prevenir e controlar casos. Essa estratégia abrange gestão, epidemiologia, atendimento ao paciente, laboratório, gerenciamento integrado de vetores e ambiente.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6205:casos-de-dengue-nas-americas-chegam-a-1-6-milhao-o-que-destaca-a-necessidade-do-controle-de-mosquitos-durante-a-pandemia&Itemid=812 

OPAS se une à Global Citizen em campanha e concerto para resposta à COVID-19 nas Américas

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi escolhida pela Global Citizen como uma das parceiras regionais para as Américas da campanha “United for Our Future” (“Unidos por nosso futuro”, em tradução livre ao português), que busca arrecadar fundos para o desenvolvimento de testes, tratamentos e vacinas contra a COVID-19 e garantir seu acesso equitativo a todos, em qualquer lugar. A campanha também tem o objetivo de mitigar o impacto da pandemia nas pessoas que vivem em situação de pobreza e colocar o mundo novamente em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

No próximo sábado, 27 de junho, será realizado um grande concerto que fornecerá aos governos, líderes de corporações e filantropos(as) uma plataforma para assumir seus compromissos com a distribuição justa de ferramentas e tratamentos para a COVID-19. Apresentado por Dwayne Johnson, o concerto contará com apresentações de Chloe x Halle, Christine e Queens, Coldplay, J Balvin, Jennifer Hudson, Justin Bieber e Quavo, Miley Cyrus, Shakira, Usher e Yemi Alade. Também haverá aparições de artistas como Charlize Theron, Chris Rock, David Beckham, Derrick Johnson, Diane Kruger, Forest Whitaker, Hugh Jackman, Ken Jeong, Kerry Washington, Nikolaj Coster-Waldau, Olivia Colman, Opal Tometi, Salma Hayek Pinault e outros.

Como parceira de implementação regional, a OPAS será elegível para receber fundos de doadores – governos, empresas, organizações filantrópicas e público em geral. Além disso, as pessoas também podem doar diretamente à OPAS por meio do site www.paho.org/covid-19-response-fund.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6203:opas-se-une-a-global-citizen-em-campanha-e-concerto-para-resposta-a-covid-19-nas-americas&Itemid=812 

OMS: Guia sobre amamentação e COVID-19

A amamentação é a pedra angular da sobrevivência, nutrição e desenvolvimento de bebês e crianças pequenas e saúde materna. A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação exclusiva durante os primeiros 6 meses de vida, seguida pela amamentação continuada com alimentos complementares adequados por até 2 anos ou mais. O contato precoce e ininterrupto de pele com pele, alojamento conjunto e cuidados “mãe canguru” também melhoram significativamente a sobrevida neonatal e reduzem a morbidade.

No entanto, foram levantadas preocupações sobre se as mães com COVID-19 podem transmitir o vírus SARS-CoV-2 a seus bebês ou crianças pequenas através da amamentação. As recomendações sobre o contato mãe-bebê e amamentação devem basear-se em uma consideração completa não apenas dos riscos potenciais da infecção por COVID-19 da criança, mas também dos riscos de morbimortalidade associados à não amamentação, ao uso inadequado da fórmula infantil leites, bem como os efeitos protetores do contato pele a pele. Este resumo científico examina as evidências até o momento sobre os riscos de transmissão do COVID-19 de uma mãe infectada para seu bebê através da amamentação, bem como evidências sobre os riscos para a saúde infantil de não amamentar.

Conclusão do estudo OMS

Atualmente, os dados não são suficientes para concluir a transmissão vertical do COVID-19 através da amamentação. Em bebês, o risco de infecção por COVID-19 é baixo, a infecção é geralmente leve ou assintomática, enquanto as consequências de não amamentar e separar mãe e filho podem ser significativas. Nesse ponto, parece que o COVID-19 em lactentes e crianças representa uma ameaça muito menor à sobrevivência e à saúde do que outras infecções contra as quais a amamentação protege. Os benefícios do aleitamento materno e da interação mãe-bebê para prevenir infecções e promover a saúde e o desenvolvimento são especialmente importantes quando a saúde e outros serviços comunitários são interrompidos ou limitados. A adesão às medidas de prevenção e controle de infecção é essencial para impedir a transmissão de contato entre mães suspeitas ou confirmadas de COVID-19 e seus recém-nascidos e bebês.

Com base nas evidências disponíveis, as recomendações da OMS sobre o início e a amamentação continuada de bebês e crianças pequenas também se aplicam a mães com suspeita ou confirmação de COVID-19.

Confira o texto na íntegra em: https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/breastfeeding-and-covid-19

Guia OMS – Ações críticas de prontidão e resposta para o COVID-19

A OMS divulgou um guia informativo para que os países aumentem seu nível de preparação, alerta e resposta para identificar, gerenciar e cuidar de novos casos de COVID-19. Os países devem se preparar para responder a diferentes cenários de saúde pública, reconhecendo que não existe uma abordagem única para o gerenciamento de casos e surtos de COVID-19. Cada país deve avaliar seu risco e implementar rapidamente as medidas necessárias na escala apropriada para reduzir a transmissão do COVID-19 e os impactos econômicos, públicos e sociais.

Fonte: https://www.who.int/publications/i/item/critical-preparedness-readiness-and-response-actions-for-covid-19

Artigo aborda o uso de fármacos antimicrobianos e antivirais com potencial uso terapêutico para a Covid-19

A última edição da revista científica Infarma – Ciências Farmacêuticas traz um artigo sobre o uso de fármacos antimicrobianos e antivirais com potencial uso terapêutico para a Covid-19. O documento realiza uma pesquisa bibliográfica para fornecer uma visão geral das evidências publicadas, até a data de pesquisa, acerca dos estudos experimentais e ensaios clínicos que utilizaram fármacos antimicrobianos como proposta de tratamento para a doença pelo novo coronavírus.

Fonte: http://covid19.cff.org.br/artigo-aborda-o-uso-de-farmacos-antimicrobianos-e-antivirais-com-potencial-uso-terapeutico-para-a-covid-19/

Ministério da Saúde aponta que Covid-19 atingiu mais de 3,4 mil farmacêuticos

O Ministério da Saúde, notificou 3.444 casos suspeitos e confirmados de Covid-19 em farmacêuticos da rede pública e privada. O número representa menos de 2% dos 199.768 casos notificados entre profissionais da saúde, 31.790 dos quais, confirmados. O levantamento inclui dados coletados até 13 de maio e tem como base as informações do e-SUS Notifica. Ainda na rede privada, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o afastamento de profissionais nestes estabelecimentos em tempos de pandemia está girando em torno de 10% a 15%, o que representa algo em torno de 2,4 mil a 3,6 mil do total de funcionários.

Os farmacêuticos estão na linha de frente do atendimento à população e a segurança dos profissionais que atuam tanto nas farmácias comunitárias quanto nos demais estabelecimentos de saúde, como hospitais e laboratórios, é uma situação que causa preocupação do Conselho Federal de Farmácia.

Fonte: http://covid19.cff.org.br/ministerio-da-saude-aponta-que-covid-19-atingiu-mais-de-34-mil-farmaceuticos/

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: laura_czeats@hotmail.com ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104


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