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9. A Importância de se
Pensar em Infecção Fúngica
Nos anos setenta
e oitenta, a sepse por Gram negativos era a principal preocupação
dentre as infecções hospitalares. Os principais agentes
envolvidos eram a Klebsiella, Escherichia coli, Enterobacter
e Pseudomonas. Durante os anos 80 e 90 os Gram positivos,
particularmente o Staphylococcus e o Enterococcus
passaram a ser o foco principal da atenção. Atualmente,
a Candida se tornou a quarta causa principal de sepse hospitalar,
ultrapassando a E. coli.
A micologia se desenvolveu
como um campo do saber que deve exigir a atenção de
todos médicos que tratam pacientes hospitalizados. Durante
os anos oitenta, a incidência de infecção da
corrente sangüínea devido a espécies de Candida
aumentou quase 500%. [15] A proporção de infecção
da corrente sangüínea hospitalar devido a Candida
aumentou de 2% em 1980 a 5% nos final dessa década.[16] A
tendência continuou nos anos noventa, com 8% das infecções
hospitalares da corrente sangüínea atribuídas
à Candida. [15] Um estudo publicado em 1999 encontrou
etiologia fúngica em 12% dessas infecções em
pacientes de UTI. [17] Atualmente os fungos representam uma proporção
significativa dos patógenos destas graves infecções,
sendo crucial considerar rapidamente a possibilidade de infecção
fúngica em pacientes hospitalizados.

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