Esta investigação documental com caráter descritivo, retrospectivo e predominantemente quantitativo teve como objetivo analisar o perfil dos acidentes com material biológico das Unidades de Pronto Atendimento 24h do Estado do Rio de Janeiro no período de 2009 a 2011, a partir das fichas de notificação.

Os resultados, corroborando outros estudos apontam os técnicos de enfermagem como a categoria mais exposta (67%), profissionais mulheres (79%), do turno diurno (65%). Dos acidentes, 55% ocorreram no momento da execução de alguma atividade junto ao paciente e que a atividade de maior prevalência, foi a punção venosa/arterial com 51% dos acidentes. Os acidentes percutâneos foram, tal qual a literatura evidencia, os maiores responsáveis pelas notificações (83%). Assim, os resultados ratificam a alta incidência de acidentes com material biológico.

O número de acidentes demonstra que a segurança do trabalhador da saúde requer maiores investimentos, estímulos à educação continuada e constante vigilância, seja por parte daqueles que vivenciam a exposição biológica ou pelos empregadores e governo. Por mais que o número ainda não seja alarmante, a cultura da prevenção de acidentes deve ser alimentada, redobrando-se os cuidados com os ambientes de trabalho.

Questões como ações preventivas devem partir, simultaneamente, do trabalhador e do empregador que, além da disponibilização dos equipamentos de proteção, devem assumir a responsabilidade acerca da implantação de estratégias educativas, de modo a estimular no trabalhador a assistência de saúde com segurança, como também fiscalizar se as diretrizes adotadas estão sendo observadas pelos trabalhadores.

Autoras: MEIRE FERREIRA DA SILVA e PATRÍCIA MOUTA NUNES DE OLIVEIRA

 


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