As queimaduras estão entre os mais comuns acidentes domésticos, neste contexto, mesmo em unidades de saúde não especializadas, invariavelmente a equipe de saúde depara-se com o paciente queimado, quer a nível ambulatorial, quer a nível interno.

A queimadura é uma lesão em determinada parte do organismo desencadeada por um agente físico, que age no tecido causando destruição parcial ou total da pele e seus anexos podendo atingir camadas profundas. Nas queimaduras profundas há uma grande quantidade de tecidos necróticos, o que facilita o desenvolvimento de infecção. Apesar dos avanços no tratamento de queimados que vêm reduzindo as taxas de letalidade e melhorado a qualidade de vida das vítimas, as complicações infecciosas continuam representando um grande desafio e uma das principais causas de óbito no paciente queimado, uma vez que as queimaduras são um sítio favorável à multiplicação de microrganismos e infecção, principalmente devido às grandes áreas envolvidas e ao longo tempo de internação. Medidas de prevenção e tratamento das infecções são essenciais para a sobrevida dos pacientes com queimaduras.

O presente trabalho fala sobre a semiologia da pele, a fisiopatologia de queimados, a assistência de enfermagem, as complicações infecciosas, a importância do curativo e o desgaste da equipe de enfermagem frente ao tratamento. Para tanto foi realizado um levantamento bibliográfico do referido tema.

Conclui-se que um melhor conhecimento dos fatores preditivos para complicações infecciosas em pacientes queimados permite estimar a probabilidade de infecção o que poderá facilitar o diagnóstico e o tratamento precoces destas complicações, com uma terapia sistêmica adequada, contribuindo para reduzir a morbidade e a letalidade nesses pacientes.

 

Autora: ANA PAULA TIMÓTEO

 


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