Neste boletim, nossa colaboradora Laura Czekster apresenta e sintetiza importante documento da ANVISA sobre cirurgias eletivas durante a pandemia. Também destacamos link para notificação de infecção em profissionais de saúde, recomendações para realização de ventos e funerais.

Nota Técnica 06/2020 GVIMS/ANVISA sobre procedimentos cirúrgicos atualizada!

Foi liberada na última sexta-feira (29), uma atualização da nota técnica da ANVISA que trata sobre as orientações para a prevenção e o controle das infecções pelo novo coronavírus em procedimentos cirúrgicos.

Confira um resumo das atualizações:

  • Em relação às cirurgias eletivas não essenciais, é fundamental que a decisão de operar ou não o paciente leve em consideração a situação epidemiológica local (visto que a ocorrência da COVID-19 não tem uma distribuição uniforme no país), seguida pela avaliação dos gestores e do diretor técnico do serviço de saúde sobre a capacidade de receber pacientes eletivos (infraestrutura, profissionais de saúde e de apoio e insumos em geral) e pela avaliação clínica da equipe médica quanto ao caso clínico do paciente.
  • A Indicação de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para as equipes do centro cirúrgico e da internação cirúrgica teve algumas alterações, pois, conforme a Nota Técnica GVIMS/GGTES/Anvisa 04/2020, o profissional deve avaliar a necessidade do uso de avental impermeável, a depender do quadro clínico do paciente e do risco de exposição a sangue, vômitos, fezes, secreção orotraqueal, etc.
  • Para as salas de cirurgia, durante os procedimentos como a indução anestésica, intubação e extubação orotraqueal, e procedimentos cirúrgicos com geração de aerossóis, é recomendável que o paciente permaneça em sala com pressão negativa, com filtro HEPA, que permita a filtração entre 6 e 25 vezes/hora e com a pressão negativa de pelo menos -5Pa em relação a antessala (para reduzir a disseminação do vírus para além da sala cirúrgica – ABNT 7256). Na indisponibilidade de sala cirúrgica, que evite a dispersão dos aerossóis carreados com o vírus para fora da sala ou de sala com pressão negativa, recomenda-se desligar o equipamento de ar condicionado da sala cirúrgica durante a realização de procedimentos potencialmente geradores de aerossóis (pressão neutra). (Australian Society of Anaesthetists, 2020)
    • Normalmente, os centros cirúrgicos têm pressão positiva, as salas não são independentes e o sistema de climatização é geral. Assim, desligando o sistema de uma sala, desliga todo o sistema. Dessa forma, em situações de cirurgias em pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19, é recomendado não deixar o sistema de ar central ligado no centro cirúrgico se tiver pressão positiva. Porém, é importante consultar a equipe responsável pela operação do sistema de climatização, certificando-se de que essas adaptações são possíveis e que a solução adotada não contaminará os ambientes de apoio da unidade ou outras unidades do serviço de saúde. Após a cirurgia (ou procedimento) e antes da liberação para utilização da sala por outros pacientes e equipes, a sala deverá ser mantida com a mesma pressão (negativa ou neutra), enquanto a limpeza terminal estiver sendo realizada.
  • Quanto à retomada dos procedimentos cirúrgicos eletivos, a avaliação epidemiológica local e regional é fundamental antes de se considerar a retomada da realização de cirurgias eletivas, visto que uma única orientação com efeito nacional é inviável neste momento, devido à heterogeneidade de situações epidemiológicas no Brasil. Para tanto, recomenda-se a redução sustentada de novos casos da COVID-19 durante, pelo menos, 14 dias consecutivos na área geográfica, além da avaliação de outras condições próprias do serviço de saúde como o número de leitos hospitalares disponíveis, EPIs e equipamentos de suporte à vida. Recomenda-se que os serviços de saúde que avaliarem que possuem condições para propor a retomada das atividades cirúrgicas eletivas instituam uma Comissão de priorização da agenda cirúrgica para o momento da pandemia da COVID-19.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271858/Nota+t%C3%A9cnica+06-2020+GVIMS-GGTES-ANVISA/40edaf7d-8f4f-48c9-b876-bee0090d97ae

ANVISA divulga informações complementares para hospitais de campanha

Está disponível para consultas a Nota Técnica (NT) 141/2020, que reúne orientações complementares sobre os hospitais de campanha e estruturas alternativas de assistência à saúde durante a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. O documento agrega informações à NT 69/2020, publicada em 9 de abril.

A nova NT, elaborada juntamente com a colaboração de representantes das Vigilâncias Sanitárias dos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, foi necessária devido à evolução da pandemia e considerando as diversas estratégias adotadas no país.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_p_id=101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_groupId=219201&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_urlTitle=hospitais-de-campanha-veja-orientacoes-complementares&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_assetEntryId=5896970&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_type=content

OPAS apoia Ministério da Saúde do Brasil, Amazonas e Pará no reforço da capacidade laboratorial e de vigilância

Nesta quarta-feira (27), a representante da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Socorro Gross, acompanhou a visita do ministro interino da Saúde do país, Eduardo Pazuello, à Belém, no Pará, para se reunir com autoridades locais e conhecer de perto algumas das ações desenvolvidas.

Por meio do termo de cooperação assinado com o Pará, a OPAS ajudou a construir a Sala de Inteligência da Gestão, incluindo um painel de monitoramento da COVID-19 no Estado. A ferramenta ajuda a identificar onde o vírus está circulando e produzir cenários que permitem a tomada de decisão com base em informações qualificadas. A Organização Pan-Americana da Saúde também fortaleceu a capacidade de resposta da Secretaria de Saúde do Pará ao contratar dois profissionais para atuar na vigilância e um para laboratório.

Fonte: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6183:covid-19-opas-apoia-ministerio-da-saude-do-brasil-amazonas-e-para-no-reforco-da-capacidade-laboratorial-e-de-vigilancia&Itemid=812

Comunidade internacional se une para apoiar pesquisa e ciência abertas na luta contra a COVID-19

Vinte e nove países e diversos parceiros e instituições internacionais concordaram em apoiar a iniciativa “COVID-19 Technology Access Pool (C-TAP)”, destinada a tornar vacinas, testes, tratamentos e outras tecnologias em saúde acessíveis a todos para combater a COVID-19.

Existem cinco elementos principais para a iniciativa:

  • Divulgação pública de sequências genéticas e dados;
  • Transparência em torno da publicação de todos os resultados de ensaios clínicos;
  • Governos e outros financiadores são incentivados a incluir cláusulas em acordos de financiamento com empresas farmacêuticas e outros inovadores sobre distribuição equitativa, acessibilidade e publicação de dados de ensaios;
  • Licenciar qualquer potencial tratamento, diagnóstico, vacina ou outra tecnologia de saúde para o “Medicines Patent Pool” – um órgão de saúde pública apoiado pelas Nações Unidas que trabalha para aumentar o acesso e facilitar o desenvolvimento de medicamentos que salvam vidas em países de baixa e média renda;
  • Promoção de modelos de inovação abertos e transferência de tecnologia que aumentam a capacidade local de fabricação e fornecimento, inclusive por meio da adesão ao Open Covid Pledge e à Technology Access Partnership (TAP).

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6186:comunidade-internacional-se-une-para-apoiar-pesquisa-e-ciencia-abertas-na-luta-contra-a-covid-19&Itemid=812

OMS: Protocolo de vigilância para infecção por SARS-CoV-2 entre profissionais de saúde

Este é um protocolo de vigilância direcionado a profissionais de saúde considerados positivos para o COVID-19. Isso representa uma ferramenta e serviço técnico que a OMS está fornecendo aos países que desejam entender melhor as características e a exposição dos profissionais de saúde infectados com COVID-19. É a adaptação global de uma ferramenta que foi utilizada em março de 2020, na Itália, para vigilância e investigação epidemiológica em profissionais de saúde positivos para COVID-19.

Ao usar o protocolo padronizado fornecido, os dados de vigilância do COVID-19 entre os profissionais de saúde e sua exposição epidemiológica podem ser sistematicamente coletados e compartilhados rapidamente em um formato que pode ser facilmente agregado, tabulado e analisado localmente, nacional e globalmente.

Fonte: https://www.who.int/publications-detail/WHO-2019-nCoV-HCW_Surveillance_Protocol-2020.1 

Principais recomendações de planejamento para reuniões de massa no contexto do atual surto de COVID-19

O documento fornece orientação aos governos, autoridades de saúde e organizadores nacionais ou internacionais de reuniões em massa sobre os riscos de transmissão do COVID-19 associados a eventos como esses.

Reuniões de massa são eventos caracterizados pela concentração de pessoas em um local específico, para uma finalidade específica, em um período de tempo definido. As reuniões de massa podem incluir um único evento ou uma combinação de vários eventos em diferentes locais, como as Olimpíadas. Há uma gama diversificada de reuniões de massa, como esportes, música / entretenimento, eventos religiosos, grandes conferências e exposições e outros. Reuniões em massa não são meramente eventos recreativos; eles têm implicações importantes no bem-estar psicológico de grande número de indivíduos (por exemplo, eventos religiosos), pode exercer um papel importante na promoção de comportamentos saudáveis e proporcionar emprego a um grande número de pessoas. Uma vez que as reuniões de massa têm substanciais políticas, culturais, implicações sociais e econômicas, as autoridades devem avaliar a importância e necessidade de um evento e considerar as consequências, observando se todos os riscos à saúde serão adequadamente tratados e mitigados.

Assim, o documento traz um exercício de avaliação de risco para reuniões em massa no contexto do COVID-19, assim como da capacidade de aplicar medidas de prevenção e controle de disseminação.

Fonte: https://www.who.int/publications-detail/key-planning-recommendations-for-mass-gatherings-in-the-context-of-the-current-covid-19-outbreak

CDC – Pessoas com Distúrbios do Desenvolvimento e do Comportamento pertencem ao grupo de risco de infecção por COVID-19?

Os distúrbios de desenvolvimento e comportamentais são um grupo de condições que ocorrem devido a uma deficiência nas áreas física, de aprendizagem, de linguagem ou de comportamento. Essas condições começam durante o período de desenvolvimento, podem afetar o funcionamento diário e geralmente duram toda a vida de uma pessoa. Alguns distúrbios de desenvolvimento e comportamentais incluem:

  • Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
  • Autismo
  • Paralisia cerebral
  • X frágil
  • Deficiência intelectual
  • Transtorno de Aprendizagem
  • Síndrome de Tourette

A maioria das pessoas com distúrbios de desenvolvimento ou comportamentais não tem naturalmente maior risco de se infectar ou ter uma doença grave por causa de um novo coronavírus (COVID-19). No entanto, pessoas com distúrbios de desenvolvimento ou comportamentais que têm sérias condições médicas subjacentes podem estar em risco de doenças graves. Algumas pessoas com distúrbios de desenvolvimento ou comportamentais podem ter dificuldades em acessar informações, entender ou praticar medidas preventivas e comunicar sintomas de doença.

Assim, para esse grupo de indivíduos, assim como para todos os outros que possuem alguma comorbidade, está indicado que continuem os seus tratamentos rotineiros, assim como inserir comportamentos que controlem o estresse da situação.

Fonte:

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/people-with-developmental-behavioral-disabilities.html

CDC – Orientação para Funerais no contexto COVID-19

O luto pela perda de um ente querido durante o medo e a ansiedade com a pandemia do COVID-19 pode ser esmagador. Pode ser difícil para as pessoas tomarem decisões sobre como lamentar e honrar com segurança a pessoa amada. Esta orientação é para indivíduos e famílias que terão contato com diretores funerários, líderes comunitários e religiosos e outros para planejar e realizar serviços e visitas fúnebres durante a pandemia do COVID-19.

Em algumas situações, muitas pessoas adoeceram com o COVID-19 após comparecerem a um funeral. Para ajudar a impedir a propagação do COVID-19 nas comunidades, é necessário fazer alterações na maneira como são realizados os funerais, as visitas e os memoriais dos mortos. Esta orientação fornece estratégias para proteger a si e aos outros quando você está sofrendo com a perda de um ente querido, apoiando-se mutuamente, organizando funerais e participando de serviços funerários e visitas. Alguns exemplos incluem:

  • Usando a tecnologia para conectar-se virtualmente com familiares e amigos durante o processo de luto.
  • Considerar arranjos funerários modificados, como limitar a participação em funerais realizados logo após a hora da morte a um pequeno número de familiares e amigos imediatos; e depois realizar serviços memoriais adicionais quando as diretrizes de distanciamento social são menos restritivas.
  • Praticar o distanciamento social, mantendo pelo menos 6 pés entre os participantes, funcionários da instalação e clérigos ou oficiantes quando pequenos serviços pessoais são realizados.
  • Considerar modificações nos rituais e rituais fúnebres (por exemplo, evite tocar no corpo da pessoa falecida, seus pertences pessoais ou outros objetos cerimoniais) para garantir a segurança de todos.
  • Usar máscaras de pano enquanto estiver perto de outras pessoas e fora de sua casa.

Confirma mais em https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/daily-life-coping/funeral-guidance.html

Elaborado por: Laura Czekster Anthochevis

Contato: laura_czeats@hotmail.com

 


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