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A ANVISA lançou uma proposta de competências para prevenção e controle das IRAS e da resistência microbiana a serem incluídas na matriz curricular nacional para cursos de formação técnica e de graduação na área da saúde.

Destacamos deste documento: “a formação dos futuros profissionais de saúde sobre controle de infecções e gerenciamento do uso de antimicrobianos como parte fundamental das atividades para sua contenção faz-se uma medida muito necessária… A prevenção e o controle de infecção devem fazer parte da cultura institucional, para tanto, os seus profissionais devem estar conscientes da importância de prevenir IRAS e vigilantes na aplicação de uma variedade de medidas de prevenção, nesse sentido, é fundamental que eles tenham contato com o tema desde sua formação, seja no nível técnico ou na graduação”

Esta é mais uma importante vitória dos controladores de infecção, que há muito destacam o impacto negativo da deficiência de formação dos profissionais de saúde nesta área, devido a ausência de uma disciplina específica. Ela vem se somar à recente determinação do Ministério da Saúde sobre a Vigilância Epidemiológica Hospitalar.

Se atentarmos para nossa história no Brasil, vemos que em meados dos anos 80 o país participou de uma oficina da OPAS sobre controle de infecções, sendo inclusive editada a primeira Portaria MS sobre o tema (196/83), mas só a partir da morte do Presidente Tancredo Neves, em 1985, foram criados os Centros de Treinamento que difundiram os princípios básicos desta atuação.

No final de 2017 a OMS lançou um documento sobre os componentes essenciais para o controle das infecções e da resistência microbiana, no qual já se enfatizava a importância de incluir esta disciplina na formação curricular na área da saúde. Entretanto, só após a explosão da pandemia é que saiu esta recomendação oficial no Brasil. De qualquer forma, mesmo que forçado pelas circunstâncias, é importante ter nossa atividade reconhecida como fundamental e que deva ser incluída na graduação de profissionais e técnicos da saúde.

A proatividade é um dos requisitos essenciais para um controle de infecção e da resistência microbiana, embora as recomendações da ANVISA sejam medidas reativas, elas reforçam a importância do controle de infecção e da resistência microbiana, que como sempre destacamos, é a mais importante atitude dos profissionais de saúde, agindo de forma integrada pelos seus pacientes e toda comunidade. Infelizmente esta é apenas uma recomendação, cabendo agora ao MEC e todas universidades e faculdades, que formam profissionais de saúde, darem um passo essencial para sua concretização.

Sonhamos com o dia que nosso lema seja incorporado culturalmente em todos que vão atuar ou gerenciar as atividades de proteção, recuperação e promoção da saúde. “Controle de infecção, da segurança do paciente para a segurança da humanidade”.

Autor: Antonio Tadeu Fernandes

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