Neste boletim o CDC dá dicas importantes para o uso social de máscaras de pano; OPAS prevê que pandemia dure cerca de dois anos e propõe ajustes nas políticas públicas, sociais e de integração entre as nações; ANVISA flexibiliza boas práticas farmacêuticas para atender necessidades da pandemia; ensaios clínicos com novas drogas anti-virais são autorizados e FioCruz estabelece parceria para desenvolvimento de vacina.

CDC – Considerações sobre o uso de máscaras faciais de pano

  • O CDC recomenda que as pessoas usem coberturas de rosto de pano em locais públicos quando estiverem perto de pessoas com quem não residem, especialmente quando outras medidas de distanciamento social forem difíceis de manter.
  • As coberturas faciais de pano podem ajudar a impedir que pessoas com COVID-19 espalhem o vírus para outras pessoas.
  • É mais provável que os revestimentos de rosto de pano reduzam a propagação do COVID-19 quando são amplamente utilizados por pessoas em ambientes públicos.
  • As coberturas para o rosto de pano NÃO devem ser usadas por crianças com menos de 2 anos de idade ou por qualquer pessoa com dificuldade em respirar, inconsciente, incapacitada ou incapaz de remover a máscara sem assistência.

As máscaras faciais de pano são recomendadas como uma barreira simples para ajudar a impedir que gotas respiratórias percorram o ar e contaminem outras pessoas, ao tossir, espirrar, falar ou levantar a voz. Isso é chamado de controle de origem. Essa recomendação baseia-se no que sabemos sobre o papel das gotículas respiratórias na propagação do vírus que causa o COVID-19, combinado com evidências emergentes de estudos clínicos e laboratoriais que mostram que os revestimentos faciais de pano reduzem o spray de gotículas quando usadas sobre o nariz e boca. O COVID-19 se espalha principalmente entre as pessoas que estão em contato próximo (a cerca de um metro e oitenta), de modo que o uso de revestimentos de rosto de tecido é particularmente importante em locais onde as pessoas estão próximas umas das outras ou onde é difícil manter o distanciamento social.

O CDC reconhece que o uso de máscaras faciais de pano pode não ser possível em todas as situações ou para algumas pessoas. Adaptações e alternativas devem ser consideradas sempre que possível para aumentar a viabilidade de usar uma cobertura de pano ou reduzir o risco de espalhamento por COVID-19 se não for possível usar uma.

Por exemplo,

  • Indivíduos surdos ou com deficiência auditiva – ou aqueles que cuidam ou interagem com uma pessoa com deficiência auditiva – podem não ser capazes de usar coberturas de rosto de pano se confiarem na leitura para se comunicar. Nessa situação, considere usar uma cobertura de rosto clara. Se uma cobertura de rosto nítida não estiver disponível, considere se você pode usar a comunicação por escrito, usar legendas ocultas ou diminuir o ruído de fundo para tornar possível a comunicação enquanto usa uma cobertura de rosto de pano que bloqueia os lábios.
  • Alguns indivíduos com deficiências de desenvolvimento, problemas de integração sensorial ou sensibilidades táteis, certas condições de saúde mental ou capacidade cognitiva limitada podem ter uma reação negativa ao uso de uma cobertura de pano. Essas pessoas podem consultar seu médico como parte da decisão de usar uma cobertura de pano.
  • As crianças mais jovens (por exemplo, pré-escolar ou com idade precoce) podem não conseguir usar um rosto de pano cobrindo adequadamente, principalmente por um longo período de tempo. O uso de revestimentos de rosto de pano pode ser priorizado em momentos em que é difícil manter uma distância de um metro e oitenta dos outros (por exemplo, durante a retirada de um carro, ou quando está na fila da escola). Garantir o tamanho e o ajuste adequados da cobertura do rosto de pano e fornecer às crianças lembretes e informações frequentes sobre a importância e o desgaste adequado dos revestimentos de rosto de pano podem ajudar a resolver esses problemas.
  • Os indivíduos não devem usar revestimentos de rosto de pano enquanto estiverem envolvidos em atividades que possam fazer com que o revestimento de rosto de pano se molhe, como ao nadar na praia ou na piscina. A cobertura de um pano úmido pode dificultar a respiração. Para atividades como natação, é particularmente importante manter distância física dos outros quando estiver na água.
  • Indivíduos envolvidos em atividades de alta intensidade, como corrida, podem não ser capazes de usar uma cobertura de pano se causar dificuldade em respirar. Se não conseguir usar uma cobertura de pano, considere realizar a atividade em um local com maior ventilação e troca de ar (por exemplo, ao ar livre versus em ambientes fechados) e onde é possível manter distância física de outras pessoas.
  • Indivíduos que trabalham em um ambiente em que os revestimentos de tecido podem aumentar o risco de doenças relacionadas ao calor ou causar problemas de segurança devido à introdução de um perigo (por exemplo, correias presas em máquinas) podem consultar um profissional de segurança e saúde ocupacional para determinar a cobertura facial adequada para a sua configuração. Os trabalhadores externos podem priorizar o uso de revestimentos faciais em tecido quando em contato próximo com outras pessoas, como durante viagens de grupo ou reuniões de turno, e remover revestimentos faciais quando o distanciamento social é possível. Encontre mais informações aqui e abaixo.

As coberturas de rosto de pano são uma medida preventiva crítica e são mais essenciais nos momentos em que o distanciamento social é difícil. Se não for possível usar as coberturas para o rosto de pano, tome outras medidas para reduzir o risco de propagação do COVID-19, incluindo distanciamento social, lavagem frequente das mãos e limpeza e desinfecção de superfícies frequentemente tocadas.

Fonte: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prevent-getting-sick/cloth-face-cover-guidance.html

OPAS: Países devem se preparar para enfrentar surtos recorrentes de COVID-19 pelos próximos 2 anos

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, afirmou quarta-feira (24) que, na ausência de tratamentos eficazes ou na ampla disponibilidade de uma vacina, a Região das Américas pode sofrer surtos recorrentes de COVID-19, intercalados com períodos de transmissão limitada, ao longo dos próximos dois anos.

“Diante de uma pandemia que muda rapidamente, a liderança tornará efetiva ou romperá nossa resposta. Agora é a hora de os líderes superarem as divisões políticas e as fronteiras geográficas para aumentar o apoio a uma resposta proporcional a essa crise sem precedentes”, afirmou Etienne em uma coletiva de imprensa.

Segundo ela, a flexibilidade na resposta é fundamental. “As medidas de saúde pública e os esforços de proteção social precisarão ser revisados periodicamente para minimizar o impacto do vírus em nossas sociedades. A provisão de proteção social, financeira e fiscal, especialmente em comunidades altamente dependentes de economias informais, é essencial”, afirmou.

“Não superaremos esta crise sem atender às necessidades dos mais vulneráveis: os mais propensos a adoecer e os menos propensos a receber cuidados, como povos indígenas, pessoas de ascendência africana, pessoas em situação de pobreza nas áreas urbanas e populações migrantes. Se nós os negligenciarmos, correremos o risco de que os próximos dois anos pareçam os últimos meses”, disse a diretora da OPAS.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6206:paises-devem-se-preparar-para-enfrentar-surtos-recorrentes-de-covid-19-pelos-proximos-2-anos&Itemid=812

ANVISA – Certificação de Boas Práticas Farmacêuticas e priorização de análises

A Anvisa definiu critérios e procedimentos extraordinários e temporários para certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF) para registro e alterações pós-registro de medicamentos, insumos e produtos para a saúde, a fim de garantir o abastecimento do mercado diante da pandemia. As novas regras, reunidas na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 346/2020, foram adotadas em um cenário que inviabiliza a inspeção sanitária in loco nas plantas internacionais dos fabricantes.

O ambiente virtual, criado para dar mais transparência às ações, disponibiliza todas as petições relacionadas ao tema em trâmite na Anvisa. Nele, constam a identificação dessas petições por número de expediente e ordem cronológica de peticionamento, além da situação de análise e o tempo em cada fase, entre outras informações.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_p_id=101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_groupId=219201&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_urlTitle=certificacao-de-bpf-e-priorizacao-de-analises-entenda&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_assetEntryId=5927284&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_type=content

Autorizados dois novos estudos clínicos para Covid-19

A Anvisa publicou nesta quarta-feira (24/6), em edição extra do Diário Oficial da União (D.O.U.), a autorização para a realização de dois novos estudos clínicos relacionados à Covid-19. O objetivo das pesquisas é testar medicamentos experimentais no tratamento de pacientes hospitalizados com quadros graves provocados pela doença.

O primeiro deles é um estudo de fase 3 destinado à avaliação da eficácia e da segurança do medicamento experimental remdesivir em pacientes com pneumonia grave provocada pela Covid-19. Nesta pesquisa, o produto será usado no tratamento de dois grupos, sendo que um receberá o medicamento associado ao fármaco tocilizumabe e outro será tratado com o remdesivir com placebo.

A outra autorização é referente a um estudo, também de fase 3, desenvolvido para avaliar a eficácia e a segurança do medicamento experimental ruxolitinibe em pacientes com “tempestade de citocinas” associada à Covid-19. Esta situação ocorre quando o organismo gera uma quantidade exagerada de defesas (citocinas) contra a doença, causando agravamento do quadro clínico.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_p_id=101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_groupId=219201&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_urlTitle=autorizados-novos-estudos-clinicos-para-covid-19&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_assetEntryId=5925052&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_type=content 

Covid-19: Fiocruz firmará acordo para produzir vacina da Universidade de Oxford

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmará acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca para compra de lotes e transferência de tecnologia da vacina para Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford. O acordo será resultado da cooperação entre o governo brasileiro e a biofarmacêutica, anunciado neste sábado (27/6) pelo Ministério da Saúde.

Trata-se de uma encomenda tecnológica em que a instituição adquire o produto antes do término dos ensaios clínicos previstos, em função do movimento global de mobilização e para aquisição de vacinas. O acordo com a biofarmacêutica prevê duas etapas de produção. A primeira consiste na produção de 30,4 milhões de doses antes do término dos ensaios clínicos, o que representaria 15% do quantitativo necessário para a população brasileira, ao custo de 127 milhões de dólares. O investimento inclui não apenas os lotes de vacinas, mas também a transferência de tecnologia para que a produção possa ser completamente internalizada e nacional.

https://agencia.fiocruz.br/covid-19-fiocruz-firmara-acordo-para-produzir-vacina-da-universidade-de-oxford?utm_source=Facebook&utm_medium=Fiocruz&utm_campaign=campaign&utm_term=term&utm_content=content&fbclid=IwAR3FhhvlCbX2ansKKgibGPG3Y92GDwo6BZpJtN9LnNTf42OJJ-DwU7aJ1SY

Elaborado por Laura Czekster Anthochevis

Contatos: laura_czeats@hotmail.com  ou

http://linkedin.com/in/laura-czekster-antochevis-457603104

 


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