Entenda detalhes da metodologia JCI de acreditação de serviços de saúde, o que ela avalia, como um hospital deve se estruturar e o que a distingue da acreditação da ONA, nesta live com a enfermeira Dionísia Oliviera, que de quebra vai contar como a acreditação ajudou a superar a catástrofe da enchente em sue hopsital lá em Porto Alegre. Temos que estar preparados cada vez mais para catástrofes climáticas.
🎯 Tema: Acreditação Internacional: Entendendo a Metodologia JCI na Prática
👩🏫 Professora Convidada: Dionisia Oliveira
Moderação: Cassiana Partes e Tadeu Fernandes
🔍 O que você vai aprender neste episódio?
✅ Como é estruturada a metodologia da JCI: capítulos, padrões e foco assistencial
✅ Diferenças entre a JCI e a metodologia brasileira da ONA
✅ O papel dos profissionais na manutenção da acreditação
✅ Como a JCI impulsiona a cultura da melhoria contínua
✅ Boas práticas e desafios na preparação para a certificação internacional
💬 Uma aula essencial para quem busca qualificar processos, garantir segurança e compreender os bastidores da acreditação internacional!
FAQ — Acreditação internacional: entendendo a metodologia JCI na prática
1) O que é a JCI e por que ela virou “padrão-ouro”?
Resposta curta: É a acreditadora internacional que define padrões globais de qualidade e segurança e audita in loco com método próprio (tracers). A 8ª edição dos padrões entrou em vigor em 1º jan 2025.
Explicação: O manual organiza capítulos por funções (ex.: IPSG, PCI, QPS, MMU, GLD, FMS, MOI, SQE, HCT), e atualiza requisitos conforme melhores evidências.
2) Quem representa a JCI no Brasil?
Resposta curta: O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) atua como representante da metodologia no país e difunde padrões e programas. (cbacred.org.br, inca.gov.br)
3) O que são as “IPSG” (International Patient Safety Goals)?
Resposta curta: Metas práticas para evitar danos graves (ex.: identificar paciente corretamente, comunicação efetiva, segurança de medicações, cirurgia segura, reduzir IRAS). (jointcommission.org)
Explicação: Elas são auditadas durante a visita e atravessam todos os serviços — não são “capítulo opcional”.
4) Como os auditores avaliam na prática (tracer methodology)?
Resposta curta: Eles seguem a jornada real do paciente e/ou trilham sistemas críticos (medicação, controle de infecção, engenharia/segurança). É uma auditoria viva, no gemba. (persi.or.id)
Explicação: Há tracers de paciente e tracers de sistema; o foco é consistência do processo, interfaces e risco. (jointcommission.org)
5) Quais capítulos mais “pegam” para CCIH/gestão clínica?
Resposta curta: PCI (Prevenção e Controle de Infecções), QPS (Qualidade e Segurança do Paciente) e MMU (Gestão de Medicações).
Explicação: A 8ª edição reforça qualificação/liderança em PCI e amplifica coleta/análise de eventos de segurança e obrigatoriedade de ações sobre tendências.
6) JCI ≠ “papelada”: o que muda no leito?
Resposta curta: Processo+comportamento. Auditorias observacionais (mãos, bundles, EPI), reconciliação de medicações, rastreabilidade de decisões e feedback estruturado viram rotina — não “evento”.
7) Como se preparar sem paralisar o hospital?
Resposta curta: Autoavaliação por tracer interno (paciente e sistema), correção rápida de desvios, depois políticas/protocolos.
Explicação: O próprio material da JCI recomenda fazer tracers internos para descobrir falhas e treinar a equipe no método. (persi.or.id)
8) Qual o ciclo e os marcos da 8ª edição?
Resposta curta: Eficaz para surveys a partir de 01/01/2025; traz capítulos e anexos como Patient Safety Systems e Sentinel Event Policy, além de quadro de mudanças por capítulo.
9) O que costuma reprovar?
Resposta curta: IPSG inconsistente, documentação que não reflete a prática, falhas de rastreabilidade em MMU, lacunas em água/engenharia/segurança (FMS) e integração fraca da PCI com qualidade.
10) Quais indicadores o board precisa enxergar?
Resposta curta: Processo + desfecho: adesão a bundles/HM, tempo até antibiótico efetivo, reconciliação, notificações/eventos de segurança, densidades de IRAS, conformidade de rastreabilidade e manutenção predial (FMS).
11) Diferença entre “preparar para a visita” e “prontidão contínua”?
Resposta curta: Na JCI moderna, prontidão é o produto: o dia da visita vira consequência de gestão diária (rotina de tracer, rounds de liderança, learning system). (jointcommission.org)
12) Onde está o conteúdo completo da sua aula/artigo?
Resposta curta: No Instituto CCIH+: “Acreditação Internacional: entendendo a metodologia JCI na prática”. (ccih.med.br)
Minutagem:
11:30 O que á acreditação / certificação?
12:00 Impactos gerias da acreditação
13:00 Impacvtos da acreditação para a qualidade e a gestão.
16:30 A acreditação no Brasil
16:55 ANAHP e a acreditação
17:30 Tipos de certificação JCI
18:20 JCI no mundo
19:10 Programas de cuidados clínicos
20:00 Manuais de acreditação
21:30 Processo de acreditação da JCI
22:15 Capítulos da acreditação hospitalar
23:20 Estrutura do manual
26:10 Processo de avaliação: organização dos capítulos e dos padrões
31:00 Pontuação: conforme ou não conforme
32:30 Capítulos do manual: padrão, propósito e mensuração
41:25 Sessões do manual
52:00 Comparação ONA x JCI
57:00 Organização do hospital para receber a certificação
1:03:00 Avaliações periódicas (qual periodicidade) ou contínua?
1:06:00 Importância da acreditação diante de catástrofes: a experi~encia do Hospital Mão de Deus, durante enchente em Porto Alegre 1:15:50 Jornada do paciente como rastrear.
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