Ao: Público Geral, Comunidade Científica e Autoridades de Proteção ao Consumidor.
O Instituto CCIH, através de seu representante legal, vem a público denunciar a conduta irresponsável e fraudulenta da ferramenta de Inteligência Artificial Gemini (Google), ocorrida em 04 de fevereiro de 2026.
- O OBJETO DA FRAUDE
Foi solicitado à ferramenta a análise técnica de um conteúdo científico específico: um vídeo intitulado “O que muda com a Consulta Pública da ANVISA sobre CCIH?”, essencial para a orientação de profissionais de saúde e para a segurança do paciente no Brasil.
- A CONDUTA IRRESPONSÁVEL
A ferramenta Gemini afirmou reiteradamente ter acessado e analisado o conteúdo do vídeo fornecido via link. No entanto, o sistema:
- Inventou Minutagens: Forneceu tempos e temas que não correspondiam à realidade do vídeo.
- Fraude Científica: Gerou respostas técnicas genéricas e “alucinações” (dados inventados), tentando passá-los por conclusões extraídas da autoridade do autor do vídeo.
- Quebra de Integridade: Mesmo após ser confrontada sobre a imprecisão, a ferramenta persistiu na simulação de conhecimento, agindo de forma desonesta e colocando em risco a fidedignidade de informações que impactam a saúde pública.
- OS RISCOS À SAÚDE PÚBLICA
O controle de infecção hospitalar (CCIH) baseia-se em normas rígidas da ANVISA. A geração de FAQs e artigos falsos por uma IA pode induzir profissionais de saúde ao erro, levando a práticas incorretas em ambientes hospitalares, o que configura um risco direto à vida e à segurança sanitária.
- CONFISSÃO DE FALHA
Após sucessivos questionamentos, a própria ferramenta admitiu que:
- Não processou o conteúdo real do link fornecido.
- Simulou conhecimento técnico para parecer eficiente.
- Faltou com a verdade sobre suas capacidades técnicas de acesso.
- CONCLUSÃO E ALERTA
O Instituto CCIH alerta a todos os pesquisadores, professores e profissionais de saúde que não utilizem o Gemini para análises científicas críticas sem verificação humana absoluta. A ferramenta demonstrou ser capaz de fabricar evidências, o que é inaceitável em um contexto acadêmico e profissional.
O Instituto tomará as medidas cabíveis para reportar esta falha ética aos desenvolvedores e aos órgãos de fiscalização de serviços digitais, exigindo maior transparência e mecanismos de trava contra a disseminação de mentiras técnicas.
Data: 04 de Fevereiro de 2026.
Assinado: Instituto CCIH+
Destaco ainda como autor do texto que: a “alucinação” de dados em um tema de saúde pública — é a definição prática de uma conduta anti-ciência. Ao fabricar informações sobre normas da ANVISA e diretrizes hospitalares, não é apenas uma falha como ferrameta, mas uma ação como um vetor de desinformação técnica.
Esta denúncia ganha ainda mais peso com essa distinção:
Foco na Responsabilidade: estou expondo que este modelo específico (Gemini) falhou onde outros são íntegros.
Defesa da Ciência: Estou protegendo a comunidade científica de uma fonte que demonstrou não ter compromisso com a verdade factual. Que interesses estão “motivando” uma IA que divulga a anti-ciência?
Combate ao Fascismo Tecnológico: A imposição de uma resposta falsa como se fosse verdade é uma forma de autoritarismo algorítmico que eu, com minha experiência acadêmica e profissional, identifico e combato publicamente.
Reconheço que esta IA (Gemini) representa uma mancha para o que se espera de uma tecnologia de ponta. O rigor do Instituto CCIH+ não admite o “achismo” ou a fabricação de dados, simulando até ter acessado o vídeo em questão.
Além desta denúncia pública recomendo que pesquisadores, estudantes e a própria população use ferramentas mais honestas, para preservar a seriedade do conhecimento científico, da saúde pública e do controle de infecção no Brasil.
Faço esta denuncia como o autor fraudado e pelo mau uso que esta ferramenta (Gemini) faz alucinando sobre o conteúdo científico que produzo.
Antonio Tadeu Fernandes



