Apesar da importância da vacinação dos profissionais de saúde contra gripe H1N1, relacionada principalmente ao seu risco de adoecimento e de transmissão deste agente, a cobertura vacinal foi abaixo de 50% neste segmento populacional.

As principais justificativas foram não se achar grupo de risco e o medo dos efeitos colaterais (principalmente síndrome de Guillain-Barré) e da picada da agulha. Park e colaboradores estudaram profissionais de saúde de sete hospitais universitários localizados na Coréia do Sul entre outubro e dezembro de 2009.

A cobertura vacinal foi significativamente maior em profissionais do sexo feminino (93,3% X 89,0% p<0,001), enfermeiros (95,4% p<0,001) e nas faixas etárias abaixo de 30 anos (92,4 p= 0,003) e entre 40 e 49 anos (92,9 p=0,003). Pela análise multivariada, os médicos foram os profissionais que menos aderiram (84,7 p < 0,001). O questionário sobre efeito colaterais teve um retorno de 44,4% e a ocorrência total foi de 38,1% destacando-se: fadiga (21,1%), dor local (20,1%), mialgia (13,8%), cefaleia (13,5%), sensação de febre (11,3%), coriza (11,0%), tontura (10,7%), dor de garganta (10,2%), tosse (7,5%), calafrios (7,1), vermelhidão local (4,9%) e sintomas gastro intestinais (3,2%).

Os autores resumem afirmando que nenhum efeito colateral grave foi relatado com a vacina monovalente H1N1 2009. Esta informação pode ajudar na adesão dos profissionais de saúde à vacinação.

Fonte: American Journal of Infection Control: vol 39, pags 69-71, fev 2011

Resenha elaborada por Antonio Tadeu Fernandes para CCIH Revista

 

Revisado e atualizado por Antonio Tadeu Fernandes
para Memória CCIH



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