O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo lançou um manual com as melhores práticas para higiene hospitalar, que contou coma participação de ex-alunos e professores de nosso curso, entre outros colaboradores de renome. Destacamos deste manual algumas informações entre aspas.

A higiene e limpeza ambiental são importantes para prevenção e controle das infecções hospitalares?

A higiene e limpeza ambiental é um dos pilares da prevenção e controle de infecções relacionadas a assistência à saúde. Este manual aborda a higiene ambiental tendo como foco principal a sua contribuição no conjunto de medidas que visam a prevenção da disseminação da resistência microbiana em serviços de saúde”. Seu objetivo é “fornecer informações quanto às melhores práticas disponíveis quanto à limpeza e desinfecção no ambiente hospitalar como subsídio ao aprimoramento da qualidade da limpeza enfocando, principalmente, o controle de Microrganismos Resistentes (MR)”.

Existem evidências científicas que o ambiente pode ser um reservatório de multirresistentes?

“O ambiente ocupado por pacientes pode funcionar como reservatório para microrganismos resistentes (MR) favorecendo a disseminação desses agentes. Um estudo realizado em Massachusetts identificou associação entre a contaminação do ambiente com Enterococcus spp. resistente à vancomicina (VRE) e a infecção ou colonização por esse agente. Também foi observada associação entre os índices de pressão de colonização e a contaminação ambiental. Em outro estudo a internação em quartos previamente ocupados por pacientes portadores de VRE e Staphylococcus aureus resistente a oxacilina (MRSA) aumentou em 40% o risco de aquisição desses patógenos.”

“Evidências científicas afirmam que alguns patógenos nosocomiais como MRSA, VRE, Clostridium difficile, e bastonetes gram-negativos MR, incluindo Acinetobacter baumannii, são capazes de sobreviver em superfícies ambientais por dias ou até meses, o que aumenta de forma expressiva o risco de transmissão cruzada”… “Estima-se que a fonte desses agentes patogênicos causadores de IRAS em unidades críticas seja 40-60% proveniente da microbiota endógena do paciente, 20-40% relacionada à transmissão cruzada por meio das mãos de profissionais de saúde, 20-25% alterações na microbiota induzidas por antibióticos e 20% relacionada a outras fontes incluindo a contaminação do ambiente”….Estudos microbiológicos mostram que a permanência de patógenos hospitalares em superfícies secas in vitro varia de acordo com as condições experimentais. No entanto, algumas cepas de bactérias na forma vegetativa têm capacidade de sobreviver por meses em superfícies hospitalares”.

As rotinas de limpeza e desinfecção ambiental podem afetar essa transmissão?

“As rotinas de limpeza e desinfecção ambiental são ferramentas indispensáveis para a prevenção da disseminação de MR no ambiente hospitalar. Assim, é pertinente a elaboração de um documento elencando as melhores práticas quanto à limpeza e desinfecção ambiental”…. “Uma das estratégias frequentemente incorporadas ao controle de infecção em resposta a um surto hospitalar é a limpeza criteriosa do ambiente. Uma série de estudos destacam a limpeza como um dos componentes principais no controle de surtos causados por Norovírus, MRSA, Clostridium. difficile, VRE e Acinetobacter resistente”.

 

Este foi apenas um aperitivo sobre o conteúdo deste manual que publicamos em documento anexo, podendo também ser acessado no site do CVE. Recomendamos sua leitura atenta.


Ficou interessado? Veja nossos cursos MBA em CCIH e CME.