Temos muitos motivos para comemorar o dia do enfermeiro, pela sua importância para a saúde individual e coletiva, mas a quantas anda a sua saúde. Segundo o COFEN, o Brasil relata mais óbitos entre os profissionais de enfermagem que os Estados Unidos, apesar deste país ter mais de 8 vezes pacientes que nós. Além da nossa homenagem a estes super heróis, destacamos neste boletim a revisão realizada pela ANVISA sobre a desinfecção de pessoas e a atualização de suas orientações sobre transmissão, prevenção e controle de Covid-19 nas instituições de Saúde, inclundo reprocessamento de máscaras. Também destacamos a revisão feita pela OMS sobre a relação entre inibidores da ECA e o pior prognóstico das infecções pelo Sars-Cov2. 

Brasil ultrapassa EUA em óbitos de profissionais de Enfermagem por Covid-19

O número de profissionais de enfermagem mortos pela Covid-19 no Brasil chegou a 98 nesta quarta-feira (7), segundo dados do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem). O número de casos já é maior do que nos Estados Unidos, país mais atingido pela pandemia do novo coronavírus. Lá, se contabiliza 91 mortes, de acordo com levantamento do NNU (National Nurses United).

Em todo o mundo, mais de 260 profissionais de enfermagem já morreram, de acordo com o ICN (International Council of Nurses) e 90 mil estão infectados com a doença.

Dos 98 profissionais de enfermagem mortos pela Covid-19 no Brasil, 25 são enfermeiros, 56 técnicos e 17 auxiliares de enfermagem. Desses, 67% são mulheres. O observatório mostra também que o número total de confirmados com a doença já chega a quase 3 mil profissionais.

“É uma situação grave, que exige medidas imediatas para evitar o adoecimento em massa de profissionais, que pode ser catastrófico não apenas para os diretamente afetados, mas para o próprio sistema de Saúde”, diz Manoel Neri, presidente do Cofen.

O ICN reuniu mais informações de suas Associações Nacionais de Enfermagem, que sugerem que pelo menos 90.000 profissionais de saúde foram infectados e mais de 260 enfermeiros morreram.

O órgão, que reúne mais de 130 conselhos de enfermagem de diferentes países e que tem sede na Suíça, diz que falta transparência por parte dos governos sobre dados e informações da situação dos enfermeiros. Para a entidade, essa falha coloca mais enfermeiras e pacientes em perigo.

“A falta de dados oficiais sobre infecções e mortes entre enfermeiros e outros profissionais de saúde é escandalosa. Enfermeiras e profissionais de saúde foram expostos a um risco maior devido à falta de EPI e à falta de preparação para essa pandemia. Como resultado, vimos taxas de infecção e, tragicamente, as mortes aumentam diariamente. A falha dos governos em coletar essas informações de maneira consistente significa que não temos os dados que seriam adicionados à ciência que poderiam melhorar as medidas de controle e prevenção de infecções e salvar a vida de outros profissionais de saúde”, disse o CEO do ICN, Howard Catton.

No Brasil, somando com os suspeitos, a quantidade de casos reportados ao COFEN soma 11 mil.

Fonte: http://www.cofen.gov.br/brasil-ultrapassa-eua-em-mortes-de-profissionais-de-enfermagem-por-covid-19_79624.html 

ANVISA libera novas orientações de processos relacionados ao COVID-19

1.      Desinfecção de pessoas em ambientes públicos e hospitais durante a pandemia de Covid 19

Em vista da grande disseminação de publicidade em relação à utilização de estruturas (câmaras, cabines ou túneis) para desinfecção de pessoas, em diversas regiões do país, a ANVISA lançou um documento se posicionando sobre a prática. Ela relata como seria feita a desinfecção de profissionais de saúde, e com quais produtos, porém relata que não foram encontradas evidências científicas de que o uso dessas estruturas para desinfecção sejam eficazes no combate ao SARS-CoV-2.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/SEI_ANVISA+-+0988597+-+Nota+T%C3%A9cnica+Estruturas+de+desinfec%C3%A7%C3%A3o.pdf/9db87994-2267-4923-89ae-e2d132fa4bdd

2.      Orientações para a prevenção da transmissão de covid-19 dentro dos serviços de saúde. – atualização

Complementando a NT 04/2020, este documento discorre sobre o monitoramento epidemiológico de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 dentro dos serviços de saúde, estratégias de capacidade de crise para mitigar a falta de profissionais de saúde, implementação de controles de engenharia, etc.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271858/NOTA+T%C3%89CNICA+-GIMS-GGTES-ANVISA+N%C2%BA+07-2020/f487f506-1eba-451f-bccd-06b8f1b0fed6?version=1.0

3.      Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (sars-cov-2). – atualização

Nessa Nota Técnica são abordadas orientações para os serviços de saúde quanto às medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas, segundo as evidências disponíveis, até o dia 08.05.2020. Confira a planilha atualizada com as recomendações de EPIs para cada tipo de ambiente e profissional.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=/asset_publisher/view_content&_101_assetEntryId=5766579&_101_type=document&redirect=http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca%3Fp_p_id%3D3%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D1%26_3_groupId%3D0%26_3_keywords%3DNOTA%2BT%25C3%2589CNICA%2BN%25C2%25BA%2B04%252F2020%2BGVIMS%252FGGTES%252FANVISA%2B%26_3_cur%3D1%26_3_struts_action%3D%252Fsearch%252Fsearch%26_3_format%3D%26_3_formDate%3D1441824476958 

  1. sobre o processamento (reprocessamento) de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

  • Em razão da escassez de insumos e produtos durante a pandemia pelo COVID-19, em especial EPIs, e pela liberação de documento do FDA, estabelecendo diretrizes para os fabricantes (“manufacturers”) que tenham interesse na descontaminação de máscaras, a ANVISA se posicionou sobre o assunto.

Ela esclarece que não figuram entre as competências da Anvisa a elaboração ou a autorização de protocolos de processamento de produtos para saúde  ou processos de trabalho que são realizados em serviços de saúde. Por outro lado, destaca que, além da segurança microbiológica que pode ser alcançada com o processo de limpeza e desinfecção ou esterilização, é fundamental avaliar a manutenção da funcionalidade, eficácia e segurança do produto para saúde reprocessado. Muitos produtos para saúde, devido a sua configuração, têm potencial para ser adequadamente limpos e desinfetados ou esterilizados, no entanto, podem não ter o mesmo potencial de manutenção das características originais, como funcionalidade e eficácia, que permitam o seu reúso. Além disso, um método eficaz de reprocessamento não pode apresentar risco químico residual, podendo gerar dano para o usuário. Dessa forma, não há literatura científica que sustente que o processamento de EPIs, como as máscaras, é seguro para uso dos profissionais de saúde

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/Nota+Te%CC%81cnica+12+GGTES.pdf/42dfec78-8651-4714-b5dd-e9840f9b6037

OPAS colabora com Manaus, estado do Amazonas e Ministério da Saúde do Brasil na resposta à COVID-19

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em apoio às ações do Ministério da Saúde do Brasil, tem ajudado a fortalecer a capacidade de vigilância e laboratório do município de Manaus e do estado do Amazonas na resposta à doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19). A pedido da pasta e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas, o organismo internacional auxiliou a contratação de 23 enfermeiros, 2 profissionais de biotecnologia, 4 farmacêuticos, 3 biólogos, 6 técnicos de enfermagem e 9 digitadores.

Esses especialistas estão atuando na vigilância epidemiológica e hospitalar, no diagnóstico de infecções pelo novo coronavírus, no processamento laboratorial de amostras para identificação de casos de COVID-19 (ou outras doenças) e na digitação de informações para alimentar e manter atualizados bancos de dados do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6163:opas-tem-colabora-com-manaus-estado-do-amazonas-e-ministerio-da-saude-do-brasil-na-resposta-a-covid-19&Itemid=812

OMS: COVID-19 e o uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina e bloqueadores de receptores

Existe uma preocupação de que os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (inibidores da ECA) e os bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA) aumentem a suscetibilidade ao SARS CoV-2 do coronavírus (o agente viral que causa a doença COVID-19) e a probabilidade de doença grave do COVID-19. Essas preocupações são baseadas em considerações de plausibilidade biológica, e na observação de que há uma super-representação de pacientes com hipertensão e outras comorbidades cardiovasculares entre pacientes com COVID-19 que apresentam resultados ruins. Milhões de pessoas em todo o mundo estão em tratamento com ECA e BRAs para hipertensão, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana ou doença renal. Especulações sobre piores resultados entre os pacientes em uso desses medicamentos durante a pandemia de COVID-19 causaram ansiedade generalizada entre os pacientes e seus prestadores de cuidados. Por outro lado, os malefícios da retirada indiscriminada desses medicamentos nos resultados cardiovasculares estão bem documentados. Também há uma especulação generalizada sobre os possíveis benefícios dos IECA e BRA, com base em argumentos de plausibilidade biológica e dados em animais e pequenos estudos clínicos sobre pacientes com outras infecções respiratórias virais.

A OMS fez um resumo sobre as evidências atuais sobre o impacto dos inibidores da ECA ou dos bloqueadores dos receptores da angiotensina na doença respiratória aguda grave causada pela SARS CoV-2. Como conclusão, há evidências de baixa certeza de que os pacientes em terapia de longo prazo com inibidores da ECA ou BRA não apresentam maior risco de resultados ruins do COVID-19.

Fonte: https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/covid-19-and-the-use-of-angiotensin-converting-enzyme-inhibitors-and-receptor-blockers

CDC: Identificando estratégias para reduzir a propagação do COVID-19

O CDC lista cursos e websites para estudo sobre o novo coronavírus, a fim de que todos possam traçar um plano de mitigação da contaminação pelo Sars-CoV-2.

A lista incluis os seguintes treinamentos:

– Fazendo contato: um treinamento para os rastreadores de contatos COVID-19: os princípios básicos da doença do coronavírus 2019 (COVID-19) – Lição 1;

– Vírus respiratórios emergentes, incluindo COVID-19: métodos para detecção, prevenção, resposta e controle;

– Epidemiologia;

– Sinais e Sintomas;

– Atualização sobre a resposta de emergência atual;

– Maneiras de prevenir a disseminação do COVID-19;

– Precauções específicas para aqueles potencialmente expostos ou sintomáticos.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/php/contact-tracing/strategies-to-reduce-spread.html

Empresa lança nova máscara reutilizável que é semelhante à n95

Uma empresa paulista desenvolveu uma máscara reutilizável, semelhante à N95, sendo feita com material antimicrobiano, em virtude da produção com polímero de prata, que também tem propriedades bactericidas. A máscara ainda possui filtro (o mesmo utilizado na máscara PFF2, que filtra microrganismos e partículas não biológicas), que seria  a única parte que deverá ser descartada após a utilização, sendo o restante lavado com água e sabão para o reuso.

Fonte: https://www.ictq.com.br/farmacia-clinica/1511-empresa-lanca-nova-mascara-reutilizavel-que-e-semelhante-a-n95

Elaborado por: Laura Czekster Antochevis e Antonio Tadeu Fernandes


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