Relatório anual do National Nosocomial Infections Surveillance (NNIS) System

Resumido por Antonio Tadeu Fernandes

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) publicou recentemente a consolidação dos dados encaminhados pelos hospitais participantes do National Nosocomial Infections Surveillance (NNIS). No capítulo 80 do nosso livro explicamos esta metodologia e como você pode utilizar estas informações para comparar os resultados obtidos na sua instituição. Apresentaremos agora dados mais recentes. Observamos também várias novidades nesta última consolidação:

  1. Segundo o documento, em janeiro de 1999 o componente de vigilância global foi eliminado do sistema devido consumir considerável tempo e recursos dos hospitais, principalmente dos que têm um grande número de pacientes de alto risco, comprometendo a qualidade das informações. Mais importante, este componente não fornece indicadores que possam comparar as diversas instituições, uma vez que seus dados não são ajustados ao risco do paciente ou da internação.
  2. As UTI gerais de grandes hospitais escola foram tabuladas separadamente das UTIs dos demais hospitais, uma vez que apresentam indicadores do uso de procedimentos invasivos e densidade de infecção maiores.
  3. Para se calcular a densidade de infecção relacionada a um procedimento invasivo ou mesmo sua taxa de utilização, foram considerados apenas valores superiores a 50 no denominador obtido na unidade no mês.
  4. Os recém nascidos foram subdivididos em quatro faixas de acordo com o peso ao nascer: até 1000 gramas; de 1001 a 1500 gramas; de 1501 a 2500 gramas e acima de 2500 gramas.
  5. Foram consolidados os resultados sobre a resistência dos microrganismos isolados em pacientes hospitalizados, inclusive sua variação nos últimos 5 anos. Estes dados fazem parte do projeto ICARE (Integrated Care Antimicrobial Resistente Epidemiology).
  6. Foram também consolidados indicadores sobre o consumo de antimicrobianos nas unidades de terapia intensiva, calculados a partir da dose diária definida (DDD). A fórmula para este cálculo é discutida no capítulo 60 do nosso livro. Inclusive os parâmetros para os mais novos antimicrobianos foram apresentados. Estes dados também fazem parte do projeto ICARE.
  7. Foram apresentados dados obtidos de cirurgias laparoscópicas, que eram excluídas no cálculo original do componente cirúrgico. Para tanto, foi elaborado um novo índice de risco cirúrgico que incorpora a influência dos procedimentos endoscópicos nestes indicadores. Para colecistectomia e cirurgia laparoscópica de colon uma unidade deve ser retirada do índice de risco calculado para os procedimentos tradicionais, obtido pela análise do escore ASA, duração da cirurgia e seu potencial de contaminação. Quando nenhum destes fatores está presente o procedimento é classificado como de risco mínimo ou "M". Por outro lado, para apendicectomia e cirurgia gástrica, o uso de endoscópios só apresenta diferença significativa se o paciente não apresentar nenhum outro fator de risco concomitante. Neste caso, ele é classificado no grupo "0-sim", sendo que para os demais casos o procedimento é consolidado junto com as cirurgias tradicionais.

Geberliding JL (director). Semiannual report. Aggregated data from the national infections surveillance system. US. Department of Health and Human Services.December 1999.

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ÍNDICE
     
    Tabela 1
Componente de vigilância de terapia intensiva.
Média e percentis de distribuição da densidade de incidência de infecção do trato urinário em pacientes com sonda vesical, por tipo de UTI, entre janeiro de 1992 e outubro de 1999.
Tabela 2
Componente de vigilância de terapia intensiva. Média e percentis de distribuição da densidade de incidência de infecção da corrente sangüínea em pacientes com cateter vascular central, por tipo de UTI, entre janeiro de 1992 e outubro de 1999.
    Tabela 3
Componente de vigilância de terapia intensiva. Média e percentis de distribuição da densidade de incidência de pneumonia em pacientes com ventilação mecânica, por tipo de UTI, entre janeiro de 1992 e outubro de 1999.
Tabela 4
Componente de vigilância de terapia intensiva. Média e percentis de distribuição da utilização de sonda vesical, por tipo de UTI, entre janeiro de 1992 e outubro de 1999.
    Tabela 5
Componente de vigilância de terapia intensiva. Média e percentis de distribuição da utilização de cateter vascular central, por tipo de UTI, entre janeiro de 1992 e outubro de 1999.
Tabela 6
Componente de vigilância de terapia intensiva. Média e percentis de distribuição da utilização de ventilação mecânica, por tipo de UTI, entre janeiro de 1992 e outubro de 1999.
    Tabela 7
Componente de vigilância de berçário de alto risco. Média e percentis de distribuição da densidade de incidência de infecção da corrente sangüínea em pacientes com cateter central ou umbelical, por categoria de peso ao nascer dos recém nascidos, entre janeiro de 1990 e outubro de 1999.
Tabela 8
Componente de vigilância de berçário de alto risco. Média e percentis de distribuição da densidade de incidência de pneumonia em pacientes sob ventilação mecânica, por categoria de peso ao nascer dos recém nascidos, entre janeiro de 1990 e outubro de 1999.
    Tabela 9
Componente de vigilância de berçário de alto risco. Média e percentis de distribuição da utilização de cateter central ou umbelical, por categoria de peso ao nascer dos recém nascidos, entre janeiro de 1990 e outubro de 1999.
Tabela 10
Componente de vigilância de berçário de alto risco. Média e percentis de distribuição da utilização de ventilação mecânica, por categoria de peso ao nascer dos recém nascidos, entre janeiro de 1990 e outubro de 1999.
    Tabela 11
Componente cirúrgico. Percentis de distribuição da taxa de infecção do sítio cirúrgico por procedimento e índice de risco cirúrgico, 1992-1998.
Tabela 12
Componente cirúrgico. Taxa de infecção do sítio cirúrgico pós procedimentos endoscópicos de acordo com o risco. 1992-1999.
    Tabela 13
Componente cirúrgico. Taxa de infecção do sítio cirúrgico pós coronárioplastia de acordo com o risco e a topografia específica da infecção. 1992-1999.
Tabela 14
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes não internados em unidades de terapia intensiva. 1996-1999.
    Tabela 15
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes internados em unidades coronarianas. 1996-1999.
Tabela 16
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva cárdio-torácicas. 1996-1999.
    Tabela 17
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes internados em unidades de transplante e hemato/oncológicas. 1996-1999.
Tabela 18
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva para pacientes clínicos. 1996-1999.
    Tabela 19
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva médico-cirúrgica. 1996-1999.
Tabela 20
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva neuro-cirúrgica. 1996-1999.
    Tabela 21
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva cirúrgica. 1996-1999.
Tabela 22
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição dos índices de utilização de antimicrobianos (Dose Definida Diária DDD/1000 pacientes-dia) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva pediátrica. 1996-1999.
    Tabela 23
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição da taxa de resistência microbiana em hospitais americanos. 1996-1999.
Tabela 24
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição da taxa de resistência microbiana dos microrganismos isolados em pacientes não internados em terapia intensiva. 1996-1999.
    Tabela 25
Projeto ICARE. Média e percentis da distribuição da taxa de resistência microbiana em hospitais americanos participantes do Projeto NNIS. 1996-1999.
Apêndice A
Projeto ICARE. Dose diária definida (DDD) de agentes antimicrobianos, por classe e grupo.
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