Entre as inúmeras particularidades desta pandemia temos os desafios de ter que descobrir desde a origem da doença, suas formas de contágio, como diagnosticar, tratar e prevenir, tudo concomitante à pressão do número crescente de afetados e mortos, além do seu impacto sobre a economia mundial. Nunca se produziu tanta informação e nunca a informação científica esteve envolta em tantas polêmicas. Neste boletim temos artigos sobre populações vulneráveis, pediatria, opções terapêuticas, políticas públicas e posicionamento de entidades científicas.

OPAS e organizações indígenas da COICA trabalharão juntas para combater pandemia de COVID-19 na bacia amazônica

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Coordenação de Organizações Indígenas da Bacia do Rio Amazonas (COICA) concordaram em trabalhar juntas para intensificar o combate à COVID-19 em áreas indígenas da Amazônia.

Em uma declaração conjunta, a COICA e a OPAS solicitam aos países que “fortaleçam os serviços de saúde na Amazônia, fornecendo recursos humanos, suprimentos e dispositivos médicos, incluindo testes, tratamentos e vacinas, quando disponíveis”, com especial ênfase nas populações que vivem em isolamento voluntário.

A COICA inclui organizações indígenas da selva peruana, leste da Bolívia, Amazônia Equatoriana, Amazônia Colombiana e Amazônia Brasileira.

“O aumento diário de casos e mortes por COVID-19 causou um duro golpe aos povos indígenas e nacionalidades da Amazônia, cujas comunidades estão em situação crítica”, destaca o comunicado assinado pelas duas organizações. A declaração também alerta para “a eventual entrada do vírus em territórios isolados, que exporá essas populações a um sério risco de extinção”.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6233:opas-e-organizacoes-indigenas-da-coica-trabalharao-juntas-para-combater-pandemia-de-covid-19-na-bacia-amazonica&Itemid=812

OPAS atualiza material informativo sobre COVID-19

Nesta folha informativa, atualizada em 17 de julho, você pode encontrar informações sobre o trabalho da OPAS no combate ao COVID-19, o histórico da doença e as principais dúvidas em relação à pandemia, como orientações da OMS sobre o uso de máscaras.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875

Orientações CDC – Manutenção de imunizações na infância e assistência a crianças durante a pandemia de COVID-19

As ordens de permanecer em casa resultaram em declínio nas consultas pediátricas ambulatoriais e em menos doses de vacina sendo administradas, deixando as crianças em risco de doenças evitáveis pela vacina. À medida que os estados desenvolvem planos para reabrir, os profissionais de saúde são incentivados a trabalhar com as famílias para manter ou atualizar as crianças com suas vacinas. As práticas de cuidados primários nas comunidades afetadas pelo COVID-19 devem continuar a usar estratégias para separar as visitas de pacientes bem e de pacientes doentes. Exemplos:

  • Agendamento de consultas médicas durante diferentes horários do dia;
  • Reduzir a aglomeração nas salas de espera, solicitando que os pacientes permaneçam do lado de fora (por exemplo, permaneçam em seus veículos, se aplicável) até que sejam chamados para a sua consulta ou montando cabines de triagem para rastrear os pacientes com segurança
  • Colaborar com os prestadores de cuidados de saúde da comunidade para identificar locais separados para as visitas.

Os profissionais de saúde devem identificar as crianças que perderam as visitas e / ou vacinas recomendadas e contatá-las para agendar consultas pessoalmente, começando com recém-nascidos, bebês até 24 meses, crianças pequenas e estendendo-se até a adolescência.

Todos os recém-nascidos devem ser atendidos por um profissional de saúde pediátrico logo após a alta hospitalar (3 a 5 dias de idade). Idealmente, as visitas a recém-nascidos devem ser feitas pessoalmente durante a pandemia de COVID-19, a fim de avaliar desidratação e icterícia, garantir que todos os componentes da triagem neonatal tenham sido concluídos e que testes e acompanhamento confirmatórios sejam organizados e avaliar as mães quanto à depressão pós-parto. A vigilância do desenvolvimento e as triagens na primeira infância, incluindo a triagem para o desenvolvimento e o autismo, devem continuar junto com os encaminhamentos para os serviços de intervenção precoce e avaliação adicional se forem identificadas preocupações.

Casos de  COVID-19 entre crianças

Foram relatados casos pediátricos de doença de coronavírus 2019 (COVID-19), causada por síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2). No entanto, há relativamente menos casos de COVID-19 em crianças do que em pacientes adultos.

Nos Estados Unidos, 2% dos casos confirmados de COVID-19 estavam entre pessoas com idade <18 anos.

Na China, 2,2% dos casos confirmados de COVID-19 estavam entre pessoas com menos de 19 anos de idade.

Na Itália, 1,2% dos casos de COVID-19 ocorreram em crianças com idade <18 anos.2

Na Espanha, 0,8% dos casos confirmados de COVID-19 estavam entre pessoas com menos de 18 anos.

Entre os casos de crianças relatadas na China, a maioria teve exposição a membros da família com COVID-19 confirmado.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/hcp/pediatric-hcp.html

OMS – Ações práticas nas cidades para fortalecer o preparo para a pandemia do COVID-19: uma lista de verificação provisória para as autoridades locais

Este documento acompanha as orientações provisórias sobre “Fortalecimento da preparação para o COVID-19 nas cidades e ambientes urbanos”. Ele fornece às autoridades locais, líderes e formuladores de políticas nas cidades uma ferramenta de lista de verificação para garantir que as principais áreas sejam cobertas. Também está disponível uma versão do Excel que as autoridades locais podem adaptar para atender às suas necessidades. Permite filtrar por etapas de ação; domínios sugeridos e equipes responsáveis dentro dos governos locais para cada ação; e fase (s) do ciclo de gerenciamento de emergências.

Fonte: https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-ActionsforPreparedness-Checklist-2020.1

FDA: Você sabe o que é o plasma convalescente?

O FDA disponibiliza uma página sobre plasma convalescente, o que é, quem pode doar e outras informações.

“Se você se recuperou totalmente do COVID-19, poderá ajudar os pacientes atualmente combatendo a infecção doando seu plasma. Como você lutou contra a infecção, seu plasma agora contém anticorpos COVID-19. Esses anticorpos forneceram uma maneira de o sistema imunológico combater o vírus quando você estava doente; portanto, seu plasma pode ser usado para ajudar outras pessoas a combater a doença.”

Fonte: https://www.fda.gov/emergency-preparedness-and-response/coronavirus-disease-2019-covid-19/donate-covid-19-plasma 

Informe da Sociedade Brasileira de Infectologia sobre a hidroxicloroquina no tratamento precoce da COVID-19

No último dia 17, a SBI liberou comunicado sobre o uso precoce de hidroxicloroquina no tratamento de COVID-19. O documento descreve os últimos estudos científicos relevantes sobre o tema, que demonstram a ineficácia da droga em qualquer fase da doença.

Assim, a SBI reforça que:

  • a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da COVID-19;
  • os agentes públicos, incluindo municípios, estados e Ministério da Saúde reavaliem suas orientações de tratamento, não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais;
  • que o recurso público seja usado em medicamentos que comprovadamente são eficazes e seguros para pacientes com COVID-19 e que estão em falta, tais como anestésicos para intubação orotraqueal de pacientes que precisam ser submetidos à ventilação mecânica, bloqueadores neuromusculares para pacientes que estão em ventilação mecânica; em aparelhos que podem permitir o diagnóstico precoce de COVID grave, como oxímetros para o diagnóstico de hipóxia silenciosa; em testes diagnósticos de RTPCR da nasofaringe para pacientes sintomáticos; leitos de Unidade de Terapia Intensiva, bem como seus recursos humanos (profissionais de saúde) e respiradores.

Fonte: https://www.infectologia.org.br/pg/1567/comunicados-e-notas-da-sbi-referente-ao-novo-coronavrus

CFF lança curso de rastreamento em saúde e “testes rápidos” para Covid-19

A autorização de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19 em farmácias comunitárias, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 377/2020, demandou a atualização profissional para o cumprimento dos critérios definidos na norma. Atento às demandas da categoria, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) oferece, a partir de 26 de junho, o curso Rastreamento em saúde e realização de “Testes rápidos” para Covid-19 por farmacêuticos. O lançamento contou com a participação do secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, farmacêutico Arnaldo Correia de Medeiros.

A capacitação é gratuita, totalmente on-line e está disponível na nova plataforma de educação virtual do conselho, a edu.farma.

Fonte: http://covid19.cff.org.br/cff-lanca-curso-de-rastreamento-em-saude-e-testes-rapidos-para-covid-19/

Teste rápido da Covid-19 deve ser feito 8 dias após início de sintomas

Segundo a farmacêutica Lucieny Miguel, doutora em microbiologia médica, a presença de anticorpos aumenta com o tempo e apenas após o oitavo dia é que o teste consegue detectar de forma precisa. Antes disso, há um risco de um falso negativo.

“Se eu fizer a utilização do teste rápido em menos de oito dias do início dos sintomas, essa quantidade de anticorpos não vai ser detectada pelo teste rápido. Por isso, todos os protocolos, principalmente da Anvisa, determinam que seja realizado o teste rápido para detecção de anticorpos em pelo menos oito dias do início dos sintomas”, afirma Lucieny.

Os testes rápidos para diagnóstico de Covid-19 mostram o resultado de 10 a 15 minutos após a realização. De acordo com a farmacêutica, são ferramentas práticas e eficientes: “os testes rápidos que estão sendo utilizados para o novo coronavírus, eles utilizam um dispositivo de fácil execução que são utilizados por profissionais capacitados para realização que não necessitam de um equipamento para realização da leitura. A leitura é feita visualmente pelo profissional treinado e também não é preciso de uma área muito grande para realizá-lo”.

Fonte: http://covid19.cff.org.br/teste-rapido-da-covid-19-deve-ser-feito-8-dias-apos-inicio-de-sintomas/

Hidroxicloroquina no tratamento precoce de adultos com COVID-19: um estudo controlado randomizado

Foi publicado em 16 de julho um artigo na Clinical Infectious Diseases, com o objetivo de determinar se o tratamento precoce com hidroxicloroquina (HCQ) seria mais eficaz do que nenhum tratamento para pacientes ambulatoriais com Covid-19 leve.

Um total de 293 pacientes foram elegíveis para análise de intenção de tratar: 157 no braço de controle e 136 no braço de intervenção. A idade média foi de 41,6 anos (DP 12,6), a carga viral média inicial foi de 7,90 (DP 1,82) Log10 cópias / mL, e o tempo médio desde o início dos sintomas até a randomização foi de 3 dias. Não foram encontradas diferenças significativas na redução média da carga viral no dia 3 ou no dia 7. Esse regime de tratamento não reduziu o risco de hospitalização (7,1%, controle vs. 5,9%, intervenção; RR 0,75 [0,32; 1,77]) nem reduziu o tempo para concluir a resolução dos sintomas (12 dias, controle vs. 10 dias, intervenção; p = 0,38). Não foram relatados eventos adversos relevantes relacionados ao tratamento.

Como conclusão, em pacientes com Covid-19 leve, nenhum benefício foi observado com o HCQ além dos cuidados usuais. Obeserve-se que este ensaio teve um número pequeno de pacientes nos dois grupos, o que pode ter comprometido o seu poder estatístico.

Fonte: https://academic.oup.com/cid/article/doi/10.1093/cid/ciaa1009/5872589

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: laura_czeats@hotmail.com  ou http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104

 

 


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