Acinetobacter baumannii multirresistente (MDR) é um patógeno hospitalar emergente e potencialmente grave. Nos últimos anos, vem sendo isolado de maneira mais frequente, particularmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), onde é responsável por diversas infecções graves como infecção de corrente sanguínea, pneumonias, infecção do trato urinário e infecção cirúrgica.

Infecções por esse microrganismo são difíceis de tratar dada sua ampla resistência intrínseca e, a partir do início dos anos 90, ao aumento na incidência de pacientes colonizados ou infectados por Acinetobacter baumannii resistente a carbapenem. Sua longa sobrevida em superfícies secas e em superfícies inanimadas como travesseiros e cortinas contribuem para sua ampla disseminação no ambiente hospitalar o que, somado a sua capacidade em adquirir diversos mecanismos de resistência o torna um agente com grande potencial para causar surtos. Infrequentemente encontrado na pele humana, relatos de surtos têm sugerido a transmissão deste patógeno entre pacientes através do contato direto com mãos dos profissionais de saúde ou do contato indireto com artigos e superfícies contaminadas.

Entre os fatores de risco envolvidos destacam-se o uso prévio de cefalosporinas, carbapenens, fluoroquinolonas e ventilação mecânica. Por conseguinte, para evitar a disseminação de infecções por Acinetobacter MDR relacionadas à assistência à saúde, é importante promover o uso racional de antimicrobianos. Para controle de surtos hospitalares, além da estrita adesão às práticas de controle de infecção habituais, faz-se necessário uma limpeza e desinfecção do ambiente adequada, o uso de sistemas de sucção fechados, e, eventualmente, pode ser necessário o fechamento de unidades.

Autora: FERNANDA FOREQUE SARMENTO

 


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