O Desafio das Infecções Fúngicas no Século XXI


7. Zigomicetos

O caso de um paciente de sessenta anos, com diabetes descompesada e em estágio final de cirrose, submetido a transplante hepático foi recentemente relatado em exemplar do The New England Journal of Medicine.[11] Após o transplante, ele teve inúmeras complicações, incluindo deficit funcional no órgão transplantado, colestase intra hepática, hiperglicemia, insuficiência renal progressiva, bacteremia por Enterococcus faecium resistente à vancomicina e fungemia por Candida parapsilosis. Durante sua hospitalização, desenvolveu lesão na região frontal, que rapidamente evoluiu para necrose. O exame histopatológico revelou um fungo com hifa não septada cuja cultura revelou Rhizopus oryzae. O paciente faleceu um mês após o transplante com complicações de um choque séptico.

Anteriormente chamada mucormicose, esta infecção é atualmente denominada zigomycose. O agente etiológico mais freqüente é o Rhizopus, causador do bolor comum de pão. Outros agentes associados são o Mucor, Rhizomucor, e Absidia. Os zigomicetos incluem 20 fungos diferentes, todos semelhantes histologicamente e suas infecções são tratadas com anfotericina B ou suas formulações lipídicas. Os pacientes gravemente imunocomprometidos podem ser infectados por inalação respiratória. As manifestações clínicas podem ser rinocerebrais, pulmonares, cutâneas, gastrointestinais ou neurológicas. A doença manifesta-se com invasão vascular, necrose e formação de escara de cor escura.

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